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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tropas Multiraciais no Exército Alemão (I)


Voluntário de origem africana pertencente à Legião Muçulmana (Freies Arabien)


Um dos assuntos mais polémicos sobre o Nacional Socialismo de Adolf Hitler é, sem sombra de dúvidas, é a questão racial. Até que ponto foi negada a participação de outros grupos étnicos na construção do IIIº Reich? A lavagem cerebral à qual a humanidade foi submetida nos ultimos 60 anos certamente ajudou a manter o mito da raça ariana de 2 metros e olhos azuis, um mito muito difundido nos meios de comunicação social.










Legião de Muçulmanos





Graças à Internet, hoje em dia podemos compartilhar de uma parte da história esquecida e que poucos, infelizmente, ainda tem conhecimento - aqui fazemos o possível para isso.

Jamais os média, controlados pelos mesmos criadores do mito, ousaram tocar nos alicerces do gigante de olhos azuis, sabendo desde o momento que essa peça era fundamental para a enorme fantasia gerada em torno dos acontecimentos da IIª Guerra Mundial.

Adolf Hitler e Mussolini procuraram sempre dar ao seu povo uma particular auto-estima com o objectivo de se tornarem as maiores nações do mundo, e viam no contexto histórico/racial um grande instrumento para isso. Tais sentimentos e idéias propagaram-se por todo o mundo e reações semelhantes aconteceram noutros países. Basicamente, o Nazi-Fascismo defendia que uma nação era a criação máxima de uma raça e esta deveria sentir orgulho de si, pois em cada indivíduo estava escrita a sua história milenar de luta. Para combater o Sionismo, com o consentimento de Hitler, formaram-se tropas de voluntários em diversos países e estes integraram a Wehrmacht e também as Waffen-SS.






Voluntários hindus da Freies Indien






Para se ter uma idéia, quase todas as nações da Europa forneceram voluntários para as fileiras da Wehrmacht e das Waffen-SS. O número exacto da enorme quantidade de voluntários estrangeiros que prestaram serviço nas Forças Armadas Alemãs, entre 1939 e 1945, é desconhecido, sendo considerado por muitos historiadores, um dos mais intrigantes aspectos da II Guerra Mundial, e ao mesmo tempo muito pouco conhecido. Calcula-se que durante todo o conflito, cerca de 2.000.000 voluntários estrangeiros combateram incorporados aos contingentes da Wehrmacht e das Waffen-SS. No leste, apenas os voluntários individuais, ou seja, aqueles integrados directamente nas unidades regulares Alemãs chegava a 1.000.000 de homens, vindos principalmente das repúblicas Soviéticas. Este número é o resultado directo dos anos de domínio brutal exercido pelo império Soviético. Algumas delas provaram ser de primeira linha e verdadeiras formações de elite, estando a altura das demais unidades regulares da Wehrmacht e Waffen-SS, enquanto outras tiveram resultados despresíveis em combate. No final da guerra, muitos desses voluntários foram mortos pelos próprios compatriotas ou pelos "Aliados", enquanto os demais se renderam nos seus países de origem.



Espanhóis da Divisão Azul comandada pelo General Don

Existiram voluntários de todo o mundo:

Voluntários da Europa Ocidental: Boémia- Bélgica- Dinamarca- Espanha- Finlândia- Flandres- França- Grã Bretanha- Holanda- Itália- Liechtenstein- Luxemburgo- Noruega- Portugal- Suécia- Suíça.

Voluntários da Europa Central: Albania- Bulgária- Croácia- Eslováquia- Eslovénia- Estónia- Grécia- Hungria- Letônia- Lituânia- Montenegro- Polônia- Romenia- Sérvia.

Voluntários da Europa Oriental: Legiões Russas- Arménia- Bielo-Rússia- Cáucaso- Georgia- Ucrânia.

Legiões Muçulmanas: Azerbaijão- Tártaros da Criméia- Tártaros do Volga- Turquistão.

Legiões Cossacas: Cossacos do Don- Cossacos de Kuban- Cossacos da Sibéria- Cossacos Terekd.

Voluntários da Ásia: China- Coréia- Índia- Japão- Mongólia.

sábado, 31 de outubro de 2009

A Quem Custa Perceber Que a Verdade Não Teme a Investigação?...


Para este fim-de semana, decidi dar-vos algum trabalho de leitura para perceberem melhor (como se ainda não tivessem percebido...) porque irritamos assim tanto alguns crentes exterminacionistas "daqui e de além-mar" - não só no tema (infelizmente) ainda tabu do séc. XXI (o facto histórico denominado 'Holocausto'), mas também numa série de outros, normalmente rotulados por eles de "meras teorias da conspiração" - se são assim tão ridículas, porque perdem eles tempo em criticar quem acredita nelas?...
Dentro dessas tais teorias, o 11 de Setembro e a ida do Homem à Lua constituem, para eles, fontes desnecessárias de debate. Como sempre, está sempre tudo dito, está sempre tudo escrito, pouco ou mesmo nada há a acrescentar. Claro que a tentativa doentia e obcessiva de ridicularizar quem duvida da veracidade da história oficial apenas tem um relativo sucesso porque as pessoas, primeiro, são entupidas com "testemunhos e factos provados" sempre "aos milhares". Segundo, as consequências para quem tem coragem de, mesmo assim, duvidar, estão à vista de todos: "teóricos da conspiração", "maluquinhos", "dementes", etc., etc., etc.. Mesmo quando não existem respostas
para isto ou para isto, os rótulos mantêm-se.

Outro ponto que irrita os crentes exterminacionistas é quando revelamos os "outros Holocaustos". A resposta deles é que "estamos a branquear acções criminosas de um regime com atrocidades (que eles raramente admitem) de outros ainda piores (que eles também raramente admitem). Portanto, se dependesse deles,
crimes como estes ou as verdadeiras intenções doutros nunca seriam discutidos e analisados. Aliás, sobre The Chief Culprit: Stain’s Grand Design to Start World War II, de Viktor Suvorov, aconselhamos a vossa passagem por aqui e aqui. Poderíamos recordar Dresden, Hiroshima, Nagazaki, mas eles já foram anteriormente analisados noutros 'posts' não queremos ser repetitivos.

Como facilmente se percebe - apenas algumas mentes doentias e obcessivas é que não percebem - a historiografia não se compadece com tabus e censuras, com multas e prisões, especialmente contra quem apenas e só tem uma versão diferente dos factos.
Todos os dias se investigam novos dados - seja qual for o tema - e se recolhem novas provas que não fazem dos anteriores investigadores e dos anteriores trabalhos "uma mentira". Ninguém é multado ou preso por provar que algo não se passou realmente daquela maneira. Então por que é que o facto histórico denominado 'Holocausto' constitui a excepção???!!!

Por que continuam a ser "anti-semitas" e "nazis" todos os que abordam o Holocausto de uma forma diferente?

A VERDADE NÃO TEME A INVESTIGAÇÃO. Porém, alguns custa-lhes muito perceber isso. Não sei, sinceramente, se é azia ou simplesmente a limitação de serem mesmo ignorantes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

10 Mitos Sobre a Idade Média


Sendo os tempos actuais um exemplo moderno da “Nova Inquisição” que molda este mundo politicamente correcto, a notícia seguinte vem, no entanto, desmistificar o que a maioria das pessoas pensa da Idade Média.

A Idade Média durou aproximadamente entre o séc. V e o séc. XVI - num total de 1.100 anos. Durante o tempo que se seguiu à Idade Média (que frequentemente é definido
como Iluminismo), o milénio prévio foi criticado e condenado - assim como nós actualmente condenamos algumas acções durante o Período Vitoriano. Muitos dos escritores do recentemente inventado movimento Protestante atacaram de forma dura a Idade Média por causa do seu Catolicismo. Infelizmente, muitos dos mitos e juízos falsos que se lançaram naquele tempo ainda existem actualmente. A lista que se segue tem o objectivo de “acertar algumas agulhas”.

10 - Mito: A pena de morte era comum na Idade Média

Contrariamente ao que muitos acreditam, foi na Idade Média que nasceu o sistema jurídico e os julgamentos eram, na realidade, bastante justos. A pena de morte era considerada extremamente severa e apenas era usada nos piores crimes, como homicídio, traição ou fogo posto.

Apenas com Elizabeth I se começou a usar a pena de morte como forma dela se livrar dos oponentes religiosos. Degolar em público também não acontecia como vemos nos filmes - era um castigo aplicado apenas aos ricos e, normalmente nem eram executados em público. O método mais comum de execução era o enforcamento – e as fogueiras também eram extremamente raras (e, normalmente, utilizadas depois do criminoso ser enforcado).

9 - Mito: As Bíblias eram trancadas para impedir as pessoas de conhecerem a "palavra verdadeira".

Durante a Idade Média (até Gutenberg aparecer) todos livros tinham que ser escritos à mão. Isso era uma tarefa demorada e que levava muitos meses – particularmente com um livro tão grande quanto a Bíblia. O trabalho de copiar os livros foi deixado aos monges que estavam nos mosteiros. Esses livros eram incrivelmente valiosos e eram necessários em todas as Igrejas a partir do momento em que a Bíblia era lida em voz alta todos os dias. Para proteger estes livros valiosos, eles eram trancados. Não havia nenhuma conspiração para manter a Bíblia longe das pessoas – os cadeados queriam dizer que a Igreja pretendia garantir que as pessoas podiam ouvir a Bíblia todos os dias. E para mostrar que era não só a Igreja católica que colocava cadeados nas Bíblias para segurança, a mais famosa "Bíblia encadeada" é o "Grande Bíblia" que Henry VIII tinha criado e tinha ordenado para lida nas igrejas protestantes. Podem ler mais sobre este assunto
aqui. A diocese Católica de Lincoln faz um comentário sobre esta prática aqui.


Podem continuar a ler sobre este assunto aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mussolini Foi Espião dos Serviços Secretos Ingleses




"Lá estão estes tipos a "reescrever" a História"!


Não, nada disso. Apenas não gostamos de colocar rótulos a ninguém. Nem a pessoas nem a movimentos políticos.

O ditador italiano Benito Mussolini trabalhou para os serviços secretos ingleses antes de ter fundado o regime fascista, revelou esta quarta-feira o diário britânico ‘Guardian’.

Peter Martland, um historiador de Cambridge, descobriu nos arquivos britânicos documentos que provam que em 1917 Mussolini foi pago pelo MI5, os serviços secretos de Londres, para escrever artigos a favor da continuação da Itália na I Guerra Mundial ao lado dos aliados e atacar manifestantes pacifistas.

Podem continuar a ler a notícia
aqui.


Este tipo de notícia - para muitos demasiado surpreendente - apenas vem provar que, em historiografia, não podem existir factos históricos fechados com rótulos de "comprovados" ou "nada mais há a acrescentar". Como sempre defendemos, o que hoje é verdade, amanhã poderá não ser.



Do outro lado do Atlântico, voltou a polémica sobre o assassinato de John F. Kennedy: teria a CIA mais motivos do que Oswald? Esta crónica - muito interessante, acrescente-se - só não encaixa na teoria do "reescrever a História" ou dos que nos chamam de "teóricos da conspiração" porque ainda hoje não se sabe quem assassinou Kennedy.





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mais Um Testemunho Falsificado! - QUANTOS MAIS FALTARÁ DESMASCARAR?


Jean Goodwin Messinger, autora de Windsor, descobriu recentemente que o assunto do seu popular romance de não-ficção "Hannah: From Dachau to the Olympics and Beyond", mais propriamente a mulher, não é aquilo que reivindicava ser. Aliás, a mulher sobre a qual falava o livro, também conhecida o como Rose-Marie Pence, é uma fraude.

Messinger referiu que estava transtornada por ter descoberto que Pence tinha inventado a história de "Hannah".

Publicado em 2005, "Hannah" é a história é de uma menina que foi presa num campo de concentração Nazi durante a Segunda Guerra Mundial, que tinha sido salva pelas forças americanas e que, mais tarde, se tinha tornado numa esquiadora Olímpica.

O problema é que nada desta história é verdadeiro, acrescentou Messinger.

A autora já apresentou as suas desculpas pelo seu papel em dar voz a uma autobiografia completamente falsa.
[leia a notícia na íntegra]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Estranha "Testemunha Ocular" Chamada 'Jan Karski'


Uma das "testemunhas oculares" mais duráveis e úteis para o suposto Holocausto Judeu foi o espião e propagandista Polaco da Segunda Guerra Mundial que dizia chamar-se Jan Karski. O antigo correspondente do Polish Underground, que nasceu com o nome de Jan Kozielewski, escreveu um relato das suas experiências na Polónia durante a guerra, Story of a Secret State, que foi um best-seller americano há mais de quarenta anos. O golpe mais recente de Karski foi a sua aparição na película Shoah (pelo qual ele foi altamente elogiado, apesar de ser estridentemente anti-Polaco) em que faz um relato agonizante da sua passagem pelo "gueto" de Varsóvia em 1942 e que, pelo qual, ganhou grande louros no seu papel de “Gentio justo”.

Há muito tempo que é evidente para os académicos revisionistas que as várias declarações de Karski sobre a sua suposta visita ao campo de Alemão para Judeus localizado perto de Belzec, cerca de 80 milhas a sudeste de Lublin, têm vindo a perder fulgor entre as autoridades 'exterminacionistas'. Tal como Arthur Butz salientou, "uma nova versão desinfectada da sua história" apareceu no livro de Walter Laqueur, The Terrible Secret. Laqueur sentiu a necessidade de explicar o fracasso de Karski em tentar ver qualquer câmaras de gás declarando que "aparentemente... estas eram muradas e só com autorização especial se podia aproximar delas". Karski não foi questionado sobre a sua visita a Belzec durante a sua entrevista com Claude Lanzmann, no filme Shoah e, mais recentemente, Raoul Hilberg levantou sérias dúvidas sobre a visita de Karski a Belzec em 1942. "Eu não o colocaria nem sequer numa nota de rodapé em qualquer dos meus livros" declarou Hilberg. Tal como o pesquisador revisionista Mark Weber escreveu, a reivindicação de Karski de que os Judeus, em Belzec, foram colocados em comboios e despachados para bem longe do campo é mais coerente com a visão revisionista de Belzec, como um campo de trânsito para Judeus com destino para Leste, do que a noção de que Belzec foi um centro de extermínio.

Pode continuar a ler sobre este assunto aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Hitler Desejava a Guerra?


Motivos profissionais obrigaram-me a afastar-me mais uns dias e tornou-se complicado a actualização do blogue. Mas estou de volta!

Ao contrário do que defendem os crentes afirmacionistas, tudo em História deve ser questionado e devem ser muito bem vindos todos os novos dados, abordagens, estudos e análises. Isto porque aquilo que hoje se pensa ser um "dado absoluto e inquestionável", amanhã já pode não o ser. A VERDADE NÃO TEME A INVESTIGAÇÃO!
Esta notícia é um exemplo disso. Será este mais um caso e um exemplo de "negacionismo"?

Vamos passar ao tema do 'post' propriamente dito.

A 1 de Setembro de 1939, há cerca de 70 anos, o Exército alemão cruzava a fronteira Polaca. A 3 de Setembro, a Grã-Bretanha declarava-lhe guerra. Seis anos as tarde, 50 milhões de Cristãos e Judeus tinham morrido. A Grã-Bretanha estava destroçada e falida, a Alemanha numa autêntica ruína fumegante. A Europa tinha sido palco do maior local de combate assassino alguma vez conhecido pelo homem e os civis sofreram horrores piores do que os soldados.

Até Maio de 1945, o Exército Vermelho ocupou todas as grandes capitais da Europa Central: Viena, Praga, Budapeste, Berlim. Uma centena de milhões de Cristãos ficaram sob o tacão de uma das tiranias mais bárbaras da história: o regime Bolchevique de um dos maiores terroristas, Joseph Stalin.

Que motivos poderiam justificar tais sacrifícios?

A guerra Germano-Polaca tinha sido originada por uma disputa sobre uma cidade do tamanho de Ocean City, Maryland, no Verão. Danzig, com 95 por cento da população Alemã, tinha sido retirada à Alemanha com o Tratado de Versalhes, em violação do princípio de Woodrow Wilson da auto-determinação. Até mesmo os líderes Britânicos defendiam que Danzig deveria ser devolvida.

Por que é que Varsóvia não negociou com Berlim, que sugeriu uma oferta de compensação no território Eslovaco? Porque os Polacos tinham uma garantia de guerra da Grã-Bretanha que, em caso de ataque da Alemanha, a Grã-Bretanha e o seu império viriam em seu socorro.

Mas por que é que a Grã-Bretanha mantinha uma garantia de guerra não solicitada para com uma junta de coronéis Polacos, dando-lhes o poder de arrastar a Grã-Bretanha para uma segunda guerra com a nação mais poderosa da Europa?

Danzig era merecedora de uma guerra? Ao contrário dos 7 milhões de “Hong Kongese” os quais os Britânicos fizeram renderem-se a Pequim, que não queriam ir, o “Danzigers” estavam a pedir para voltarem para a Alemanha.

Aqui vem a resposta: a garantia de guerra não era sobre Danzig, ou até mesmo sobre a Polónia. Era sobre o imperativo moral e estratégico de "parar Hitler” depois dele ter mostrado, ignorando o pacto de Munique e passando por cima da Checoslováquia, que estava pronto para conquistar o mundo. E esta besta Nazi poderia ser autorizada a fazer isso.

A ser verdade, um ponto justo. Os Americanos, afinal, estavam preparados para utilizar bombas atómicas para manter o Exército Vermelho longe do Canal. Mas onde está a prova de que Adolf Hitler, cujas vítimas, em Março de 1939, eram uma pequena fracção, comparadas com as do general Pinochet ou as de Fidel Castro, e preparava para conquistar o mundo?

Leia o artigo na íntegra
aqui.

Esta análise de Pat Buchanan mostra bem que existem ainda muitos pormenores que escapam à historiografia oficial. Que a análise dos factos históricos está, por vezes, repleta das mais variadas interpretações já nós sabemos -
vejam como aqui os "danos colaterais" podem também ser vistos como uma outra forma de "terrorismo". Resta saber se esse "fechar de olhos" da historiografia oficial a outras interpretações da história defende ou não outros interesses para além da verdade histórica. Os exemplos da censura acontecem todos os dias e é de louvar a coragem de alguns em furar o cerco da nova inquisição.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Porque Se Tornou Shlomo Sand Uma Pessoa Incómoda?

Parece que a censura à liberdade de expressão atinge todos. Será Shlomo Sand também "nazi" ou "anti-semita"?...




E o que é que incomoda tanto os Sionistas e os seus lacaios para tentarem, por todas as formas, impedir que a verdade seja revelada?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada (III)




(Continuação)

O ambiente receptivo

Esses impressionantes sucessos não são imagináveis sem um contexto receptivo, ou até uma procura ansiosa por histórias desse tipo. Inclui-se, nesse contexto, todo o aparato cultural e científico que se dedica ao Holocausto: as editoras, os meios de comunicação, os psicólogos e os historiadores. Todos eles se dedicam à memória e à escrita da História.

A editora Suhrkamp se manteve num profundo silêncio após o desmascaramento. A edição de capa dura estava quase totalmente vendida e a de bolso continuou a ser vendida até o final, sem maiores comentários. Quando a editora soube das dúvidas sobre a autenticidade, ainda antes da publicação, pressionou Wilkomirski a fazer uma declaração sobre a veracidade de seu relato. Wilkomirski escreveu, num posfácio pouco consistente que entraria na justiça contra o fato de ter recebido, depois da guerra, uma outra identidade, sem seu consentimento. E acrescentou: “A verdade sancionada pela justiça é uma coisa, a verdade de uma vida é outra”. 13 Essa afirmação pode ser entendida da seguinte forma: a verdadeira identidade deve ser uma falsificação e a identidade falsificada deve ser a verdadeira.

Seu editor nos Estados Unidos, Arthur Samuelson, da Schocken Books, declarou que a diferença entre facts and fiction não interessava. Segundo ele, Fragments “is a pretty cool book… It’s only a fraud if you will call it non-fiction. I would then reissue it, in the fiction category. Maybe it’s not true – then he’s a better writer!”14 Não é o autor que falsifica, mas sim o leitor, quando afirma que no caso de Fragmentos se trata de um relato factual.

Suspeita também foi a aprovação dos historiadores após a publicação do livro. Daniel Goldhagen declarou: “Esse fascinante livro traz ensinamentos inclusive para aqueles que estão familiarizados com a bibliografia sobre o Holocausto. Ele atingirá profundam
ente a todos”.15 Também o diretor do Centro de Pesquisa do Anti-semitismo, em Berlim, Wolfgang Benz, declarou: “Um relato que fornece ao leitor um acesso à complexa tragédia, de uma forma superior a qualquer outro documento”. Só Raul Hilberg, desde o início, considerou que o livro não merecia crédito. “Eu diria, que esse livro, na forma em que está escrito, se localiza em algum lugar entre um máximo de improbabilidade e a total impossibilidade”.16 Também Claude Lanzmann, diretor do filme Shoa, considerou que o livro não merecia crédito. Mas, da mesma forma que Hilberg, não deu muita publicidade às suas dúvidas. Hilberg queria, primeiro,
ler o livro em alemão, e Lanzmann temia um escândalo. O livro “me entediou demais”, disse Lanzmann. “É um livro ... absolutamente frio. Não é sério e não tem qualquer estrutura”.17 Assim, enquanto a falsificação era publicamente louvada, as manifestações de reserva foram apenas tácitas.

Suspeito também foi o papel de vários psicólogos. A revista psicoanalítica alemã Psyche proclamou Wilkomirski um herói psicológico-literário. “Os poetas concedem a seus heróis a graça do esquecimento através da derrota ou através da morte. A realidade parece ser menos benevolente. Binjamin não morre, não chora, ele fica obrigado a rememorar. No entanto, a estranha melodia do livro consiste num único soluço e numa única lamentação. Seu choro é prosa”.18

Quando o escândalo se tornou público, o que mais se discutiu foi sobre as razões que teriam levado Bruno Dössekker a assumir a máscara de Binjamin Wilkomirski. Foram apresentadas desculpas a seu favor: ele seria supersensível, frágil ou até doente. Contra
Ganzfried, se argumentou que o desmascaramento feito friamente, em público, visaria à destruição de Dössekker, e poderia levá-lo ao suicídio.

A comunidade científica foi enganada em vários congressos pela pseudociência de Elitsur Bernstein, segundo a qual uma reconstituição histórica seria possível através de memórias da primeira infância. Essa comunidade também se deixou impressionar com o fato de que Bernstein agia como um curandeiro, carregando consigo seu paciente e exibindo-o em público. E a opinião pública, por sua vez, esteve extremamente predisposta a cumular o autor com prêmios.

De onde vinha essa disposição parailudir e auto-iludir-se? Segundo Pascal Bruckner, essa disposição faz parte de uma tendência dominante de sentir-se atraído pela aura da inocência19 e de transformar a vítima num objeto de identificação positivo. Essa tendência desemboca – na opinião do psiquiatra Hans Stoffels – no fascínio pelo trauma.20 Desde 1980, as publicações sobre o tema trauma espiritual vêm se multiplicando, e não mais se buscam as origens de traumas apenas em vivências dentro de campos de concentração e em meio a guerras civis, mas também em acidentes no cotidiano. O assim chamado stress pós-traumático (PTSD) foi proclamado uma “nova doença popular, à semelhança do diabetes e da pressão alta”.21

Essa inclinação para a autovitimização explica o interesse do público por Benjamin Wilkomirski. Não se trata apenas de tentar entender as vítimas e utilizar sua perspectiva para um confronto crítico, mas trata-se de colocar-se no mesmo nível das vítimas. Isso pode levar a ações absurdas, como a da idealizadora do Memorial do Holocausto, em Berlim, Lea Rosh, que, não sendo judia, assumiu aos 18 anos o prenome judeu, e lidava com o Memorial como se fosse sua propriedade privada – ainda que contra a vontade das organizações judaicas. De forma patética, ela declarou ser capaz de imaginar muito bem como é ser assassinado. E na inauguração do Memorial, ela causou indignação, quando quis enterrar no local o dente molar que, supostamente, fora de um judeu assassinado, e que ela achara e trouxera, alguns anos atrás, do campo de extermínio de Belczec.

Essa luta pela autoinclusão entre as vítimas também atinge a “segunda geração” dos sobreviventes. Nos meios ligados à cultura terapêutica norte-americana, se observa – segundo a jornalista Ruth Franklin – uma tendência em considerar as eventuais feridas da própria infância como muito mais graves do que as vivências reais dos antepassados. Através de “complicadas manobras pósmodernas, pós-estruturalistas e através de teorias traumatológicas”, essas pessoas seriam capazes de se transportar para as experiências do Holocausto, e reivindicar a mesma autenticidade e a mesma importância que seus pais. Daí teria surgido uma literatura de entretenimento “neo-wilkomirskiana”, que estaria remetendo as experiências verdadeiras para um segundo plano. Seria a tentativa de buscar a “glória a partir do trauma” presente na atual cultura norte-americana, que levaria essa nova geração a esse tipo de estratégia. 22

Por que se fazem falsificações? É por que se trata de pessoas fracas, merecedoras de comiseração, ou até de pessoas traumatizadas? De forma alguma. Hans Stoffels chama a atenção para o fato de que a psiquiatria mais antiga já conhecia um conceito apropriado para esse fenômeno, o da “Pseudologia Phantastica”, e que entre os ilusionistas e os mentirosos patológicos apresenta, sobretudo, duas características: primeiro, “um enorme esforço para obter posições de destaque e reconhecimento, motivado pelo desejo insaciável de aumentar seu valor próprio; e, segundo, ... uma descomunalmente forte capacidade para a fantasia, às vezes, muito original, com um série de visões muito concretas e idéias bem conectadas, eventualmente derivadas de efeitos externos, como romances ou o cinema”.23 Ao contrário daqueles que ficam sonhando ou aqueles que transformam sua enorme fantasia em atividade literária, os ilusionistas patológicos impõem – com sua grande capacidade de enganar – sua fantasia àqueles que estão ao seu redor, passando a exercer papéis reais e, possivelmente, vêm a perder a noção de sua verdadeira situação. Dössekker já apresentava ataques epilépticos na escola, e eles se manifestavam através de representações muito bem executada.


As vantagens da mentira em relação à verdade

A tentação de falsificar costuma ser potencializada pelo fato de que a mentira, ao contrário da verdade, possui uma força criativa. Hannah Arendt, por ocasião das discussões em torno de seu
livro sobre Eichmann em Jerusalém e as controvérsias em torno dele, descreveu o que efetivamente é a verdade, e quais são as vantagens da mentira sobre a verdade. Ela distinguiu entre três tipos de discurso: mentir, dizer a verdade, e dar destaque a determinadas realidades em favor do interesse de um grupo. No primeiro caso, segundo Arendt, o mentir sempre constitui “em primeiro lugar, uma ação”, enquanto o dizer a verdade não o é. O dizer a verdade
é algo totalmente independente, e por isso sua posição dentro da discussão pública e da política é complicada. Pois, “na vida política praticamente não existe um tipo humano que desencadeie dúvidas tão fortes sobre sua veracidade quanto aquele que deve dizer a verdade por razões profissionais, que sugere representar uma harmonia preestabelecida entre interesses e verdade. Em contrapartida, aquele que mente não precisa recorrer a meios tão duvidosos para atingir seus fins políticos. Ele tem a vantagens de estar sempre em meio à política. Seja lá o que ele disser, não se trata apenas de algo dito, mas de uma ação. Ele diz o que não é, porque
deseja modificar aquilo que é. Ele é o grande beneficiário do inegável parentesco entre a capacidade humana de modificar as coisas e a misteriosa capacidade de dizer ‘o sol brilha’, enquanto lá fora está chovendo aos cântaros”.24

Não se acredita naquele que diz a “verdade por profissão”, porque tanto a verdade quanto o dizer a verdade correm perigo tão logo interesses entram em jogo. A aparente harmonia entre verdade e interesse é praticamente impossível – e isso não acontece só na esfera política. Nós vimos como o interesse de uma geração consegue não só manipular a verdade, mas também modificar a verdade em sua totalidade.

Depois de anos de silêncio, tanto de parte dos carrascos quanto das vítimas, a verdade passa agora a ser manipulada pela força dos interesses em jogo. E essa situação se complica com os acréscimos que vão desde o autoludibriamento até o ludibriamento dos outros. Isso não significa só que – como diz Hannah Arenndt – “o mentiroso se transforma tanto mais fácil em vítima
de suas próprias mentiras quão mais bem sucedido ele se mostra na sua difusão pelo mundo”, mas “que o ludibriador, exatamente por acreditar nas suas próprias mentiras, parece merecer muito mais crédito do que aquele que afirma uma inverdade, de forma consciente e soberana, e com isso arma sua própria arapuca”.25

Wilkomirski foi, sem dúvida, tão bem sucedido por causa da relação simbiótica que estabeleceu com seu público. Ele se entregara de forma total ao papel que se auto-atribuíra, e, da mesma forma, o público estava disposto a entregar-se de forma total ao seu mundo e à sua realidade.

Contrapor-se à corrente dominante e insistir na verdade não representa uma questão moral nem uma questão de distinção entre literatura e um Kitsch sobre o Holocausto ou sobre as vítimas. A defesa da verdade é uma defesa da dignidade e da justiça para todos, para as vítimas, para os leitores e para os falsificadores. De forma alguma, é indiferente qual história se conta, se uma história real ou uma história inventada. O espetáculo proporcionado por Bruno Dössekker se baseava no antigo clichê anti-semita do pobre e judiado judeu, que como uma pessoa fraca serve ao mesmo tempo ao anti-semitismo e a um sentimentalismo meloso. Paul Parks fez seu papel na novela do soldado americano negro que, juntamente com os soldados brancos, derrubou o portão de Dachau. E a literatura de entretenimento da “segunda geração” simula realidades que empurram as memórias reais dos pais para o esquecimento. Testemunhas se transformam em matéria-prima – observou a crítica literária Ruth Klüger –, “em objeto, um objeto desofrimento que é explorado”.26 Todas essas falsificações servem para uma mitificação simplificadora, que destrói a multiplicidade da realidade – uma realidade de ações e de experiências humanas –, em favor de uma simples mentira.

Paul Ricoeur lembrava dos esforços para desmistificar a revolução francesa. O leitor espera – escreveu ele – que o autor lhe apresente uma “narrativa verdadeira”. Entrementes, sabemos que os leitores justamente não esperam isso. O pacto de confiança é rompido por ambos os lados. Por isso, torna-se cada vez mais necessário recorrer àquilo que Ricoeur chama de “confronto dos testemunhos”, sua contestação, sua crítica, num contexto de dissenso, o qual deve transcorrer numa discussão pública, ali onde “a Ciência Histórica, em última análise, cumpre seu sentido”.27 São os leitores – diz Ricoeur –, e dentro dos leitores os cidadãos que através desse debate decidem sobre a verdade do conteúdo.



13 WILKOMIRSKI, op. cit., p. 143.
14 LAPPIN, Elena. The man with two heads. Granta, 66, 1999.
15 Na capa da edição alemã do livro.
16 Raul Hilberg, no programa “60 minutes”, da CBS, em 7 de fevereiro de 1999. Cf.
também: Peskin, Harvey. Holocaust denial: a sequel. The vase of Binjamin Wilkomirski’s
“Fragments” (The Nation, 19 de abril de 1999).
17 LANZMANN, Claude. Der organisierte Übergang zum Vergessen (em entrevista
com Sebastian Hefti e Wolfgang Heuer). In: GANZFRIED, Daniel. … alias
Wilkomirski. Die Holocaust-Travestie (editado por Sebastian Hefti sob encomenda do
Deutschschweizer PEN Zentrum). Berlim: Jüdische Verlagsanstalt, 2002, p. 198.
18 Johannes Dirschauer, em Psyche, no 7, 1998, p. 773.
19 BRUCKNER, Pascal. La tentation de l’innocence. Paris: Livre de Poche, 1995.
20 STOFFELS, Hans. Das Trauma als Faszinosum. Zur Psycho(patho-)logie von
Pseudoerinnerungen und Pseudoidentität. In: DIECKANN, Irene & SCHPOEPS,
Julius H. (eds.). Das Wilkomirski-Syndrom: eingebildete Erinnerungen oder von der
Sehnsucht, Opfer zu sein. Zurique/Munique: Pendo, 2002.
21 Ibid., p. 175.
22 FRANKLIN, Ruth. True memory, false memory, and the identity theft (The New
Republic, 31 de maio de 2004).
23 STOFFELS, loc. cit., p. 167.
24 ARENDT, Hannah. Wahrheit und Politik. In: Zwischen Vergangenheit und Zukunft.
Übungen im politischen Denken I. Munique/Zurique: Piper, 1994, p. 352 e seg. (parte
IV, 2o §).
25 Op. cit., p. 358 (parágrafo anterior àquele que começa com uma citação de Karl
Jaspers).
26 KLÜGER, Ruth. Von hoher und niedriger Kunst. Göttingen: Wallstein, 1996, p. 36.
27 RICOEUR, loc. cit., p. 737.

domingo, 23 de agosto de 2009

A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada (II)



(Continuação)


Wilkomirski

A história mais intrigante, porém, é a de Binjamin Wilkomirski, que publicou o livro Fragmentos. Nesse livro, o autor relata como chegou aos campos de concentração Majdanek e Auschwitz, sobreviveu ao extermínio, e como, depois da guerra, viveu num abrigo de crianças, até que, graças a uma organização humanitária, chegasse à Suíça. Ali viveu mais uma vez num abrigo de crianças, até que fosse adotado por um rico casal de médicos de Zurique. Em 1995, editores judeus publicaram na conhecida e influente editora Suhrkamp, da Alemanha, as memórias de Wilkomirski, as quais, em função dos detalhes e da brutalidade do relato, superavam tudo aquilo que se conhecia até então. Mesmo que o autor tivesse apenas três anos, na época dos acontecimentos, lembrava-se do assassinato do pai, no gueto, com uma clareza fotográfica: “Agentes uniformizados, vestindo botas, gritam com ele, o levam pela porta. Um grito de medo ecoa pela escadaria: ‘Atenção! Milícia leta!’. Portas batem. O homem é levado para baixo. Eu vou atrás; me grudo no corrimão e vou descendo. [...]. Colocaram o homem na parede, ao lado da entrada. Aos gritos, os uniformizados embarcam num automóvel estacionado na rua, gesticulam, agitam os porretes e deformam seus rostos numa expressão de ódio. Gritam sempre a mesma coisa, que soa como ‘acabam com ele! acabam com ele!’. O automóvel se põe em movimento. Acelera em direção à parede, em direção a nós. O homem continua imóvel, encostado na parede, perto de mim. Estou sentado o chão, entre a porta e a parede, os olhos voltados para ele. Ele baixa os olhos para mim e abre um sorriso. Mas, de repente, seu rosto se desfigura, ele o vira para o lado, levanta a cabeça, abre a boca, como se quisesse soltar um grito. Lá de baixo, contra a claridade do céu só consigo enxergar ainda os contornos de seu queixo e o chapéu, que resvala para trás. Nenhum grito ecoa de sua boca, mas um jato preto sai de sua garganta, quando o automóvel o imprensa contra a parede”.7



A criança também se lembra com a mesma exatidão das mulheres mortas no campo de extermínio: “Algo desperta minha curiosidade, mas a montanha de cadáveres continua ali, como sempre. Ou será que algo mudou de lugar? Estranho, mulheres mortas não podem mover-se! [...]. Mas algo se movimenta! A barriga se movimenta! Não ouso levantar e não consigo mais tirar os olhos dali. Fico olhando, incrédulo. De joelhos, vou me aproximando.
Que é que está acontecendo? [...]. Agora vejo a barriga toda. Numa enorme ferida lateral, algo está se mexendo. Me ergo, para ver melhor. Estico meu pescoço e, nesse momento, a ferida se abre, repentinamente, a tampa da barriga se levanta e um enorme rato ensangüentado, brilhoso resvala pela montanha de cadáveres. Outros ratos alvorotados saem do amontoado de cadáveres e fogem”.8


Enquanto todas as outras crianças dos campos de extermínio são mortas, Wilkomirski sobrevive. Primeiro, o campo de Majdanek, depois, um transporte ferroviário, incluindo um acidente, para Auschwitz-Birkenau, e, finalmente, também este último campo. No abrigo de crianças, na Suíça, por fim, seu nome é trocado de forma não esclarecida, e ele passa a chamar-se Bruno Grosjean e, depois da adoção, Bruno Dössekker. Ele estuda História e aprende a construir instrumentos musicais, vindo a trabalhar como professor de música. Aos 18 anos, conta sua história a uma amiga que vem da Letônia e passa a estudar intensamente a história do Holocausto. No início dos anos 1980, fica muito doente de um mal do sangue e afirma que se trata de uma conseqüência tardia das experiências médicas a que fora submetido em Majdanek. Sua segunda esposa dá testemunho sobre a forma em que as memórias traumáticas estão voltando. Ele procura uma terapeuta e também conhece o psicoterapeuta judeu Elitsur Bernstein, e ambos o incentivam a escrever sua história.

Na Neue Zürcher Zeitung, o pequeno livro foi louvado com substantivos como “densidade, imutabilidade e força imagética” e como “fardo do século”. O texto foi traduzido para nove línguas, Wilkomirski recebeu vários prêmios, entre os quais o “Jewish Quartely Literacy Prize”, da Grã-Bretanha, o “National Jewish Book Award”, dos Estados Unidos, e o “Prix Mémoire de la Shoah”, da França. Também a cidade de Zurique homenageou seu filho. Wilkomirski foi convidado para vários eventos, nos quais sua presençainvariavelmente abalava os ouvintes. Wilkomirski apresentou-se como alguém alquebrado, profundamente entristecido, que não conseguia mais ler ele próprio passagens de seu livro, mas alguém lia por ele, leitura acompanhada da execução de cânticos judaicos ao clarinete. Mas Wilkomirski não se preocupou só consigo mesmo. Ele queria ajudar outras pessoas. Juntamente com seu amigo Bernstein, apresentou em diversos congressos científicos um método terapêutico próprio. Através da combinação entre Psicoterapia e Ciência Histórica, esse método se propõe a despertar a memória da primeira infância, e com isso ajudar a todas aquelas pessoas que têm dúvidas sobre suas origens a esclarecer sua identidade. A seguir, ele começou a incluir outras pessoas em sua biografia e em suas apresentações públicas. Em Israel foi achado seu pai. O retorno do filho pródigo ficou registrado em imagens no filme “A lista de Vanda”.9

Entre as muitas cartas que Wilkomirski recebeu, achava-se uma de uma tal de Laura Grabowski, de Los Angeles. Também ela sobreviveu a Auschwitz, com a idade de quatro anos, e só em meados de 1997 conseguiu reunir forças para juntar-se a um “Holocaust Child Survivors Group”. Wilkomirski a encontrou em um evento no dia da memória do Holocausto de 1998, na sinagoga de Beverly Hills. Wilkomirski tocou clarinete, Grabowski piano. No final do encontro, declarou à BBC que ele a reconheceu.10

Ainda antes de o livro de Wilkomirski ser editado, houve dúvidas sobre a veracidade do conteúdo. O jornal suíço Weltwoche encarregou o escritor judeu Daniel Ganzfried a fazer uma investigação. Ele leu o livro, considerou-o totalmente inverossímil, e em muito pouco tempo descobriu a identidade de Bruno Dössekker.11

Simultaneamente, foi desmascarada a identidade falsificada de Laura Grabowski, a qual desapareceu. Não se tratava de sua primeira falsificação. Em meados dos anos 1980, ela se apresentara como Laura Stratford, com um livro-revelação intitulado Satan’s underground, na época em que se discutia nos Estados Unidos sobre uma suposta onda de maus tratos a crianças e de cultos satânicos. 12 No livro, relata como ela, aos seis anos, na qualidade de filha adotiva, fora entregue, por sua mãe, durante meses, a estupradores e depois deixada com um grupo que se dedicava à pornografia infantil. Ali, ela ficara presa durante semanas numa caixa juntamente com cadáveres de crianças, até que se declarasse disposta a participar do sacrifício ritual de crianças. Ela gerou três filhos, que foram assassinados diante dela durante a produção de filmes e em cerimônias rituais. Seu livro com essas histórias de horrores teve 140.000 exemplares vendidos nos Estados Unidos, e a nação chorava juntamente com ela em igrejas e na televisão. Quando as dúvidas sobre sua história começaram a aumentar, ela desapareceu, para reaparecer alguns anos depois, como sobrevivente do Holocausto. Seu verdadeiro nome é Lauren Willson.



7 WILKOMIRSKI, Binjamin. Bruchstücke: aus einer Kindheit, 1939-1948. Frankfurt:
Suhkamp, 1995, p. 9 e seg.

8 Ibid., p. 80 e seg.
9 “Reshimot Vanda”, de Vered Berman, Estado de Israel, 1995.
10 “Child of the death camps: truth & lies” (BBC-TV, 1999).
11 GANZFRIED, Daniel. Die geliehene Holocaust-Biographie. Die Weltwoche, n. 35, de
27 de agosto de 1998.
12 PASSANTINO, Bob & GRETCHEN; Trott, Jon. Lauren Stratford: from satanic ritual
abuse to Jewish Holocaust survivor. Cornstone, vol. 28, n. 117, 1999.



(Continua)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada (I)



A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada


por
WOLFGANG HEUER*



[Texto retirado de: Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, Edição Especial, n. 2, p. 35-47, 2006]




Resumo: A utilização da memória pela História nos remete à questão da confiabilidade, e, com isso, “ao voto de confiança” (Ricoeur) à testemunha. Em contraste com as formas usuais de tentar impedir ou impor a memória, o interesse público contemporâneo por depoimentos pessoais tem levado a muitos casos de falsificação da memória, entre os quais o mais famoso é a história de “Wilkomirski”. O presente artigo se dedica às formas atuais de autovitimização, procura entender por que a maioria dos historiadores falhou em reconhecer a falsificação, por que mentir traz mais vantagens do que dizer a verdade, e qual a função do julgamento crítico como pré-requisito para a confiabilidade.


Falsificações constituem um problema antiqüíssimo na História. Como escreveu Paul Ricoeur em sua conferência sobre “L’écriture de l’histoire et la représentation du passé”,1 há três razões possíveis para essas falsificações: primeiro, elas servem para impedir a memória; segundo, elas servem para manipular a memória; e, terceiro, elas servem para impor a memória.

Mas deve-se distinguir claramente entre duas coisas: lembrança e memória, por um lado, e História e representação histórica, por outro. No primeiro caso, na lembrança, trata-se de um processo individual, que também pode assumir uma dimensão psicossocial; no segundo caso – o da representação histórica –, trata-se de um processo mais distanciado e, ao mesmo tempo, mais político. Ricoeur volta sua atenção em especial para o primeiro processo – sem excluir o segundo.
Para exemplificar uma situação de impedimento da memória, ele chama a atenção para a tentativa de exclusão da memória descrita por Freud. Para mostrar a manipulação de memória, ele cita o direcionamento do relato individual através de omissões e de silêncios. E, finalmente, a imposição da memória ele enxerga no círculo familiar, onde a geração mais velha, através de seu relato sobre o passado, prescreve à geração mais nova a interpretação a ser dada à História. De fato, encontramos esses três tipos de falsificação também no plano da escrita da História ou da representação política: o silêncio sobre, ou a negação de um acontecimento; uma escrita da História guiada por interesses e, com isso, manipulada; e, finalmente, a representação oficial da história nacional. Essas falsificações na memória e na escrita da História não seriam tão freqüentes se o processo de compreender os acontecimentos não estivesse tão estreitamente vinculado a fenômenos da lembrança. Para Ricoeur, uma fenomenologia da lembrança se compõe da presença da memória, da mnêmê, e da busca pela memória, da representação ou anamnêsis.

A presença da memória, que é ao mesmo tempo imagem e reprodução da imagem, e a rememoração, que muitas vezes consiste num penoso buscar-nalembrança, oferece, estruturalmente, todas as possibilidades para modificações e para falsificações. Pois nem a memória nem a rememoração oferecem qualquer outra coisa que quadros imaginados. Como, neste caso, sempre é possível que ocorram enganos decorrentes da diferença entre realidade e sua reprodução, a tentação de produzir ilusões e de auto-iludir-se é igualmente grande.

Essa falta de nitidez estrutural não representa apenas um desafio para a pretendida exatidão da memória e das representações históricas, mas também uma tentação de se transitar dos fatos para a ficção. É por isso que urge responder àquilo que Ricoeur chama de “voto de confiança”: “Se a memória é um quadro imaginado, como não confundi-la com a fantasia, com a ficção ou com a alucinação? Assim, no início de um empreendimento que pretende levar da lembrança para a História está um ato de confiança em uma experiência que se pode entender como uma experiência primordial nesse campo, isso é, a experiência do reconhecer”.2

A partir deste ponto, gostaria de me dedicar a um fenômeno específico, qual seja o de um relato de vida conscientemente falsificado. Ele se apresenta como uma vivência autêntica e reivindica o
status de fonte histórica, que está na base de toda a escrita da História. No centro está o relato Fragmentos, de Binjamin Wilkomirski.
O sucesso dessa história inverídica nos remete às seguintes perguntas:
  • Por que a maioria dos historiadores falhou na sua avaliação?
  • Qual o papel exercido pelo contexto intelectual e cultural para o sucesso desse relato?
  • Qual a vantagem que a mentira tem sobre a verdade?
  • E, que papel exerce o voto de confiança, proposto por Ricoeur?

Histórias inverídicas

Nos últimos anos uma série de histórias de vida falsificadas apareceu no mercado. Assim, durante dois anos, podia ler-se na Internet o diário da teenager Kaycee Nicole, que relatava sua luta contra o câncer, até que morresse, em 2001. Milhares de leitores acompanhavam sua luta pela sobrevivência, mandavam-lhe cartas e presentes, lhe telefonavam e mobilizavam uma parcela crescente da opinião pública, até que, depois de sua suposta morte, uma investigação mostrou que Kaycee Nicole nunca havia existido. Ela fora uma invenção de uma dona de casa no Kansas.3

Em 1980, a jornalista americana Janet Cooke publicou no Washington Post a comovente história de um menino de oito anos, viciado em heroína. Marion Barry, o prefeito de Washington D. C. ficou tão comovido que mandou procurar o menino – mas, em vão. Apesar das dúvidas crescentes sobre a autenticidade da história, Janet Cooke recebeu o cobiçado Prêmio Pulitzer, que ela teve de devolver pouco tempo depois. Dez anos mais tarde, porém, os direitos de filmagem dessa história foram vendidos por 1,5 milhões de dólares americanos.4

Na Austrália, a autobiografia My own sweet time, da aborígine Wanda Koolmatrie despertou grande curiosidade, em 1995, tendo recebido um prêmio literário nacional para mulheres estreantes na literatura. Dois anos depois, descobriu-se que o livro não fora escrito
por uma mulher, mas sim por um homem – que não era aborígine, mas sim branco. Na mesma semana foi desmascarada mais uma falsificação, na qual apenas os papéis sexuais estavam invertidos: o festejado pintor aborígine “Eddie Burrup” revelou-se uma mulher irlandesa de 82 anos.5

No ano 2000, Paul Parks, de Boston, um negro defensor dos direitos humanos, já aposentado, recebeu o prêmio Raoul Wallenberg, da organização judaica B’nai B’rith, de Berlim, por seu destacado empenho humanitário. Ele e outros veteranos das forças armadas aliadas receberam esse prêmio por terem participado da libertação de campos de concentração, ao final da Segunda Guerra Mundial. Paul Parks esteve no primeiro tanque que entrou no campo de concentração de Dachau, perto de Munique. No filme The last days, de Steven Spielberg, premiado com um Oscar, Paul Parks relata sua história. Ela, porém, foi contestada por outros veteranos norte-americanos. Descobriu-se que durante a libertação de Dachau Paul Parks nem se encontrava na Alemanha, e sim numa base americana na Inglaterra. Parks contava sua história desde 1978, aparecendo, desde 1987, como cobiçado conferencista entre grupos judaicos e sobreviventes do Holocausto, tendo sido feito patrono do “New England Holocaust Memorial”, em Boston. Ele
foi um dos poucos defensores negros de direitos humanos que se interessou pela história judaica, e assumiu funções de mediador entre a população negra e a branca, na cidade de Boston, quando esta foi agitada por conflitos raciais.

Em 2005, foi noticiado que o presidente da Agrupación Amical Mauthausen, que congrega sobreviventes de campos de concentração, Enric Marcó, nunca esteve preso em qualquer campo de concentração. Durante 30 anos, o cidadão, que entrementes tem 84, viajou pelo mundo relatando as barbáries a que foi submetido no campo de concentração alemão de Flossenbürg. Na última vez, se apresentou no parlamento espanhol, por ocasião da rememoração dos 60 anos de libertação de Auschwitz. Marcó não foi preso em 1943 pela GESTAPO, na França, como membro da resistência francesa e deportado para o campo de concentração, como afirmara.
De fato, ele se apresentara, em 1941, como voluntário para ir à Alemanha, quando Franco, a pedido de Hitler, enviou trabalhadores especializados para a indústria bélica alemã. Marcó trabalhou até 1943 num estaleiro em Kiel, e depois regressou à Espanha.6

* Cientista político na Universidade Livre de Berlim; publicou trabalhos sobre Hannah
Arendt, sobre coragem cívica, sobre debilidades da democracia, entre outros; professor-
visitante em universidades brasileiras. E.mail: wolfgang.heuer@gmx.de.
A tradução do texto é de René E. Gertz.
1 RICOEUR, Paul. L’écriture de l’histoire et la représentation du passé. Annales, ano
55, n. 4, jul.-ago. 2000, p. 731-748.
2 RICOEUR, loc. cit., p. 723.
3 The short life of Kaycee. The Guardian, 28 de maio de 2001.
4 The story. Washington Post, 19 de abril de 1981, p. A12-A15. E: “Whatever happened
to ... – former Washington Post reporter Janet Cooke sold movie rights to the fictitious
story – of an 8-year-old heroin addict named ‘Jimmy’ for $1.5 million” (John Elvin –
Insight on the news, 24 de abril de 2000).
5 Another acclaimed “aboriginal” artist turns out to be white (Peter James Spielmann –
South Cost Today –
www.southcoasttoday.com/daily/03-97/03-17-97/b06ae053.htm).
6 “El presidente de las víctimas españolas em Mauthausen confiesa que nunca fue
preso de los nazis” (El Mundo, 11 de maio de 2005).

(continua)

Sobre Benjamin Wilkomirski podem ficar a saber mais aqui.

As Mentiras do Caça-Nazis (V)








(Continuação)






5 - A CAMINHO DE MAUTHAUSEN


VO - Percorreu os 315 quilómetros entre Gross-Rosen e Mauthausen, perto de Linz, na Áustria, com o pé gangrenado e sem sapatos. Só um pedaço de tecido a proteger a pele e o pau de vassoura a servir de bengala. Morreram 1200 prisioneiros pelo caminho. Ele não.


NV - "Com uma infecção tão grande, teria sido uma grande sorte sobreviver", questiona Walters. O autor duvida da gravidade do ferimento. O caça-nazis garante que chegou a Mauthausen em Fevereiro de 1945, depois de ter sido dado como morto e transportado no meio de corpos. Outros presos descobriram-no com vida e levaram-no para a enfermaria dos moribundos. Terá ficado internado até Maio, data da libertação. Por essa altura a gangrena tinha-se espalhado até ao joelho, contou. Comia apenas uma fatia de pão e uma salsicha por dia e pesava 45 quilos. Garantia ter conseguido andar quando os americanos entraram no campo. "Para ele se poder levantar, a perna teria de estar curada: ou porque tinha tomado antibiótico ou porque lha tinham amputado. Sabemos que ele não perdeu a perna. E era altamente improvável que os nazis dessem esse tipo de remédio a um judeu", concluiu Walters.


COMENTÁRIO: Primeiro mentira: a ser verdade a natureza daquele ferimento, aliado à má nutrição, jamais lhe permitiria tais movimentos. Segunda mentira: depois de lermos aqui como era a vida em Mauthausen, existir uma enfermaria para tratar dele e medicá-lo é, no mínimo, surreal.

Resta-nos rir. E muito. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

sábado, 15 de agosto de 2009

As Mentiras do Caça-Nazis (IV)





(Continuação)



4 - A PEDRA, O PÉ E A GANGRENA


VO - Todos os dias saiam descalços para trabalhar na pedreira do campo de concentração de Gross-Rosen, perto de Wroclaw. Mas a cada jornada, o grupo de 100 homens perdia um elemento. Simon Wiesenthal sabia que a sua hora tinha chegado. Pressentiu um guarda atrás das costas e virou-se. "Ia esmagar a minha cabeça com uma pedra. Virei-me de novo. Surpreendido, deixou cair o calhau. Desfez-me um dedo do pé. Gritei", relatou. Valeu-lhe que havia uma inspecção da Cruz Vermelha ao campo, nesse dia. De outra forma não teria sido levado para o posto de primeiros socorros e nem lhe teriam amputado o dedo a sangue frio enquanto dois homens o agarravam. As dores pioraram nas 24 horas seguintes. Um médico teve de lhe drenar uma bolha de pus na sola do pé. "A gangrena espalhou-se por toda a sola", disse.


NV - Mais uma vez a palavra de Wiesenthal contra a de mais ninguém. Não há qualquer outro relato, do próprio ou de outra fonte, que permita confirmar a história. E há mais pormenores que levantam dúvidas a Walters: "Se houvesse mesmo uma inspecção da Cruz Vermelha a Gross-Rosen, as SS teriam suspendido temporariamente as execuções." Além disso, nessa altura, a ONG nem sequer podia entrar nos campos. Quanto aos factos médicos relatados, "não são, de todo, plausíveis".


COMENTÁRIO: Parece que, para este caso, nenhum delegado da Cruz Vermelha teve a coragem de vir a público desmascarar a palhaçada e o embuste deste guru do Holoconto! Mas bastou consultar os registos da mesma para perceber que não existiu qualquer inspecção! Portanto, este episódio É MAIS UMA MENTIRA!

Além disso, mais uma vez, temos "testemunhos" sem provas. Um hábito na literatura dos "sobreviventes".

Resta-nos rir. E muito!... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs


(Continua)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Que Irão Fazer Agora Com Este Testemunho? (II)

No dia 8 de Julho de 2009, 80º aniversário do massacre de Hebron, o rabino Yisroel Dovid Weiss apresentou a história de outro rabino, Baruch Kapla, que era um estudante no Hebron Yeshiva [escola] quando o massacre ocorreu. O rabino Kaplan responsabiliza os Sionistas pela destruição da coexistência pacífica que existia entre os Árabes e os Judeus na Palestina, reivindicando que eles provocaram aquele massacre.




Leiam aqui uma tradução livre de uma transcrição de uma entrevista em Yiddish gravada há cerca de 20 anos pelo último rabino chamado Baruch Kaplan, que era director da escola feminina Beis Yaakov, em Brooklyn, e que era um estudante na yeshiva de Hebron (escola religiosa) em 1929, na altura do massacre de um número considerável de judeus por alguns árabes. O rabino Kaplan explica como é que os eventos se desenvolveram e como é que os maníacos arrogantes dos Sionista perpetraram os eventos provocando os Palestinianos.

O Que Irão Fazer Agora Com Este Testemunho?


Há muito tempo que é considerado o maior "desprezo desportivo" da história - quando Adolf Hitler saiu enfurecido do Estádio Olímpico de Berlim porque a Alemanha tinha sido humilhada por um homem negro. O momento ocorreu em 1936 e um incrível atleta americano chamado Jesse Owens tinha conquistado a primeira das suas quatro medalhas de ouro nos 100 metros. Hitler, que tinha cumprimentado, no dia anterior, todos os vencedores olímpicos alemães, saiu do estádio furioso porque os seus "super-homens Arianos" tinham sido vencidos por um seu suposto inferior racial.
E assim foi escrita a história.
Entretanto, Siegfried Mischner, de 83, afirma que Owens possuia uma fotografia na sua carteira em que Hitler lhe apertava a mão antes de sair do estádio.
Owens, que sentiu que os jornais do dia relatavam uma "injustiça" com a atitude de Hitler, tentou fazer, nos anos 60, com que Mischner e os seus colegas jornalistas mudassem a versão aceite pela história.

Mischner, que era um repórter naquela altura, reivindica que Owens mostrou-lhe a fotografia e disse-lhe: "Aquele foi dos meus momentos mais bonitos". Disse ainda: "Foi algo que aconteceu de forma oculta àquele momento de honra e, assim, foi não capturado pela imprensa mundial. Mas eu vi-a, eu vi a fotografia em que ele cumprimentava Hitler com um aperto de mão".

"A opinião predominante na Alemanha do após-guerra foi de que Hitler tinha ignorado Owens. Em consequência disso, decidimos não revelar a fotografia."

As reivindicadões de Mischner não podem ser verificas porque todas testemunhas, incluindo Owens, estão mortas. [leia a notícia na íntegra]


O que o Revisionismo em Linha agora questiona é o seguinte: se os revisionistas são acusados de desvalorizarem todas os testemunhos do Holocausto, também seria interessante saber a opinião dos crentes afirmacionistas sobre este testemunho em particular...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As Mentiras do Caça-Nazis (III)




(Continuação)


3 - ESCAPAR À MORTE E AO CAMPO DE JANOWSKA

VO - Hitler fazia 54 anos e o dia 20 de Abril de 1943 ia ser comemorado com o assassínio de dezenas de Judeus no campo de concentração de Janowska, perto de Lvov. As SS levaram Wiesenthal e outros presos para junto de uma vala comum onde já havia corpos. Obrigaram-nos a despir-se e a atravessar um corredor de arame farpado. O tiroteio começou. Um apito interrompeu as espingardas e ouviu-se um grito: "Wiensenthal!" Foi salvo no limite. Valeu-lhe a amizade de Adolf Kohlrautz, o militar das SS com quem trabalhava na oficina de pintura. O oficial alegou que ele era essencial para pintar um cartaz com uma cruz suástica e a frase "Obrigado, Fuhrer". Conseguiu. Em Outubro desse ano, Kohlrautz avisou-o que o campo ia fechar e os seus prisioneiros seriam exterminados. Deu-lhe um salvo-conduto para ir a uma loja na cidade com outros prisioneiros e um guarda. Fugiram pelas traseiras.

NV - O episódio é empolgante. Mas não há nada que o confirme nem que o desminta. E, mais uma vez, as datas são contraditórias. Wiesenthal disse uma vez que Kohlrautz tinha morrido em 1945 a defender Berlim. Mais tarde garantiu a um biógrafo que o oficial fora uma das baixas das forças do III Reich na frente russa, em 1944. Dez anos depois, num juramento sobre as perseguições que sofreu, não fez qualquer menção a esta história. Nunca disse que o alemão o tinha salvo, nem mesmo no testemunho que deu aos americanos em 1945.


COMENTÁRIO: O episódio não é apenas empolgante. É absolutamente delirante e óptimo para ser adoptado como argumento para um filme de comédia tal não é a PALHAÇADA! (Não encontrei outro adjectivo...). A contradição atinge o limite com o esquecimento total de quem, supostamente, o salvou da morte. Mais palavras para quê? Resta-nos apenas rir. E muito! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs



(continua)

domingo, 9 de agosto de 2009

As Mentiras do Caça-Nazis (II)




(continuação)



2) A FUGA DE LVOV


VO - Foi preso com um grupo de 40 judeus às 16h de 6 de Julho de 1941 e levado para a cadeia de Lvov. Os soldados só não o fuzilaram porque os sinos tocaram a chamar para a missa. Mais tarde aconselharam-no a fingir-se de espião russo. Perdeu dois dentes no interrogatório, mas fugiu da prisão.


NV - "Cada vez que ele é tão preciso é sinal que está a mentir", escreve Walters. O problema está sobretudo na data. Logo depois da guerra, Wiesenthal disse ter sido preso a 13 de Julho e não a 6. De acordo com este relato, subornou alguém para fugir. A mudança de dia não terá sido inocente. É que, em Lvov, os pogroms (limpezas étnicas) foram interrompidos no início de Julho de 1941 e não recomeçaram antes de 25 desse mês. Ou seja, a primeira data fornecida pelo caça-nazis não encaixa neste intervalo e não podia ser verdadeira.


COMENTÁRIO: A frase "cada vez que ele é tão preciso é sinal que está a mentir" ilustra bem a natureza das "histórias" de Simon Wiesenthal. Não há nada mais para comentar. Apenas rir. rsrsrsrsrsrsrs

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Notícias Com Dedicatória



Estas notícias têm dedicatória.

A primeira é dedicada a todos os crentes no mito de que "não se pode reescrever a História". Neste caso, o "famoso Inverno Russo" sofre uma derrota...

Vejamos:

A sua invasão da Rúsia fracassou miseravelmente, deixando um trilho de cadáveres de Moscovo a Paris. Num novo livro, um historiador responsabiliza não o frio, mas a propagação da "praga da guerra" - o tifo - pelo Grandioso Exército de Napoleão.


O destino desse Exército ficou selado muito tempo antes de ser disparado o primeiro tiro. Na Primavera de 1812, mais de 600.000 homens marcharam em direcção à Rússia sob o comando do 'diminutivo Córsego' - um exército maior que a população de Paris aquela altura.

(...) Isso é o que defende Stephan Talty, um autor americano que reconstrói o históra da medIcina durante a campanha da Rússia de Napoleão no seu novo livro "
The Illustrious Dead: The Terrifying Story of How Typhus Killed Napoleon's Greatest Army". Talty documenta cuidadosamente porque 400.000 homens nunca regressaram a casa. Tal como fizeram muito poucos historiadores antes dele, atribui o papel crítico a um minúsculo inimigo: o piolho. [leia a notícia na íntegra]

A segunda é dedicada a todos os que vêm na liberdade de expressão e de informação um perigo para o Holoconto. Ou seja, para esses crentes afirmacionistas, tudo o que seja divulgado e que possa demolir a farsa, deve ser severmente punido e responsabilizado judicialmente, passando, naturalmente, até pela prisão dos seus autores. Mas por vezes, como diz o ditado, "o tiro sai pela culatra".

Vejamos:

Foi arquivada a denúncia contra o Inacreditável - O Ministério Público Estadual requereu arquivamento da denúncia contra o site
inacreditavel.com.br.
No parecer sobre o Arquivamento, a promotora Simone Gomes afirma que "em momento algum se demonstrou incitação, discriminação ou fomento ao preconceito de raça ou credo por parte do autor da publicação eletrônica, bem atos de antisemitismo".
[leia a notícia na íntegra]

Parece que houve um tirinho que saiu pela culatra
pequenina da pistola pequenina do cérebro pequenino de alguns crentes afirmacionistas...

Mas porquê a raiva que alguns pseudotolerantes têm contra aquele site? Será por
denunciar isto? Ou isto? No primeiro caso, sabemos que este tipo de notícia é, de forma vergonhosa e descarada, sempre acusada de "anti-semitismo" - não sabemos até quando... No segundo caso, sabemos que os crentes afirmacionistas gostam de gritar que todos os legisladores, juízes ou advogados não toleram o suposto "racismo, xenofobia e anti-semitismo que se difunde pela Internet" - não sabemos o que eles dirão desta situação... Mas quando estamos perante um site que divulga, em nome da VERDADE HISTÓRICA - factos históricos pouco conhecidos, como este ou este, percebemos que existe alguém que não está interessado na divulgação dessas mesmas verdades. E depois, quando acontece isto, eles percebem que ainda não dominam tudo...

A verdade não teme a investigação. Cabe ao leitor tentar agora perceber o porquê de certas pessoas e de certos grupos não estarem interessados nisso...

As Mentiras do Caça-Nazis (I)




NÃO ERA ARQUITECTO!

NÃO ESCAPOU À MORTE POR MILAGRE!

NÃO DESCOBRIU O PARADEIRO DE ADOLF EICHMANN!

Um livro polémico -
Hunting Evil, de Guy Walters - desfaz os mitos de Simon Wiesenthal!


O Revisionismo em Linha irá fazer a transcrição do artigo publicado na revista Sábado, de 30 de Julho, e fará depois alguns comentários.


Esqueça o que sabe sobre o mais famoso caça-nazis da história. No livro Hunting Evil, posto à venda esta quinta-feira no Reino Unido e nos EUA, o académico britânico Guy Walters desfaz o mito de Simon Wiesenthal. Negando qualquer simpatia pelo nazismo, o autor desmente que ele tenha estado em 13 campos de concentração - terão sido 6 - e até põe em causa o seu papel na captura de Adolf Eichmann (...). Descreve Wiesenthal como um mentiroso bem intencionado, cujas fábulas eram uma forma de lutar contra a falta de vontade política dos governos para encontrar militantes do III Reich. Terá ajudado a capturar alguns, mas não foram os 1100 da história oficial. Eis, segundo Walters, algumas das invenções do caça-nazis.

1) O CURSO

Versão Oficial (VO): Simon Wiesenthal licenciou-se em Arquitectura pela Universidade Técnica de Praga, em 1932.

Nova Versão (NV): Usou o título ao longo da vida, mas o seu nome não consta de nenhuma lista de arquitectos polacos de antes da Segunda Guerra, nem de alunos do Politécnico de Lvov, na Polónia. Walters escreve que, ao 19 anos, Wiesenthal não acabou arquitectura, na Universidade Técnica de Praga.
COMENTÁRIO: É por todos conhecida a estratégia dos crentes afirmacionistas e de quase todos os seus gurus e representantes de descredibilizarem e até ridicularizarem todos os trabalhos e estudos de autores revisionistas e até mesmo as suas próprias credenciais académicas. Ora bem, parece que estamos perante alguém que foi, nada mais nada menos, que um dos maiores representantes dos ditos "sobreviventes" e que, durante toda a sua vida, lutou para defender o "Holoconto", mas que... MENTIU sobre o seu curso, sobre a sua escolaridade!
Mais palavras para quê? Resta-nos reflectir e rir! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs