No dia 16 de Maio de 1945, Edvard Beneš, o segundo presidente da Checoslováquia, apelou à "liquidação" dos Alemães e dos Húngaros que viviam naquela país. No entanto, a historiografia "oficial" continua a ignorar este tipo de intervenções. Os apelos e as intervenções de "ódio" apenas são condenadas se forem dos "outros"... os "maus"...
Não era uma simples suspeita mas algo mais: só que faltavam as provas.
Agora um documento de 20 páginas que os serviços de intelligence da Marinha dos Estados Unidos libertaram é publicado no livro December 1941: 31 Days that Changed America and saved the World do historiador Craig Shirley.
Setenta anos após o ataque japonês contra a base da frota americana em Pearl Habor, Hawaii, o documento revela de forma clara que os serviços de espionagem dos EUA tinham sido amplamente informados acerca dos preparativos dos Japoneses. Pearl Harbor não foi uma surpresa, bem pelo contrário.
No documento, os analistas da Marinha de Washington escreveram especificamente que "o Japão está activamente a servir-se de cada canal utilizável para recolher informações militares, marítimas e comerciais com foco na Costa Oeste, no Canal do Panamá e nas ilhas Hawai". Acrescenta também que a marinha japonesa estava a recolher "informações técnicas detalhadas" sobre as instalações militares dos EUA.
O historiador, pessoa que não pode ser suspeita de simpatias "conspiracionistas" sendo um membro da historiografia conservadora norte-americana, conclui que eram muitas as peças do quebra-cabeça conhecidas pela Administração de Roosevelt administração, proporcionando assim mais uma prova em apoio da tese pela qual os líderes políticos e militares dos Estados Unidos estavam cientes dos preparativos de guerra.
O que fica demonstrado é que os Americanos sabiam dos esforços japoneses para preparar a entrada em guerra, sabiam da recolha das informações e conheciam os possíveis alvos, entre os quais a base da Marinha Militar no Pacífico.
Simplesmente, optaram por apoiar o ataque "surpresa" dos Japoneses, única maneira para motivar um País que maioritariamente encontrava-se inclinado para a neutralidade.
O Tribunal de Nuremberga de 1945-46 - a mais espectacular aventura judicial da história - foi criado para provar que o regime Alemão derrotado foi único na sua monstruosidade e crueldade. Porém, na realidade, o Tribunal não trouxe justiça, mas sim injustiça. Os quatro poderes Aliados que o organizaram e efectuaram foram eles próprios culpados de alguns crimes semelhantes aos que acusaram os Alemães. O Tribunal foi uma acção ilegal realizada com base na lei "ex post facto" criada após o acontecimento e expressamente para aquela ocasião, e ao qual os Aliados apenas aplicaram aos derrotados. O enforcamento de líderes Alemães ordenados pelo Tribunal foram pouco mais que assassínios encobertos por um folheado de pseudo-legalidade hipócrita.
Um oficial do Exército Americano já reformado pediu desculpa pelas mortes em massa de prisioneiros Alemães nos campos de prisioneiros dos EUA após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Após intensas investigações privadas nos EUA e na Alemanha, Merrit P. Drucker mandou um e-mail ao Tenente-Coronel Max Klaar, responsável pela associação de veteranos de guerra alemães (Der Verband deutscher Soldaten) lamentando as condições nos campos dos Americanos onde cerca de 750.000 Alemães morreram por lhes terem sido negados comida e abrigo. Drucker também formou um comité para continuar com as investigações e elaborou emendas como forma de pedido de desculpas às famílias dos mortos, assim como para as instituições de veteranos de guerra.
A mulher do antigo chanceler Alemão Helmut Kohl foi violada com a idade de 12 anos por soldados Soviéticos, revela uma nova biografia. Hannelore Kohl e a sua mãe foram atacadas pelas tropas do Exército Vermelho depois da derrota Alemã em Maio de 1945.
Ela confessou ao editor Herbert Schwan como é que tinha sido 'lançada como um saco de batatas pela janela do primeiro andar' depois de a terem libertado. Ela nunca recuperou completamente deste drama do seu passado e ficou sempre traumatizada para o resto da sua vida.
Mrs. Kohl ficou sempre assombrada com o 'cheiro da transpiração dos homens, com o cheiro a aalho, a álcool e até mesmo com a voz da língua Russa'. Schwan passou a ter acceso ilimitado a ela e transformou-se no seu confidente até à sua morte com a idade de 68 anos, em 2001, de acordo com o Independent.
Ela cometeu suicídio com uma overdose de drogas após ter contraído uma alergia à luz que a fez perder o cabelo. Nem sequer conseguia ver televisão sem ter dores. [Leia a notícia na íntegra]
Soldados Soviéticos "libertadores" posam para a fotografia depois da derrota da Alemanha Nazi em 1945.
A Polícia Croata completou a exumação do que restava da sepultura em massa num subúrbio de Zagreb, um dos mais de 200 locais de que se tem conhecimento onde milhares de Alemães, tanto soldados como civis, foram enterrados nos dias finais da Segunda Guerra mundial.
Partidários comunistas da antiga Jugoslávia executaram fuzilamentos, ao longo do país, enquanto o regime nazi se esmigalhava e caia em 1945. Até agora, o Ministério do interior Croata compilou uma lista dos locais com mais de 200 sepulturas em massa Alemãs. Porém, somente alguns locais foram, até agora, investigados.
Um foi descoberto há dois anos, em Harmica, onde se calculam que 5.000 soldados Alemãesda Wehrmacht foram fuzilados e enterrados, inclusivamente 500 oficiais.
Estas notícias não abrem qualquer telejornal, porque os soldados fuzilados eram alemães... Ou seja, para as mentes mais pequeninas, NAZIS! Se fossem os Nazis a fuzilar um só "mártir" Jugoslavo, perseguiam-se os culpados, prendiam-se os responsáveis (mesmo que tivessem 80 ou 90 anos) e mostrava-se ao mundo como aquelas bestas e aqueles actos não poderiam ser esquecidos. Neste caso, a notícia fica apenas aqui referenciada, neste espaço que alguns palermas insistem em chamar "fossa", escrito por alguém que os mesmos palermas dizem ser "extremista" e "portador de mensagens de ódio".
A fotografia que se segue não diz respeito à notícia. Diz respeito à descoberta de uma sepultura em massa de Judeus na Roménia, assassinados da mesma forma cruel e desumana por tropas Nazis. Como facilmente se percebe, se eu não deixasse aqui esta nota, os leitores seriam induzidos em erro. O importante e o que fica não é a fotografia, mas a legenda. Mas aqui não há palermas. Aqui há gente honesta que não tem medo da verdade porque sabe que ela não teme a investigação!
As fotografias fornecem a prova chocante de que os médicos dos EUA fizeram experiências em cidadãos americanos incapacitados e detidos em prisões. Tais experiências incluíram dar o vírus da epatite a pacientes com problemas mentais em Connecticut, esguichar o vírus da gripe para cima de detidos em Maryland e injectar células cancerígenas em doentes crónicos num hospital de Nova Iorque. Muitas destas histórias têm entre 40 e 80 anos, mas é o pano de fundo para uma reunião em Washington, esta semana, realizada por uma comissão presidencial de bioética.
Já o ano passado tinham sido revelados os factos sobre a contaminação de presos e doentes mentais da Guatemala, há 65 anos, com o vírus da sífilis - um entre centenas de exemplos de crimes médicos "dos bons", dos "salvadores e actuais polícias do mundo"!
Mesmo assim, a historiografia apenas reserva aos Nazis o privilégio das experiências médicas com "inocentes". Tudo o que é sádico, bárbaro ou cruél, tem apenas e só um rótulo. Os outros, "os bons", esses fazem tudo "em nome da ciência", em nome da "Humanidade", para que, num futuro próximo, nos possam "salvar" outra vez!
Naturalmente que tenho esperança que a tradução se faça. Mas vou esperando bem sentado e o mais confortável possível. Porque nem o livro trata de um "sobrevivente" Judeu ao Holocausto Nazi nem de qualquer outro "sobrevivente" a um ataque "racista ou xenófobo". Por isso não deverá haver muita pressa em traduzi-lo. O livro chama-se "Um Laço no Bigode de Estaline" [em Inglês, "The Bow on Stalin's Moustache] e fala de Erika Riemann, uma menina, na altura com 14 anos, que foi prisioneira política nos gulags do Leste da Alemanha devido, literalmente, a uma brincadeira infantil. O crime dela foi ter desenhado um lacinho no bigode de Estaline, cujo retrato estava pendurado no na sala de aula...
Só isso nos leva, realmente, a perceber a verdadeira natureza do período estalinista no comunismo da Europa de Leste depois da II Guerra. Mas, nestes casos, a historiografia perdoa...
Nestes casos, nunca há pressas para denunciar e desmascarar uma das cabeças da besta. A outra, o Capitalismo, anda também por aí. Perfeitamente visível nesta quadra natalícia.
A câmara baixa do parlamento russo adoptou [no dia 26 de Novembro] uma resolução que reconhece o massacre Katyn, em 1940.
A resolução, há muito reclamada pela Polónia, foi baseada na consulta de documentos, dos arquivos secretos.
Varsóvia mostrou o horror dos corpos sepultados em valas comuns. Mas mesmo depois disso, Moscovo mostrou-se sempre renitente.
Uma comissão parlamentar reconheceu agora a responsabilidade de Staline, concluindo que foi o ditador que, pessoalmente, ordenou o massacre de milhares de oficiais polacos.
Durante muitos anos, a Rússia atribuiu o crime às forças nazis.
Quando, em 1939, as forças soviéticas invadiram algumas regiões da Polónia, 22 mil oficiais polacos foram presos e acabaram por ser sumariamente executados.
Em Abril de 1990, o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbatchev já tinha reconhecido as responsabilidades de Moscovo.
O então presidente polaco, Lech Kaczinsky morreu num desastre de avião, a 10 de Abril deste ano, quando pretendia assinalar os 70 anos do massacre.
Resumidamente, não se conseguem escrever outras palavras sem ser estas: A HISTORIOGRAFIA CONTINUA A NÃO SE INTERESSAR PELOS CRIMES "DOS BONS"!... Por outras palavras, David Vondracek, um realizador Checo, dificilmente terá honras de destaque nos principais média porque o documentário que realizou, apesar de ter ganho Franz Werfel Human Rights Award, "apenas" se refere à morte de centenas de civis alemães na antiga Checoslováquia, crime esse ocorrido já depois da Segunda Guerra Mundial.
As penas de prisão para os criminosos de guerra estão numa gaveta apenas para ser aberta e atribuídas a oficiais ou soldados "nazis", os "maus do costume". Mesmo quando já têm 80 ou mais anos de vida. Para esses nunca há perdão. Para os outros, há o assobiar para o lado e uma estranha "falta de memória"...
Foi descoberta uma sepultura em massa na Eslovénia do final da Segunda Guerra Mundial.
Com 20 metros de extensão e situada perto da ocalidade de Prevalje, acredita-se que contenha os restos mortais de cerca de 700 homens e mulheres, referiu o representante governamental Marko Strovs.
Algumas das pessoas enterradas nessa sepultura aparentam ter sido fuziladas e outras parecem ter sido enterradas vivas, acrescentou. Os investigadores acreditam que as vítimas eram suspeitas de terem sido colaboradores dos Nazis que foram mortas por elementos comunistas anti-fascistas.
Pelo calçado encontrado, pensa-se que parte deles eram civis, disse Mr. Strovs, que trabalha para a comissão governamental para a exumação de sepulturas em massa.
As primeiras impressões mostram que as mãos deles estavam atadas atrás das costas.
A Rússia acusou, na última segunda-feira, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de permitir que algumas pessoas reabilitem os Nazis, referindo-se concretamente ao exemplo do que aconteceu na Letónia no caso de um veterano Soviético da Segunda Guerra Mundial. Vasily Kononov, de 87 anos, que conduziu um grupo de resistentes contra a Alemanha Nazi no estado do Báltico durante aquele período, foi preso na Letónia em 1998 depois de ter sido condenado por ter ordenado a morte de nove aldeões em 1944. Ele admitiu o assassinato, mas acrescentou que os mortos eram colaboradores Nazis apanhados no fogo cruzado (...). "A Grande Câmara do Tribunal , na realidade, está na mesma linha daqueles que lutam por rever os resultados da Segunda Guerrra Mundial e a reabilitação dos Nazis e dos seus colaboradores", referiu num depoimento o Ministro dos Negócios Estrangeiros Russo". [leia a notícia na íntegra]
Vamos ver se percebo: existe um grupo de resistentes que DECIDE (não foi nenhum tribunal militar) que os aldeões eram "colaboradores dos Nazis" e assassina-os. Um dos membros confessa o crime... mas "explica" que, afinal, eles terão morrido no "fogo cruzado"... Um político com um alto cargo de responsabilidade aparece em praça pública a criticar os tribunais, a dizer que existe "branqueamento do Nazismo"... Será que estou a ver mal ou existe mesmo aqui uma descarada e vergonhosa hipocrisia, misturada com cinismo e dualidade de critérios???!!!!
É que há bem pouco tempo, um oficial Alemão foi condenado a PRISÃO PERPÉCTUA por ter sido responsável pela morte de 3 Holandeses durante a Segunda Guerra Mundial! Portanto, a morte de civis, para algumas pessoas, só é bem aceite se forem, supostamente, aliados "dos maus"!
Mais um exemplo de que os denominados "direitos humanos" é mesmo algo muito vago e atribuído não a todos, mas apenas aos que convém!
A televisão pública da República Checa irá passar um documentário com o título "Zabíjení po česku," ou "Assassínio ao Estilo Checo". Trata-se da filmagem de um massacre de mais de 40 pessoas de descendência Alemã em Praga, em Maio de 1945, pouco depois do fim da guerra. Os seus autores dizem que querem chamar a atenção para as atrocidades cometidas contra a população Alemã no pós-guerra na Checoslováquia. Alguns historiadores acreditam que que este crime em particular foi da responsabilidade das tropas Soviéticas! Podem ver o vídeo aqui.
O Revisionismo em Linha sabe que NUNCA os responsáveis por este crime cobarde serão alguma vez castigados pelos tribunais internacionais. Essencialmente e especialmente porque os criminosos não eram Nazis e porque as vítimas não eram Judias!
Uma mulher Alemã com 80 anos rompeu agora o tabu antigo do silêncio sobre as violações que ela própria sofreu nas mãos de soldados Soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial com a publicação de um livro onde revela os crimes do Exército Vermelho quando este marchou em direcção a Berlim.
"Why Did I Have To Be A Girl" ["Por Que é Que Eu Haveria de Ser Uma Rapariga?"], de Gabriele Koepp, é o primeiro livro publicado sobre as violações sob o verdadeiro nome da vítima. Mrs. Koepp foi uma dos cerca de dois milhões de vítimas, raparigas e mulheres Alemães, que foram violadas pelos soldados Soviéticos, encorajados pelo seu líder Estaline que via nesse crime uma vingança e um espólio de guerra depois da invasão de Hitler que deixou 26 milhões de mortos Russos. "Frau. Komm" eram as palavras que as mulheres mais temiam ouvir dos soldados do Exército Vermelho. [leiam a notícia na íntegra]
Podem ler outra notícia sobre o mesmo assunto aqui.
O Revisionismo em Linha aguarda (sentado...) a tradução deste livro para Português...
Tinha falado do assunto aqui e o Vessas teve a amabilidade de fazer uma busca mais apurada e conseguiu apanhar todo o documentário (After The War: Conquering Germany). A ver aqui ou no espaço dele (não deixem de ver este fim-de-semana também este outro documentário:Soviet Subversion of the Free World Press).
Os raids de perfeito terror sobre vilas e cidades Alemãs incluíram:
Dresden – a 13 de Fevereiro de 1945, a guerra está no fim e a Alemanha em ruínas. Sem qualquer aviso, Churchill dá a ordem para que os bombardeiros Americanos e Britânicos larguem cerca de 3 300 quilos de bombas incendiárias sobre Dresden, uma indefesa cidade-hospital, repleta de refugiados vindos de outras cidades destruídas. As bombas fizeram cerca de 500 000 mortes, inocentes que sucumbiram em autênticas fogueiras incandescentes, num massacre sem paralelo na história. Morreram mais pessoas neste genocídio do que em Hiroshima e Nagazaki juntos. A tempestade de fogo destruiu 39 quilómetros quadrados do centro da cidade. O raid ocorreu doze semanas antes da rendição das Forças Armadas (Wehrmacht) da Alemanha Nazi. Mais de 90% do centro da cidade foi destruído.
Colónia – Era esperado que a devastação provocada por esses raids fosse suficiente para derrotar definitivamente a Alemanha ou, pelo menos, causar graves danos na moral dos Alemães. Os raids foram uma propaganda útil para os Aliados e, em particular, para Sir Arthur Harris e para o conceito de Bombardeamento Ofensivo “Estratégico”. As únicas instalações militares atingidas foi um quartel. Os estragos nas casas de civis, a maioria apartamentos com grandes estruturas, foram consideráveis: 13 010 destruídas, 6 360 seriamente danificadas, 22 270 ligeiramente atingidas. De um total de cerca de 700 000 pessoas que viviam em Colónia, fugiram entre 135 000 a 150 000 após o raid.
Hamburgo – A Batalha de Hamburgo, conhecida pelo nome de código “Operação Gomorrah”foi uma campanha com raids aéreos que começou a 24 de Julho de 1943 e que durou 8 dias e 7 noites. Foi, até hoje, o maior assalto da história da guerra da força aérea e foi mais tarde chamada de ‘Hiroshima da Alemanha’ pelos oficiais Britânicos. Grande parte das vítimas morreu quando procurava um refúgio nos abrigos, pois a tempestade de fogo consumia todo o oxigénio na cidade em chamas. Os violentos ventos criados pela tempestade de fogo levantavam praticamente as pessoas pelos ares. Na noite de 29 de Julho, Hamburgo foi atacada novamente por cerca de 700 bombardeiros. O fogo ciclónico criou um verdadeiro inferno, com ventos superiores a 240 km/h, com as temperaturas a chegarem aos 800º C e com altitudes superiores a 2 000 pés, incinerando mais de 21 km2 da cidade. As estradas asfaltadas explodiam com as chamas e o combustível dos barcos destruídos e danificados, assim como o dos tanques de armazenamento, espalhava-se pelas águas dos canais, levando a que os portos também se incendiassem. A ‘Operação Gomorrah’ causou, pelo menos, 50 000 mortos, a maioria civis, e deixou cerca de um milhão de Alemães desalojados. Foram utilizados cerca de 3 000 aviões, foram largadas 9 000 toneladas de bombas e foram destruídas cerca de 250 000 habitações. Hamburgo foi atingido por outros 69 raids aéreos antes do fim da Segunda Guerra Mundial.
Heilbronn – Em 1944, Heilbronn sofreu um longo raid aéreo de duas semanas pela Royal Air Force. Mais de 7 000 desapareceram durante a guerra com os bombardeamentos dos Aliados e aproximadamente 62% da cidade foi destruída. A intensidade dos bombardeamentos aumentou durante esse anos, numa altura em que a Alemanha já estava de joelhos. As tempestades de fogo na cidade e em seu redor demoraram dias a serem extintas. O fogo que começou quando os muros da cidade foram destruídos demorou 3 dias a ser controlado. A acrescentar a isso, o gado existente naquele local e nas regiões circundantes foi atingido por fragmentos dos bombardeamentos e teve, na maioria dos casos, de ser abatido.
Braunschweig (Brunswick) – O raid aéreo, que fez parte da ‘Operação Hurricane’, originou uma tempestade de fogo que fez a cidade arder durante dois dias e meio e destruiu o seu centro medieval. O objectivo desta acção foi, por um lado, demonstrar o aquilo que poderio destrutivo dos bombardeiros Aliados eram capazes de fazer e, por outro, deixar clara a superioridade aérea dos Aliados. Braunschweig tinha que ser destruída não apenas por ser um importante centro da indústria de armamento, mas também como local de habitação, transformado depois em inabitável e sem utilidade. O objectivo a ser alcançado era sempre a tempestade de fogo que não era produzida por acaso: tinha uma base científica e era desenvolvida de forma esmerada. Tal como já foi referido, o centro medieval foi praticamente destruído – primeiro, foram lançadas bombas de explosão e depois bombas incendiárias, que não apenas começaram o fogo como garantiram que se espalhasse rapidamente. Braunschweig perdeu inúmeros monumentos históricos após estes raids.
Kassel – O fogo originado pelos diversos raids aéreos durou 7 dias e levou à morte de cerca de 10 000 pessoas, 150 000 habitações foram bombardeadas e o centro da cidade foi destruído em 95%. O Primeiro Exército dos EUA conquistou Kassel em Março de 1945 e apenas 50 000 se encontravam a viver naquele local, em vez dos 250 000 em 1939.
Peter Calvocoressi, que faleceu a 5 de Fevereiro de 1997, teve uma distinta e variada carreira como decifrador de códigos, durante a Segunda Guerra Mundial, historiador, editor e autor; publicou livros sobre aquela guerra e sobre política mundial desde 1945, assim como estudos sobre África, Médio Oriente, Grã-Bretanha e Europa. Criticou sempre o bombardeamento dos Aliados sobre Dresden, afirmando que Ultra teria avisado os comandantes da Força Aérea que, contrariamente às espectativas, o exército Panzer das SS não regressaria através daquela cidade após a batalha das Ardenas.
“O bombardeamento de Dresden foi terrível", afirmou Calvocoressi algum tempo depois do fim da guerra, “e nunca deveria ter ocorrido.” [leia a notícia na íntegra]
O afundamento do navio-hospital alemão, o Wilhelm Gustloff, em 1945, constitui o maior naufrágio do mundo e representa mais um dos monstruosos crimes de guerra "dos bons" que nunca foi julgado!
No inverno de 1945, bem no final da 2ª Guerra Mundial, um navio alemão que transportava milhares civis refugiados da guerra, o Wilhelm Gustloff, foi afundando por um submarino soviético nas águas do Mar Báltico. Quase todos os que estavam a bordo pereceram afogados ou devido a hipotermia provocada pela baixíssima temperatura do mar. O número de vítimas foi tamanho – é tido como o maior naufrágio civil do mundo - que superou em muito as do transatlântico Titanic, cujo afundamento ocorreu em 1912, sem porém que provocasse a mesma comoção.
Fuga pelo Báltico
“Matem! Matem!.. Usem a força e quebrem o orgulho racial dessas mulheres alemãs. Peguem-nas como legítimo botim. Avante como uma tempestade, galantes soldados do Exército Vermelho.”
Ilya Ehrenburg, jornalista soviético, 1945
Numa daquelas noites prussianas gélidas do Norte europeu, em 30 janeiro de 1945, com o termômetro marcando 10° abaixo de zero, o ex-cruzeiro de luxo alemão M/S Wilhelm Gustloff, de 25 mil toneladas - desde 1940 transformado em hospital flutuante - , deslocava-se apinhadíssimo de gente pelo Mar Báltico.
Este "ex-cruzeiro de luxo" fazia parte do programa KDF - Kraft durch Freude - que proporcionava um período de férias anuais para os trabalhadores alemães. Qualquer semelhança com os governos ditos "democráticos" da atual ordem mundial é somente mera coincidência.
Projetado para levar duas mil pessoas, carregava naquele momento mais de nove mil, a maioria mulheres e crianças que fugiam da invasão russa. O Exército Vermelho vinha, por assim dizer, nos calcanhares deles, seguindo a mesma rota que os seus antepassados mongóis, no século 13, usaram para atingir o Ocidente. Os que escapavam eram civis alemães que até então moravam na Prússia Oriental e nos Estados Bálticos que, apavorados, fugiam pelo Golfo de Danzig da vingança dos soviéticos. Organizaram para eles uma espécie de solução de emergência, recolhendo-os dos portos do leste da Alemanha para que alcançassem, por mar, as áreas mais seguras do Ocidente. Os que iam a bordo não tinha a mínima idéia que seriam os protagonistas da maior tragédia marítima de todos os tempos, quase superior seis vezes as vitimas do transatlântico Titanic, naufrágio ocorrido 32 anos antes (1.517 mortos).
O naufrágio
Quando haviam cumprido a metade do caminho, um pouco depois das 21 horas, três torpedos do submarino russo S-13 os atingiram. O Wilhelm Gustloff logo adernou. A multidão que se agarrava no convés começou a ser jogada na água. Outros, apavorados, saltavam diretamente lá do alto. A gritaria no convés era acompanhada de tiros dos que preferiam suicidar-se ou atirar nos familiares antes. Os soldados feridos, imobilizados, despediam-se uns dos outros. Como distribuir os parcos botes salva-vidas para 9.343 passageiros, sendo que muitos deles estavam cobertos de gelo? O SOS foi lançado e aos poucos começaram a chegar os auxílios. Os faróis dos barcos e das lanchas de socorro vararam a noite inteira em busca de sinais de vida, enquanto corpos, milhares deles, vagavam sem destino em meio aos blocos de gelo, boiando salpicados de neve. Os que conseguiam ser resgatados estavam enregelados, as mãos azuladas e encarangadas e o olhar petrificado. Ao amanhecer as equipes de salvamento haviam retirado 1.239 náufragos (outros reduzem-nos para 996) daquele horror. A situação só não foi pior porque eles estavam próximos ao litoral da Pomerânia, mesmo assim supõe-se que oito mil pereceram.
Os submarinos soviéticos continuaram por perto praticando a caça e, dez dias depois, afundaram o General von Steuben (3 mil mortos) e ainda, em 16 de abril de 1945, puseram a pique o Goya (cerca de 7 mil, a maioria soldados). Portanto, em matéria de matança de civis o M/S Wilhelm Gustloff, realmente empunhou a taça da desgraça. Se bem que a operação de remoção do maior número possível de civis alemães orientais foi tida como um sucesso, pois conseguiram o translado de 2 milhões deles para fora da órbita soviética, a tragédia daquele barco de turismo adaptado para às pressas para a fuga, perdurou no tempo como um desastre que poderia ter sido evitado, não fosse o clima de revanche que embalava os soviéticos. Revanche que se estendeu para os maus tratos da grande parte da população civil do Leste da Alemanha, com ondas de estupros, pilhagens, saques, desordens, espancamentos e brutalização geral dos vencidos.
Um roteiro de atrocidades
Na época dizia-se que era merecido. Que os alemães haviam se portado do mesmo modo quando adentraram na URSS em 1941. Quem começou a reverter esta opinião entre eles, foi Alexander Soljenitsine.
Cada vez mais fica evidente que o comportamento do Exército Alemão era exemplar, merecendo o reconhecimento de todos os historiadores sérios,como o exército que mais respeitou as convenções da guerra. A propaganda de guerra aliada tenta até hoje perpetuar a mentira, porém, a verdade, uma vez reconhecida, torna-se óbvia - NR.
Cada vez mais furioso com o regime comunista, Soljenitsine que fez parte das tropas de ocupação – era oficial de artilharia - pessoalmente testemunhou as atrocidades que seus conterrâneos haviam cometido. Envergonhado, acabou por denunciar aqueles horrores num longo poema intitulado Prosskie Nochi (Noites Prussianas, 120 páginas, 1974), revelando à opinião pública da então URSS, o que de fato acontecera na Alemanha naqueles meses de conquista e ocupação, quando pelotões inteiros de soldados russos submetiam as alemãs, dos oito aos sessenta anos, a estupros coletivos, cortando o pescoço daquelas que resistiam ou se lhes opunham. Ele acreditou que tudo aquilo decorreu, que deu-se tal roteiro de atrocidades, devido os comunistas "terem afastado a Rússia de Deus", retirando do soldado raso, dos Ivans que passaram a acampar na Alemanha, qualquer sentimento de piedade ou compaixão para com os derrotados. Ao contrário, incitou-os aos barbarismos a pretexto de estarem lutando contra o decadente mundo burguês em sua forma fascista.
Retirado daqui e publicado originalmente em 30/01/2008 no mesmo local.