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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Crimes de Guerra - A Impunidade de Israel


Vamos ver se eu percebo… Ou se alguém me explica…

Existem países autorizados a cometer atrocidades ou crimes de guerra? Que eu conheça, não. Mas parece, afinal, sempre existem. Vejamos: há quem atire bombas nucleares… Há quem possa bombardear cidades onde, praticamente, as vítimas são unicamente civis… Há quem possa ter campos de concentração sem quaisquer condições… Há quem possa raptar, deter, torturar, sem quaisquer motivos ou acusações… E NADA LHES ACONTECE, POIS NUNCA NINGUÉM OS ACUSA DE QUAISQUER CRIMES… POIS TUDO É EM NOME DA… LIBERDADE! (????).

Na Austrália - onde Israel é adorado e a chacina de mulheres e crianças Palestinianas é recebida com aprovação no Parlamento por ambas as partes (“Liberais” e “Trabalhistas”) e pelos meios de comunicação social do sistema - um homem com 88 anos (
Charles Zentai) está na prisão aguardando a extradição para a Hungria para enfrentar a "justiça" por, supostamente, lá ter assassinado um rapaz Judeu em 1944. Há seis décadas que os Judeus Israelitas estão a assassinar crianças Palestinianas com uma total impunidade. Eles são recompensados pelos seus crimes por essas mesmas nações, incluindo a Austrália, que fingem star a fazer um compromisso com a justiça e o direito internacional. Se a morte de um menino é crime, porque é que o massacre de centenas de meninos e meninas é “legítima defesa”? [podem ler mais sobre este assunto aqui]

Mais: por que é que enquanto uns se limitam a pedir desculpa, outros são perseguidos até ao fim dos seus dias, sem qualquer perdão?

Vamos lá ve se eu percebo... ou se alguém me explica...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Ministério do Interior Israelita Usa Testes de DNA Para Identificar Imigrantes Não-Judeus


Desde 1989 mais de 700.000 pessoas imigraram da antiga União Soviética para Israel, e especialistas estimaram entre 60.000 e 200.000 destes podem não ser Judeus, segundo os requisitos da lei Judaica.

Mas eles estão aptos a receberem cidadania Israelense segundo a lei do retorno. Dentro da interpretação Ortodoxa da halchah (Lei Judaica), para alguém ser Judeu precisa nascer de mãe Judia ou ser convertido por um rabino Ortodoxo. A "lei do retorno", qualquer um com avôs Judeus é automaticamente apto a receber cidadania Israelense.

Em Israel, a discriminação tem aumentado em uma série de confusões e ameaças, particularmente relativa aos imigrantes da antiga União Soviética.

Em um caso, um homem que serviu como soldado em uma unidade militar foi morto em ação, mas não pode ser enterrado em um cemitério militar Judaico. E a mãe de um menino que foi morto em um ataque terrorista, no último verão, também não pode enterrar a criança em um cemitério Judaico.

Após dias de negociações, e grande repercussão na mídia, um compromisso foi firmado e a criança foi enterrada na seção Bahai de um cemitério.

Em outro caso, um jovem professor de Hebraico que já vivia em Israel há 10 anos foi impedido, por um rabino, de casar-se com a sua namorada Judia, porque ela não era considerada Judia segundo as leis ortodoxas. Na mesma semana, uma mulher, casada com um cristão, recebeu o direito de batizar o seu recém nascido do sexo masculino segundo a tradição Judaica.
Muito do ódio e discriminação existente contra os imigrantes é praticada pelas autoridades da imigração e Ministério do Interior. Esta semana, houveram novas discriminações, quando tornou-se público que o Ministério do Interior está obrigando imigrantes da antiga União Soviética a realizarem testes de DNA para comprovação da descendência Judaica.

O respeitado jornal Israelense Ha'aretz informou que dezenas de novos imigrantes já foram intimados a efetuar o teste de DNA, e aqueles que se recusarem poderão ser expulsos de Israel.
"Meu escritório", fala um oficial do Ministério da Imigração, "ficou como um hospício. Centenas de frenéticos imigrantes telefonaram para saber o que estava acontecendo, e o que iria ser feito com eles."

O ministério, posteriormente, reconheceu que irá efetuar os testes de DNA, mas declarou que será para encontrar imigrantes que não são Judeus segundo as leis Judaicas e nem segundo a Lei do Retorno.

Nestes casos, segundo fontes ministeriais, os imigrantes foram para Israel, após (supostamente) falsificar documentos, não por possuirem ligações Judaicas, mas apenas porque Israel se tornou um confortável lugar para se viver, com uma economia forte...

"Nós queremos ajudar os imigrantes", declarou Tova Ellinson, porta-voz do Ministério do Interior. "Se eles estão aptos a receber a cidadania, então serão bem-vindos. Senão, eles não poderão receber documentos Israelenses.

Em um caso recente, um Ucraniano de 43 anos que estava vivendo em Israel por cerca de um ano, e que servia no exército, foi intimado a fazer o teste de DNA.

O ministério acredita que homens Judeus que tenham sido testados estão aptos para tornarem-se pais. Se não, o imigrante, sua mulher, filhos e netos, ficarão vivendo em Israel ilegalmente.
...

Alex Tanzer, que imigrou da Ucrânia para Israel há 20 anos atrás, encabeça um grupo de imigrantes. Ele afirma que Israel precisa efetuar todos os testes para a verificação da Judaidade (pureza racial Judaica) antes de permitir que eles entrem em Israel.

"Ser aceito aqui e então ser obrigado a pagar pelo próprio teste de DNA é ultrajante", ele afirma... "Verificar a Judaidade geneticamente possui implicações horríveis".



Retirado daqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mulher Atacada Por Andar Em Calçada Só Para Homens


... e, ao contrário do que possam já estar a pensar, NÃO FOI EM NENHUM PAÍS MUÇULMANO!

Um judeu ultra-ortodoxo encontra-se detido em prisão domiciliária por ter lançado gás lacrimogéneo contra uma mulher que caminhava por uma calçada exclusiva para homens no bairro de Mea Shearim, em Jerusálem.
Yoel Kraus, membro de uma seita fundamentalista judia denominada Eda Haredit, foi detido no domingo passado depois de a vítima ter denunciado o ataque à polícia.
O incidente ocorreu há duas semanas durante a festividade dos Tabernáculos. A mulher ‘ousou’ caminhar por uma calçada só para homens, depois dos avisos de Kraus para sair dali.

Segundo o acordo policial, o atacante deverá permanecer detido durante cinco dias fora de Jerusálem e não está autorizado para regressar à cidade dentro de duas semanas. O homem está ainda proibido de participar em manifestações e actos públicos durante um mês.

Os líderes ultra-ortodoxos residentes no bairro de Mea Shearim decidiram há três anos que, para preservar as restritas regras do recato da comunidade, homens e mulheres deviam caminhar por calçadas diferentes da rua.

Durante as festividades, os líderes do bairro pediram a dezenas de segurança que patrulhavam a zona para manter a lei, mas Kraus decidiu obrigar ao seu cumprimento por sua própria iniciativa.
A mulher atacada não chegou a pedir assistência médica.
[podem ler a notícia aqui]

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Série Turca Polémica Levanta Protestos de Israel

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Israelita Avigdor Lieberman convocou, na última quarta-feira o embaixador Turco em Israel como protesto contra um novo drama passado na televisão da Turquia e que retrata os soldados das Forças de Defesa de Israel como brutais assassinos. Lieberman instruiu os funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros para protestarem face dos seus homólogos Turcos. Ele realçou que este tipo de séries reflectem um grave nível de incitamento ao ódio - e com a aprovação do governo.

O programa chamado Ayrilik, apresenta uma história de amor que se desenvolve durante a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, segundo a imprensa Israelita. No entanto, parte de um episódio disponível no YouTube mostra várias imagens do IDF abrutalizar o população Palestiniana, com crianças a serem abatidas com tiros no peito e pontapés em pessoas idosas no chão, entre outras coisas.

No vídeo, os soldados Israelitas podem ser vistos a disparar no peito contra uma menina que apenas sorri, a fazerem avançar um tanque através de uma rua movimentada e alinhando um pelotão de fuzilamento para atirar contra os Palestinianos. O programa foi transmitido no canal Turco TRT1, canal de televisão patrocinado pelo próprio estado., segundo a imprensa Israelita.

Eles também relatam que o drama passado na Web "traz para a realidade a ferida aberta da Palestina. Retrata a tragédia de ambos os lados ao longo de gerações... Esta temporada foca as mulheres e crianças e a história da Palestina, bem como a noção de que o solução final é o amor, a compaixão e paz no mundo." [leia a notícia na íntegra]


terça-feira, 13 de outubro de 2009

América... América... América...


América. Em quase todos os jornais, revistas, noticiários a notícia apareceu. Um Nóbel bem ou mal entregue. Um Nóbel merecido ou não. Um Nóbel atribuído a um Presidente cuja eleição, só por si, já tinha sido polémica - ou talvez não. Mas nos média - sem que isso constituísse alguma surpresa para nós - não apareceram, com o mesmo impacto, outras notícias que nos revelam a quantidade de segredos que este país guarda. Por outras palavras, a manipulação mediática leva a que a América possa continuar a coordenar e a controlar quase todas as linhas de pensamento. Se assim não fosse, como poderia passar despercebidas todas as mudanças na história do atentado na cidade de Oklahoma? América...

Afeganistão. O presidente Barack Obama - ESSE MESMO: O DO "PRÉMIO NÓBEL DA PAZ!!!!! - e o Congresso estão lutar pelo agravamento da guerra no Afeganistão. Após oito anos de operações militares - o que custou aos EUA 236 biliões de dólares, o comandante Americano no Afeganistão alertou para a ameaça de "fracasso" ou, por outras palavras, "derrota".

A verdade é a primeira vítima da guerra. A maior mentira da Guerra do Afeganistão é que "nós temos que combater lá os terroristas e assim não temos de lutar com eles em casa". Políticos e generais continuar usando esta afirmação para justificar uma guerra que eles não conseguem explicar ou justificar.

Muitos Norte-Americanos ainda acreditam nesta mentira porque também acreditam que os ataques de 11 de Setembro vieram directamente de bases da al-Qaida no Afeganistão e de movimentos Talibans.

Isso não é verdade. Os ataques de 11 de Setembro foram planeados na Alemanha e na Espanha e conduzidos, principalmente, de bases Americanas na Arábia Saudita com o objectivo de punir a América pelo suporte à repressão de Israel contra os Palestinianos.

Os Talibans, um movimento religioso, anti-Comunista da tribo Pashtun, ficou totalmente surpreendido pelo 11 de Setembro. Osama bin Laden, que foi culpado por esse acto, estava no Afeganistão como convidado porque era um herói nacional por ter combatido contra os Soviéticos nos anos 80 e estaria a ajudar a luta dos Talibans contra o regime Comunista Afegão.

Amérca. Afeganistão. Irão.
Dois senadores republicanos não estão suficientemente felizes com as duas grandes guerras e com as várias outras escaramuças ao longo da costa leste de África que os Estados Unidos estão a travar. Eles querem que as tropas Americanas iniciem uma guerra genocida, a uma escala global, contra o Irão. Por quê? Porque não querem colocar "muita pressão sobre Israel".

Os senadores republicanos Lindsey Graham (SC) e Saxby Chambliss (GA) foram à televisão dizer que os militares Americanos não deviam apenas bombardear as instalações nucleares do Irão, mas também lançar uma guerra do "tudo ou nada" contra o país Persa, com o objetivo de o destruir.

E por que deveriam os soldados dos EUA arriscar as suas próprias vidas para mater Iranianos inocentes? Para proteger Israel, claro.

América. Afeganistão. Irão. Israel. Acabo quase como comecei.
Depois de tomar conhecimento desta decisão do mais recente Prémio Nóbel da Paz - ainda alguém se surpreende?... - achei, mesmo assim, que seria necessário mais uns pequenos esclarecimentos para os mais distraídos ou com memória curta.

Em primeiro lugar,
foram os Americanos os primeiros a fornecer material nuclear aos Iranianos; em segundo lugar, um memorando secreto da Casa Branca, de 1969, alertou para os "perigos das armas nucleares de Israel" - claro que os excelentíssimos senhores "jornalistas de investigação" andam tão atarefados que nunca reparam neste tipo de documentos... Finalmente, em terceiro lugar, recomendo novamente a leitura desta notícia, já publicada pelo Revisionismo em Linha aqui.


América... América... América...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Uma Versão Que os Média Sempre Ignoraram

Começamos o comentário deste vídeo com as últimas palavras do jornalista: "Não ouvimos esta versão muitas vezes. Obrigado por ter passado por aqui"...

A seguir a tradução de algumas passagens, as tais que "não ouvimos muitas vezes" - mas porque será???


- "A vida era melhor antes de ser criado o Estado de Israel?"

- "Temos o testemunho das comunidades Judaicas que viviam naquele local, e nos arredores, e que viviam em harmonia com os outros povos e com as outras religiões (...). Temos documentos que mostram que eles pediram às Nações Unidas para que não se criasse ali um estado Judaico. Muçulmanos, Cristãos e Judeus ignoravam a criação desse Estado".




(...)

- "(...) não pode ignorar os abusos ou as chacinas ao longo de milénios e, particularmente e mais recentemente, à cerca de 60 anos"...

- "Uma coisa é ser morto por questões de 'anti-semitismo' e outra coisa, por antagonismo, é nós criarmos esse 'anti-semitismo' através do Sionismo. (...) Existe uma enorme propaganda que afirma que todos os Árabes querem atirar os Judeus para o oceano."

(...)

- "(...) O Presidente do Irão diz que o Holocausto nunca existiu que se pudesse destruía Israel e todos os Judeus"...

- "Isso mais outra de muitas falsidades. Existe uma comunidade Judaica no Irão e ele nunca os molestou (...). Estivemos naquele país e fomos recebidos por vários líderes (...) e eles não têm qualquer problema religioso connosco (...)".

Certamente nunca viram este vídeo ou esta versão ser discutida nos principais orgãos de comunicação social. Obrigado por ter passado por aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Porque Se Tornou Shlomo Sand Uma Pessoa Incómoda?

Parece que a censura à liberdade de expressão atinge todos. Será Shlomo Sand também "nazi" ou "anti-semita"?...




E o que é que incomoda tanto os Sionistas e os seus lacaios para tentarem, por todas as formas, impedir que a verdade seja revelada?

Demolindo as Muralhas de Jericó: Serão os Judeus Um Povo Inventado?


Isto é o que os arqueólogos aprenderam depois de terem efectuado escavações no território de Israel: os Israelitas nunca estiveram no Egipto, não vaguearam pelo deserto, não conquistaram a terra através de qualquer campanha militar (...). Talvez o mais difícil e o mais duro de engolir seja o facto de que a monarquia unida de David e Solomão, que é descrita pela Bíblia como um poder regional, foi, no máximo, um pequeno reino tribal.

Pode ler sobre este assunto
aqui.

Percebe-se, assim, muito melhor o texto que a seguir publicamos e que, apesar de já não ser uma novidade, merece toda uma nova leitura e uma reflexão.


JUDEUS, UM POVO INVENTADO?

Sim, diz o historiador Shlomo Sand num livro que há meses é um best-seller em Israel. Não há um povo judeu como “nação-raça”, apenas uma religião judaica, que sobreviveu pela conversão. O exílio, em 70 d.C. é um “mito”, cristão e sionista. E os palestinianos de hoje serão os “genuínos descendentes” dos antigos habitantes do reino de David. “É uma obra radical”, reconhece o autor ao P2. “Fascinante”, concordam admiradores e críticos.

Shlomo Sand, historiador na Universidade de Telavive, é "um homem muito corajoso". É ele quem se vangloria ao P2, depois de ter publicado um livro (em hebraico e em francês) e um artigo (no Monde Diplomatique) onde conclui, após oito anos de estudos, que "o povo judeu é uma invenção".
Não, escreve Sand, no século XIII a.C. Moisés "nunca poderia ter conduzido os hebreus para fora do Egipto até à Terra Prometida, porque esta era território egípcio". Não, "não há qualquer vestígio de uma revolta de escravos contra o império faraónico ou uma súbita conquista de Canã por estrangeiros". Não, a população do reino de Judá (posterior Judeia) "não fugiu para o exílio no século VI a.C. - só a elite intelectual foi forçada a instalar-se na Babilónia." Não, não houve um segundo êxodo, em 70 d.C., "porque os romanos nunca deportaram populações" - mesmo que quisessem, não tinham logística para expulsões em massa.
"À excepção de alguns prisioneiros feitos escravos, os habitantes da Judeia continuaram a viver nas suas terras, mesmo após a destruição do Segundo Templo. Uns converteram-se ao cristianismo, no século IV, e a maioria abraçou o islão durante a conquista árabe, no século VII." Os primeiros sionistas, enfatiza Sand, até à grande revolta árabe de 1936-39 na Palestina, sabiam que não tinha havido exílio".

Para fazer valer a sua argumentação, Sand cita David Ben-Gurion, o primeiro chefe do Governo de Israel, e Yitzhak Ben-Zvi, o segundo Presidente, asseverando que um e outro "disseram em várias ocasiões, em 1929, que a maioria dos camponeses da Palestina não tem origem nos conquistadores árabes, mas são genuínos descendentes dos habitantes da antiga Judeia".
"É incrível, mas não há nenhum livro, um único, que prove o exílio de 70 d.C., porque ele nunca aconteceu", empolga-se Sand, que pertence ao grupo dos "novos historiadores", como Benny Morris, Avi Shlaim ou Tom Segev. O grande exílio é um mito "originalmente cristão". A ideia era mostrar um castigo divino por os judeus não terem aceitado Jesus como Messias. No século XIX, tornou-se na "base da ideologia sionista, para legitimar a conquista da Palestina".

Os berberes judeus

Se os judeus não foram expulsos e não houve vinte séculos de errância, "o grande impulso para a judaização", no Norte de África, na Europa de Leste ou no Médio Oriente, "foi um processo de conversões", garante Sand. Entre a revolta dos macabeus, em 167 a.C., até à rebelião de Simon bar Kokhba, em 132 d.C., o judaísmo foi "a religião de mais activo proselitismo" - e foram estas "conversões maciças que, sob influência do helenismo, prepararam o terreno para a subsequente disseminação do cristianismo".
Sem as conversões no mundo pagão, avança Sand, "talvez a religião judaica se tivesse tornado completamente marginal, e poderia até nem ter sobrevivido". Mas enquanto o proselitismo durou, mesmo com um abrandamento depois da vitória do cristianismo, no século IV, "os hasmoneanos judeo-helénicos converteram à força os idumeanos [antigos edomitas] do sul da Judeia e os itureanos da Galileia, e incorporaram-nos no povo de Israel". No Curdistão já emergira, no século I d.C., o reino judeu de Adiabene. E, no Iémen, no século V d.C., apareceu "um vigoroso reino judeu em Himyar, cujos descendentes preservaram a sua fé durante a conquista islâmica até aos nossos dias."
Para fundamentar as suas conclusões, Sand cita "obras romanas, gregas e judaicas", incluindo os escritos de Flávio Josefo, Horácio, Séneca, Juvenal e Tácito. "O ponto de partida para a desconstrução dos mitos da historiografia da história dos judeus" foi, porém, a "nova arqueologia", embora ele nos assegure ter "ido mais longe".
Uma das histórias de conversões que Sand relata no seu livro Matai ve'ech humtza há'am hayehudi?, em hebraico, ou Comment le peuple juif fut inventé: De la Bible au sionisme, em francês (em breve haverá também uma versão inglesa) é a da rainha Dahia al-Kahina. Uma orgulhosa judia, ela foi líder de guerreiros berberes nas montanhas de Aurès (actual Argélia) que repeliram o exército muçulmano invasor do Norte de África, no século VII d.C.
"Perguntei a mim próprio como é que vastas comunidades judaicas apareceram em Espanha", contou Sand ao diário israelita Ha'aretz. "Reparei então que Tariq ibn Ziyad, o supremo comandante dos muçulmanos que conquistou Espanha, era berbere e que a maior parte dos seus soldados eram berberes. O reino judeu berbere de Dahia al-Kahina só tinha sido derrotado 15 anos antes. E a verdade é que há numerosas fontes cristãs a dizer que muitos dos conquistadores de Espanha eram judeus convertidos. As raízes profundas da comunidade judaica de Espanha estão nos soldados berberes que se converteram ao judaísmo."

Khazaria e os yiddish

O que Sand descreve como "a mais significativa conversão em massa" terá ocorrido no século VIII, no reino de Khazaria, situado entre os mares Negro e Cáspio, nas estepes ao longo do rio Volga. "A expansão do judaísmo do Cáucaso até à moderna Ucrânia criou uma multiplicidade de comunidades, muitas das quais se mudaram para a Europa de Leste depois das invasões mongóis", afirma o historiador.
No século VIII d.C., os khazares adoptaram a religião judaica e o hebraico como língua escrita. A partir do século X, este reino enfraqueceu e, no século XIII, foi derrotado pelos invasores mongóis. Sand não duvida que os khazares convertidos, em conjunto com os judeus das terras eslavas e do que é hoje a actual Alemanha, "constituíram a origem das comunidades judaicas na Europa de Leste (...), a base da cultura yiddish".
A influência dos khazares é um ponto de discórdia, que levou outro historiador, Israel Bartal, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, a criticar Sand por "inventar uma invenção", embora tenha reconhecido que o livro do colega é "um estudo fascinante" (Há'aretz).
Até por volta de 1960, referiu Sand, "as origens complexas do povo judeu foram mais ou menos, relutantemente, reconhecidas pela historiografia sionista, mas depois foram marginalizadas e acabaram por ser apagadas da memória pública de Israel". Restou apenas o mito da "descendência directa do mítico reino de David", e os judeus passaram a reclamar ser "um grupo étnico específico, que regressou a Jerusalém, a sua capital, depois de 2000 anos de exílio".
Bartal nega que "um inteiro capítulo da história judaica tenha sido silenciado por razões políticas", e foi buscar a sua velha Enciclopédia Mikhal, obra de referência sionista, para relembrar a Sand a passagem sobre os khazares, "nação de origem turca".
Diz a enciclopédia, segundo Bartal: "É irrelevante se a conversão ao judaísmo abrangeu um largo estrato da nação khazar; importante é que este acontecimento foi entendido como um fenómeno de grande significado na história judaica, um fenómeno que desde então desapareceu totalmente: o judaísmo como religião missionária. (...) A questão do impacto a longo prazo desse capítulo da história judaica nos judeus da Europa de Leste - quer através do desenvolvimento do seu carácter étnico ou de outro modo - é um tema que necessita de maior investigação. Em todo o caso, embora não conheçamos a extensão da sua influência, é evidente hoje que esta conversão teve um impacto."
Sand, na conversa com o P2, contrapõe: "Quando Bartal fala dos khazares não realça que eles se converteram ao judaísmo, destaca apenas que, antes de eles se tornarem judeus, muitos judeus já tinham chegado à região provenientes da Palestina. Conseguem ver a diferença?" Bartal, acrescenta Sand, "pertence à velha corporação de historiadores, aqueles que, na Universidade Hebraica, nos anos 1930, decidiram dividir a História Judaica e a História Universal em dois departamentos distintos. Quando alguém, como eu, chega e diz que não acredita na História do Povo de Israel, é natural que eles se sintam chocados."
Apesar de tudo, Sand confessa que esperava de Bartal uma recensão mais implacável. "Das minhas 500 referências, ele menciona três erros e, destes três, só tem razão em um e meio, o que me deixa muito honrado. Também não terá gostado que o livro seja um best-seller há 19 semanas, porque isso mostra que a sociedade israelita se tornou mais plural."

Da Bíblia ao sionismo

Bartal não critica apenas a alusão de Sand aos khazares, mas também a asserção de que "'académicos reputados do passado' ocultaram a verdade no que diz respeito à origem impura dos judeus". O seu contra-argumento é o de que "nenhum historiador do movimento nacional judeu alguma vez acreditou que as origens dos judeus são étnica e biologicamente 'puras'."
E continua: "Jamais um historiador judeu 'nacionalista' tentou ocultar o facto de que as conversões ao judaísmo tiveram um grande impacto na história judaica na Antiguidade e nos primórdios da Idade Média. Embora exista na cultura popular israelita, o mito do exílio da pátria judaica (Palestina) é negligenciado nas mais sérias discussões históricas judaicas. Importantes grupos do movimento nacional judeu exprimiram reservas sobre este mito ou negaram-no completamente."
O que é que Sand tenta provar com este estudo, questionou Bartal. "Que a pátria dos judeus não é a Palestina, que a maioria dos judeus descende de diferentes nações convertidas ao judaísmo e que foram os sionistas a desenvolver, no século XIX, uma ideologia etno-biológica e a inventar o chamado "povo judeu"?
Sim, responde Sand: "Os judeus existiram como religião mas não como uma nação-raça. Foi no século XIX que intelectuais de origem judaica na Alemanha, influenciados pelo nacionalismo germânico, levaram a cabo a tarefa de criar um moderno povo judeu, herdeiro de um reino, errante durante 2000 anos e de regresso à pátria".
"Os primeiros historiadores judeus, como Isaak Markus Jost (1793-1860) e Leopold Zunz, olhavam para o Velho Testamento como uma obra teológica, que reflectia as crenças das comunidades judaicas após a destruição do Primeiro Templo", recorda Sand no Monde Diplomatique. "Só na segunda metade do século XIX é que Heinrich Graetz (1817-1891) e outros desenvolveram uma visão 'nacional' da Bíblia e transformaram a viagem de Abraão para Canã, a fuga do Egipto e o reino unido de David e Salomão num autêntico passado nacional. Pela constante repetição, os historiadores sionistas transformaram, subsequentemente, essas 'verdades' bíblicas na base da educação nacional".

Confrontar a historiografia

Ao contrário de Bartal, e ainda que tenha lamentado a profusão de "histórias pessoais, discussões teóricas e observações sarcásticas", o historiador Tom Segev recomendou a leitura da obra de Sand, qualificando-a como "um dos livros mais fascinantes e desafiantes publicados aqui [em Israel] desde há muito tempo".
"Os capítulos históricos estão muito bem escritos e citam numerosos factos e pontos de vista que surpreenderão muitos israelitas quando os lerem pela primeira vez", adianta Segev, num artigo no Há'aretz, que Sand, entusiasmado, nos leu ao telefone. Compreende-se a satisfação de ser compreendido, depois de ter sido insultado. "Houve quem me chamasse nazi e cão, e cheguei a temer ser alvo de agressões por parte de grupos de extrema-direita que violentamente têm interrompido as minhas palestras".
"Eu sou um especialista em História Contemporânea [sobretudo da França onde completou os seus estudos universitários], mas chegou um momento em que senti que era estúpido viver em Telavive e não estudar a história dos judeus, porque o movimento sionista faz parte da história moderna da Europa", disse Sand ao P2.
"Sabia que ia ser contestado, ao enveredar por outra área. Por isso, fiquei impressionado por o meu livro estar a ser vendido aos milhares. A minha posição é muito radical. O êxito talvez se explique porque as pessoas têm medo que a História não esteja com elas."
"Eu não quis destruir o Estado de Israel", vinca este homem que nasceu em Linz, na Áustria, em 1946, e passou os dois primeiros anos da sua vida num campo de refugiados judeus na Alemanha, "Era meu dever confrontar a mitológica historiografia da história dos judeus. O que eu pretendo é dar outra legitimidade ao Estado de Israel. A velha legitimação não se deve manter, porque não é verdadeira. Nunca regressámos a uma Terra Prometida."
Estado de todos
O livro tem um objectivo político, reconhece Sand: "o de transformar Israel num Estado israelita democrático e não num Estado judaico, porque um terço da população não é judia. Por que é que um rabi em Nova Iorque pode dizer que Israel lhe pertence mais do que um colega árabe israelita da minha universidade?"
Sand avisa: "É preciso mudar a consciência etnocêntrica da sociedade israelita. Não há futuro para um Estado judaico, porque deixa de fora 20 por cento de árabes e 5 por cento de imigrantes que não são considerados judeus. Na Galileia, 65 por cento dos habitantes são árabes. Se amanhã se revoltarem, e disserem que querem criar um Estado como o Kosovo, porque o Estado judaico os exclui, têm todo o direito de o fazer. Imaginam Portugal a proclamar-se um Estado dos cristãos?"
"Se em 10-15 anos, não se tornar num Estado de todos os seus cidadãos, Israel deixará de existir", vaticina Sand, ressalvando que é "pessimista mas não fatalista". A diferença? "Acredito que o futuro não é bom, mas não tenho a certeza. Se a civilização durou o século XX sem uma guerra nuclear, não tenho o direito de ser fatalista."
Antes de o telefonema acabar, mais uma clarificação: "Não sou anti-sionista, mas pós-sionista. A definição de uma pessoa como anti-sionista sugere que é contra a existência do Estado de Israel. Eu aceito o Estado de Israel. Digo que hoje há um povo israelita judeu. O problema é que o sionismo não quer reconhecer a nação israelita e apenas a nação judaica. O nacionalismo árabe também não reconhecia a identidade israelita."
De momento, declara Sand, "sou a favor da solução de dois estados - não um judaico e um árabe, mas um israelita e um palestiniano. Depois, espero que seja criada uma confederação de dois estados. Não defendo um estado binacional porque isso seria pedir aos judeus que se tornassem numa minoria no seu próprio país. É inaceitável."
E é assim que, quase quatro décadas depois de Golda Meir, ex-primeira-ministra israelita, ter dito ao Sunday Times (15 Junho 1969) que "não existe isso a que chamam de povo palestiniano", Shlomo Sand, outro israelita, vem dizer-nos que "o povo judeu é uma invenção". E para ilustrar o que daí resultou, o seu livro abre com uma citação de Karl Wolfgang Deutsch: "Uma nação é um grupo de pessoas unidas por um erro comum quanto à sua origem e uma hostilidade colectiva em relação aos seus vizinhos."

In jornal Público, caderno P2, pág5/7, 13 de Setembro de 2008.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

The Killing Zone

Reportagem Britânica (infelizmente sem estar legendada em Português) sobre a violência Israelita em Gaza contra não apenas os civis Palestinianos, mas também contra voluntários de ajuda internacional e jornalistas estrangeiros.


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vídeo Especial Para o Fim-de-Semana

Dedicado a todos os que consideram qualquer crítica à política de Israel uma forma de "anti-semitismo".

Bom fim-de-semana a todos!










O Porquê do Boicote a Israel


Quase dois terços dos Israelitas estão favoráveis a negociações directas e substanciais entre o próprio governo e a liderança do Hamas. Deve haver, seguramente, aqui algum erro, não? Na realidade, não – isso foi a conclusão de uma pesquisa de opinião em Fevereiro de 2008 pela Universidade de Tel Aviv. Cerca de dez meses mais tarde, com a Operação ‘Cast Lead’ a decorrer, os entrevistadores chegavam a maiorias ainda mais altas, até 90% em alguns casos, a favor da guerra contra o mesmo movimento, o Hamas, na Faixa de Gaza.

Todos podemos ter diferentes opiniões e, em alguns casos, até contraditórias sobre o mesmo assunto. O que aparece primeiro na nossa mente em ocasiões particulares depende das circunstâncias. Em nenhum lado se faz esta transferência de síndrome psicológica de um modo tão pronto para a realidade política como Israel. Parte da mentalidade dos Israelitas é um conjunto de jogos de atitude e de arranjos institucionais conhecido como militarismo: não é simplesmente a posse e - para muitos Israelitas – a participação numa poderosa máquina militar, mas também o recurso - que funciona como reflexo - a "soluções" militares quando os políticos consideram existir algo complexo ou tenso com algum risco.

Os Israelitas têm sido trazidos à tona através de discrições de talento e bravura pelas acções dos seus soldados e tripulações. O ataque a Entebbe por uma equipa de comandos com o objectivo de libertar reféns Israelitas de cruéis sequestradores. Um salvamento idêntico teve igualmente o mesmo êxito através de uma operação no aeroporto de Tel Aviv, com as forças especiais a actuarem disfarçadass de mecânicos, dirigida por Ehud Barak, agora Ministro de Defesa do Israel. A 'Guerra dos Seis Dias' em 1967 começou com a Força Aérea Árabe a ser destruído ainda no chão enquanto os generais Egípcios lutavam por chegar ao quartel-general, e os Israelitas tendo tomado a precaução de atacar durante hora de ponta da manhã no Cairo.

O recurso ao uso da força tem, portanto, assumiu um estatuto de normalidade e de padrão nas relações de Israel com os países vizinhos e com qualquer pessoa, subvertendo os apelos à paz. No passado, os antagonistas eram a Jordânia, o Egipto e a Síria. Ultimamente, foi o Líbano e, naturalmente, os Palestinianos que passaram a estar na linha de mira. Três princípios da lei internacional devem dominar o comportamento de Israel, destinados a restringir as respostas de qualquer estado que tente mostrar a sua discordância.

Podem continuar a ler aqui.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Limites da Liberdade de Expressão Para "Os Eleitos e Seus Defensores"


Uma das mais influentes vozes do lobby pró-Israel publicou um chocante ensaio sugerindo que, num futuro próximo, deveriam existir “ataques militares” a jornalistas e aos média em geral que se opõem às aventuras militares Americanas em nome de Israel.Numa edição na Primavera de 2008 do Journal of International Security Affairs, o Jewish Institute for National Security Affairs (JINSA) [Instituto Judaico para os Assuntos de Segurança Nacional], uma força particular e interventiva do lobby Judeu, publicou uma série de artigos com o tema: “The U.S. Military Faces the Future.”[O Exército Norte-Americano Enfrenta o Futuro].

Um dos artigos, com o título: “Wishful Thinking and Indecisive Wars,” [A Ilusão e as Guerras Indecisas], escrito por Ralph Peters (descrito como um “oficial reformado das forças militares dos EUA”) defende claramente que “Embora pareça impossível agora, as guerra futuras poderão exigir censura, ´blackouts´ às notícias e, finalmente, ataques militares contras os membros desses orgãos de comunicação social.

O ensaio da JINSA diz "A liberdade de imprensa acaba quando os seus abusos levam à morte dos nossos soldados e fortalece os nossos inimigos. Uma tal visão desperta, actualmente, desprezo, mas uns meios de comunicação social que se esquecem de qualquer sentido de patriotismo sóbrio pode levar a que, num futuro próximo, se transformem numa sabedoria convencional".

A sugestão da JINSA é que que os meios de comunicação social na América que se oponham à invasão do Iraque pelos EUA - uma exigência chave de Israel e de JINSA – se transformem em moscas em contraste com a verdade. Aliás, os meios de comunicação social importantes golpearam o tambor da guerra. O AMERICAN FREE PRESS e alguns jornais independentes oposeram-se fortemente a esta guerra desnecessária.

Então o que a JINSA afirma é que essas vozes independentes - tal como o AMERICAN FREE PRESS – que se opõem ao caminho para a guerra ficam sujeitas à possível violência militar por serem contra os objectivos militares futuros do lobby Judeu.

Leiam a notícia na íntegra
aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sete Crianças Judias

O recente bombardeamento de Israel e a invasão terrestre da Faixa de Gaza, tiveram como consequência a morte de 1.417 Palestinianos; treze Israelitas foram mrtos, cinco deles por “fogo amigo”. Milhares de Palestininos foram seriamente feridos e ficaram sem cuidados médicos, abrigos e alimentos adequados. Entre os Palestinianos mortos, mais de 400 eram crianças. Em resposta a esta devastação, Caryl Churchill escreveu uma peça: ‘Seven Jewish Children’ [Sete Crianças Judias]

A pequena peça de 10 minutos de Churchill consiste em sete curtas cenas em que adultos Israelitas discutem como deverão explicar às crianças, que nunca são vistas em palco, sete momentos chaves de Israel e da história Judia. Isto inclui o Holocausto, a primeira Intifada e o recente bombardeamento de Gaza. De acordo com Churchill, a peça explora "as dificuldades de explicar a violência às crianças.


domingo, 10 de maio de 2009

A Criminalização da Crítica a Israel



[Tradução de Historiador Livre]


No dia 16 de Outubro, de 2004, o presidente George W. Bush assinou uma lei criada pelo lobby israelita, a Lei de Monitorização Global do Anti-semitismo. Esta legislação requer que o Departamento de Estado dos EUA monitore o anti-semitismo em todo o mundo.

Para monitorizar o anti-semitismo, este tem de ser definido. E qual é a definição deste? Basicamente, como definido pelo lobby israelita e por Abe Foxman, resume-se a todo e qualquer criticismo de Israel ou dos judeus.

Rahm Israel Emanuel não está na Casa Branca para lavar o chão. Mal consiga fazer aprovar a Lei Preventiva de Crimes de Ódio de 2009, passará a ser considerado um crime quando qualquer americano disser a verdade acerca do tratamento e do roubo das terras dos palestinianos por parte de Israel.

Será um crime para os cristãos reconhecer a afirmação constante no Novo Testamento referente à exigência por parte dos judeus para a crucifixação de Jesus.

Passará a ser crime relatar a extraordinária influência do lobby israelita na Casa Branca e no Congresso, tais como as resoluções redigidas pelo AIPAC a apoiar os crimes de guerra israelitas contra os palestinianos em Gaza que foram endorsadas a 100 porcento pelo Senado dos EUA e a 99 porcento pela Câmara dos Deputados, enquanto o resto do mundo condenava Israel pelo seu barbarismo.

Passará a ser crime duvidar do Holocausto.

Passará a ser crime notar a representação desproporcional dos judeus na comunicação social, nas finanças e na política externa.

Por outras palavras, significará o fim da liberdade de expressão, do livre inquérito e da Primeira Emenda da Constituição. Quaisquer factos ou verdades que causem celeuma sobre Israel serão pura e simplesmente proibidos.

Dado o pundonor do governo dos EUA, este levará Washington a aplicar a lei dos EUA a toda e qualquer nação e organização, o que acontecerá à Cruz Vermelha Internacional, à Comissão para os Direitos Humanos das Nações Unidas e às várias organizações de defesa dos direitos humanos que têm exigido investigações referentes ao assalto militar israelita à população civil de Gaza? Serão presos pelo crime de ódio de crítica “excessiva” de Israel?

Trata-se de um problema sério.

Um relatório recente da ONU, que ainda não foi divulgado na sua totalidade, culpa Israel pelas mortes e pelos feridos que resultaram nas suas instalações em Gaza. O governo israelita reagiu acusando o relatório da ONU de ser “tendencioso, claramente parcial”, o que coloca o relatório da ONU na categoria de crítica excessiva e forte sentimento anti-Israel criada pelo Departamento de Estado.

Israel está a safar-se com a utilização flagrante do governo estadunidense como ferramenta para silenciar os seus críticos apesar do facto da imprensa israelita e os soldados israelitas terem exposto as atrocidades israelitas em Gaza e o assassínio premeditado de mulheres e crianças urgido aos invasores por parte de rabinos israelitas. Estes actos constituem claramente crimes de guerra.

Foi a imprensa israelita que publicou as fotografias das t-shirts dos soldados israelitas que indicam que o assassínio voluntário de mulheres e crianças faz agora parte da cultura do exército israelita. Estas t-shirts são uma expressão horrenda de barbárie. Por exemplo, uma retrata uma mulher palestiniana grávida com uma mira sobra o seu estômago e a frase, “Um tido, duas baixas”. Estas t-shirts são uma indicação de que a política de Israel para com os palestinianos é uma política de exterminação.

É verdade que durante anos o mais vigoroso criticismo do tratamento dos palestinianos por parte de Israel tem vindo da imprensa israelita e dos grupos pacifistas israelitas. Por exemplo, o jornal israelita Haaretz e Jeff Halper do ICAHD têm manifestado uma consciência moral que aparentemente não existe nas democracias ocidentais nas quais os crimes israelitas são encobertos e até louvados.

Será a lei de crime de ódio estadunidense aplicada ao Haaretz e a Jeff Halper? Serão os comentadores estadunidenses que apesar de eles mesmos não o afirmarem mas meramente noticiarem que o Haaretz e Halper afirmaram algo serão detidos por “disseminarem o ódio a Israel, um acto anti-semita”?

Muitos estadunidenses foram submetidos a lavagem cerebral pela propaganda de que os palestinianos são terroristas que ameaçam a inocente Israel. Estes estadunidenses verão a censura meramente como parte da necessária guerra ao terror. Irão aceitar a demonização dos seus compatriotas que relatam factos desagradáveis sobre Israel e concordarão que essas pessoas sejam punidas por auxiliarem e defenderem terroristas.

Está em marcha uma grande jogada para criminalizar a crítica a Israel. Os professores universitários estadunidenses caíram vítimas da tentativa bem organizada para a eliminação de todo o criticismo de Israel. Norman Finkelstein viu negada a sua posse como professor numa universidade católica graças ao poder de pressão do lobby israelita. Agora o lobby israelita está atrás do professor da Universidade da Califórnia (de Santa Bárbara), William Robinson. O crime de Robinson: a sua cadeira de relações internacionais incluía a leitura de alguns ensaios críticos da invasão de Gaza por Israel.

O lobby israelita aparentemente teve sucesso em convencer o Departamento da Justiça (sic) de Obama de que é anti-semitismo acusar dois funcionários judeus do AIPAC, Steven Rosen e Keith Weissman, de espionagem. O lobby israelita obteve sucesso no adiamento do seu julgamento por quatro anos, e agora o Procurador Geral Eric Holder retirou as queixas. Contudo, Larry Franklin, o funcionário do Departamento de Defesa acusado de fornecer ficheiros secretos a Rosen e a Weissman, encontra-se a cumprir 12 anos e 7 meses de cadeia.

O absurdo é extraordinário. Os dois agentes israelitas não são culpados de receber ficheiros secretos, mas o funcionário americano que lhes entregou esses documentos é culpado de os ter entregue! Se não existem espiões nesta história, porque é que Franklin foi condenado por entregar documentos a espiões?

Criminalizar a crítica de Israel destrói qualquer esperança da América possuir uma política externa independente no Médio Oriente que sirva os interesses estadunidenses em vez dos interesses israelitas. Elimina qualquer perspectiva dos estadunidenses escaparem à sua enculturação com propaganda israelita.

Para manter as mentes estadunidenses cativas, o lobby está a trabalhar para proibir como anti-semitismo qualquer verdade ou facto desagradável que seja pertinente a Israel. É permissível criticar todos os outros países do mundo, mas é anti-semitismo criticar Israel, e o anti-semitismo será em breve considerado um crime de ódio universalmente no mundo ocidental.

A maior parte da Europa já criminalizou a dúvida sobre o Holocausto. É até considerado crime confirmar que este aconteceu mas concluir que foram assassinados menos de 6 milhões de judeus.

Porque é o Holocausto um tema ao qual não se permite o escrutínio? Como pode ser que um caso apoiado em factos irrefutáveis possa ser colocado em causa por malucos e anti-semitas? Certamente que este caso não precisa de ser salvaguardado pelo policiamento intelectual.

Prender pessoas por terem dúvidas é uma antítese da modernidade.


Podem ler o original aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

A Mossad de Novo


Fontes recolhidas pela imprensa Turca pretendem implicar a Mossad Israelita numa tentativa de assassinato do Primeiro Ministro daquele país Recep Tayyip Erdogan. Um e-mail encontrado num computador pessoal pertencente a um dos membros da organização Ergenekon expõe o papel da Mossad nos esforços falhados para assassinar Erdogan. A organização foi acusada de orquestrar um golpe de Estado contra a actual administração Turca. [Leia a notícia na íntegra]
Depois de ler esta notícia, fica de novo a questão no ar: para quem trabalha, realmente, a Mossad? Que interesses estão por detrás das suas (supostas) acções? Para ajudar a esclarecer esta e outras dúvidas, aconselho esta leitura.

domingo, 29 de março de 2009

"Anti-Semitismo"?

Já falámos aqui muitas vezes dos que se julgam intocáveis e detentores de toda a verdade. Uma simples crítica e aparece a acusação do costume: "anti-semitas". Mas o que podemos dizer disto ou disto? E sobre isto? Também será rotulada de notícia "anti-semita" ou os acusadores do costume preferirão ignorar e tentar outra t-shirt ou outra cor?...

Uma coisa é certa: i
ndependentemente dos crimes de guerra, Israel continua a merecer o apoio ocidental. E o poder é tal, que nem os mais condecorados militares escapam, mesmo quando estamos perante um "suposto pequeno terrorista"... E se este for Judeu...

Daí a pertinência deste vídeo onde a Baronesa Tongue critica o Lobby Judeu, a AIPAC, amigos de Israel e o grupo de deputados, acusando-os de utilizarem constantemente o "anti-semitismo"- onde ele não existe - para silenciar os críticos de Israel.

quinta-feira, 12 de março de 2009

As Areias Que Voam Com o Vento

A censura e o lobby Judaico (sempre de mão dada, porque trabalham em conjunto) conseguem a proeza de nos dar exemplos da sua acção praticamente todos os dias. Não acreditam??? Somos "anti-semitas"???
Vejam este caso. Com o Vaticano a defender que "os 'negacionistas' do Holocausto não podem ser considerados Católicos" só vejo uma solução: aderirem todos ao Islamismo. Assim, o filme Sionista fica completo.

Mas quanto à influência do lobby Judeu na política Americana, as coisas chegam a ser cómicas. Vejam aqui e aqui. Quem fala demais - entenda-se o "demais" como "criticar abertamente a política externa Israelita" - sofre as consequências.

E no meio deste folclore "politicamente correcto", resta-nos mostra-vos que as areias, vindas de onde vierem, normalmente desaparecem com o vento. Tal como os castelos de cartas.
Para perceberem melhor, aqui fica este vídeo onde Ray McGovern, veterano da CIA, relata os verdadeiros motivos para uma guerra contra o Irão, com operações tipo "falsa bandeira", como o que aconteceu há 40 anos, com o ataque ao USS Liberty.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quem Está Por Detrás do 11 de Setembro - Para Quem Tem Dúvidas

As dúvidas que ainda existem sobre os ataques de 11 de Setembro ao World Trade Center transportam o mesmo tabú que os acontecimentos do Holocausto durante a Alemanha Nazi. No entanto, certas as coisas estão tão à frente dos olhos de todos nós que até parece inacreditável elas não serem vistas. A grande diferença entre os dois acontecimentos é que, por enquanto, ainda podemos discutir, duvidar, questionar, toda a versão oficial sobre o suposto ataque terrorista. Suposto porque enquanto existir a dúvida, existirão sempre mais probabilidades, mais hipóteses, mais responsáveis.

E por falar em responsáveis, vou mostrar-vos porque é que eu também acredito que os Sionistas foram os cérebros do 11 de Setembro.

E por que é que tem sido relativamente fácil todas as dúvidas do 11 de Setembro irem caindo em esquecimento - apesar de pessoas como nós trabalharem para que isso não aconteça? Porque, tal como podemos ver neste vídeo de Michael Collins Piper, da agência American Free Press, quem controla a grande maioria dos média é... o lobby Sionista.



Se esse controlo não existisse, Israel não poderia, inclusivamente, falsificar a sua própria história ou actuar politicamente como actua, com decisões que por mais polémicas que sejam, nunca levantam grande oposição porque ninguém gosta de levar com o rótulo imediato de "anti-semita".

Por mais polémicas que apareçam - vejam esta, do primo de um dos supostos piratas do ar que era um espião Israelita,
aqui e aqui - tudo parece normal...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Israel Lança Guerra Secreta no Irão


Israel tem em curso uma autêntica ‘guerra secreta’ contra o programa nuclear iraniano, envolvendo actos de sabotagem e o assassinato de cientistas e de outros responsáveis pelo desenvolvimento da alegada bomba atómica iraniana, revelou ontem o diário britânico ‘Daily Telegraph’.
De acordo com o jornal, que cita fontes dos serviços secretos norte-americanos e analistas internacionais, o objectivo desta ‘guerra suja’ é travar ou pelo menos adiar o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime de Teerão, dado que, com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, o governo israelita acredita que os EUA nunca apoiariam um ataque directo contra as instalações nucleares iranianas.
A operação secreta está em curso há já algum tempo, e inclui, como elemento mais controverso, a eliminação de altos responsáveis pelo programa nuclear, como foi o caso de Ardeshir Hassanpour, um cientista nuclear que morreu em 2007 vítima de uma suposta intoxicação por gás, mas que, na realidade, terá sido assassinado pela Mossad. [leia a notícia na íntegra]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Nem o Jardim Zoológico Escapou...



Leiam mais sobre este assunto aqui.