domingo, 23 de agosto de 2009

A Caça aos Hereges do Século XXI




















As “verdades” impostas pelos juizes jamais tem sido capazes de se sustentar

Durante a Alta Idade Média, a nossa civilização vivia no meio de uma atmosfera carregada de homicidios, de intolerância e de fanatismo religioso, onde os hereges e as bruxas eram perseguidos sob a acusação de terem relações com o diabo. Mas, como a historiografia actual salienta, nenhum tribunal conseguiu alguma vez demonstrar satisfatoriamente a existência destas supostas relações e, muito menos, a existência do Maligno. Tal coisa, no entanto, não era obstáculo que detivesse as autoridades religiosas e seculares que, dominadas pela histeria colectiva, declaravam como "prova" o que até agora resulta impossível de se provar e, sobre esta base, sentenciavam para seus auto-declarados inimigos a um horrível destino.

A morte destas indefesas vítimas na fogueira, longe do bem intencionado propósito de purificar pelo fogo a alma e o corpo pecador, e com isso albergar a remota esperança de misericórdia ante o Altíssimo, apontava antes para a submissão das massas através da chantagem emocional e do terror psicológico. O terrível espectáculo de ver um ser humano devorado pelas chamas, cumpria eficazmente a sua função dissuasiva.

A protecção da fé medieval dependia de uma grande máquina de religiosos, magistrados, corpos de sábios e outros voluntariosos cúmplices, cujos ofícios nos tribunais inquisitoriais e processos de bruxas se distinguiam por um imenso ódio contra os acusados. Cegados pelo fanatismo, estes guardiões da religião do Estado tinham a firme crença de que com tais juízos contribuíam para a luta contra o demónio e contra o seu reino do mal; e até acreditavam merecer retribuições divinas por cada vitima queimada nas piras. Nem suspeitavam que estes miseráveis que, mediante tais crueldades arbitrárias, não faziam outra coisa senão adoptar o papel do mesmíssimo Satanás e se converter em instrumentos para acrescentar a dor e as injustiças no mundo.

Nos nossos tempos, infelizmente, parece que as nossas autoridades ou não aprenderam ou querem ignorar as lições de uma das passagens mais sinistras da história. Assim, nos nossos dias, em pleno século XXI, vemos que as perseguições em defesa do sacro-santo Holocausto tomaram o lugar das perseguições de hereges e bruxas do século XVI. Os demonólogos contemporâneos vieram substituir com métodos brutais o Reductio ad Diabolicum pelo Reductio ad Hitlerum.
É assim que podemos estabelecer paralelos realmente assombrosos e preocupantes, entre as perseguições de revisionistas do século XXI e a desumana perseguição medieval de hereges e bruxas.
Depois de conhecer as verdadeiras práticas deste tipo de perseguição, seria muito ingénuo da nossa parte esperar que, por exemplo, os proeminentes revisionistas Ernst Zündel, Germar Rudolf, David Irving e Siegfried Verbeke tivessem sido sujeitos a um julgamento justo e imparcial, de acordo com as normas fundamentais do direito internacional.


Perseguição contemporânea de hereges

Deixando de lado alguns avanços humanitários conseguidos desde então quanto a medidas punitivas e restringindo-nos puramente ao que diz respeito à legislação, perseguição e argumentação, foi possível estabelecer as seguintes 22 semelhanças, bastante bizarras, entre a perseguição medieval de hereges e a perseguição contemporânea de revisionistas (na fraseologia inquisitorial: “negadores do holocausto”) nas “democracias ocidentais”:

1. Tal como os hereges cristãos eram inapelavelmente equiparados aos falsos predecessores (exemplo: os cátaros anti-cristãos), assim os revisionistas são todos falsamente equiparados com nazistas e fascistas.

2. Os perseguidos não são culpados de alguma acção criminosa. A grande ofensa está em que eles estudaram criticamente certas concepções oficiais (estatais) e fizeram públicos as suas descobertas; só por causa disso é que se fizeram puníveis de castigo, além de execráveis.

3. O seu crime é a não crença na religião oficial do Estado (dogma).

4. A acção vigorosa de chantagem/censura legal e social não deixa às pessoas dissidentes, críticas da verdade protegida por lei, outra alternativa que transmitir “ilegalmente” as suas opiniões ao público.

5. Eles são vistos como apostatas e, por causa disso, denunciados e perseguidos.

6. Na realidade, o principal objectivo deste tipo de perseguições não é castigar as vítimas, mas principalmente, lançar um aviso e colocar "cabeças ensanguentadas na picota", para escárneo e dissuasão de outros potenciais críticos à ideologia do Estado.

7. Os actos de acusação estão baseados numa lei ocasional (Malleus Maleficarum “Hexenhammer”, uma farsa jurídica ao estilo do Tribunal Militar Internacional - Nuremberg, a Lex Auschwitz, Loi Gayssot, entre outros), isto é, no tipo de axiomas político-religiosos contra os quais não se permite defesa alguma.

8. A parte acusadora dispõe de ilimitados recursos (financeiros) e tem de seu lado os mercantilistas de notícias. Os acusados, em geral, carecem quase até do indispensável e, encontram-se, desde o início do processo até a leitura da sentença, sob uma intensa acção de calúnia, com a opinião pública contra ele.

9. Os promotores e juízes são incapazes de provar a verdade das suas teses. Eles fazem referência meramente a conhecidas abstrações, santificadas pelo poder do Estado.

10. Com frequência procuram refúgio em acusações do tipo estereotípico e figurativo, não identificáveis objetivamente (“bruxaria”, “racismo”, “anti-semitismo”, “insulto à memória dos judeus assassinados”).

11. A verdade, ou a busca da verdade, é de pouco ou nenhum valor neste tipo de tribunal. Quando a crença prevalece, a ciência emudece. (1)

12. A auto-defesa que é feita com evidência científica e concreta é considerado como prova da justificativa das prisões.

13. Hæresis est maxima, opera maleficorum non credere (“O maior pecado está na negação do pecado”). Em nossos tempos: Hæresis est maxima, holocaustum non credere.

14. As pessoas que não acreditava em algumas partes das doutrinas religiosas recebiam a terrível designação de “hereges”. As pessoas que não acreditam em algumas partes do “Holocausto” recebem a terrível designação de “negacionistas”, “neo-nazistas”, “fascistas”, “anti-semitas”, etc. Todos eles serão entregados ao linchamento social (o equivalente ao “são bento” medieval), à ruína económica e à morte na fogueira.

15. Não se permite à defesa apresentar com evidência o que prove os argumentos dos defendidos. Em alguns países europeus, os defensores também podem ser presos. (2)

16. A contra evidência é só permitida (selectivamente) para legitimar a farsa jurídica. Nunca será aceite, senão sempre recusada em favor da “verdade” ideológica.

17. As declarações das testemunhas da parte acusadora serão sempre aceites, sem maior pedido de provas; as contradições e impossibilidades demonstráveis contidas em tais depoimentos serão sempre desconsideradas.

18. Nestes julgamentos, não há busca da verdade, somente busca de culpabilidade segundo a letra da lei do Estado.

19. Para os juízes é impossível absolver aos processados ou sancioná-los tenuemente; qualquer amostra de benevolência para o amaldiçoado réu significará a segura auto-destruição do magistrado.

20. Por dita razão, a condenação dos acusados é, de antemão, segura e indisputável, ficando completamente descartada qualquer esperança de um julgamento justo.

21. Para os veredictos desta classe de jurisdição é conferido um valor eterno e apolítico.

22. Tal como ocorreu durante a caça medieval de hereges, também nos nossos dias os mais viciosos excessos à hora de castigar os crimes de pensamento têm como palco a Alemanha. Neste país, dezenas de milhares de pensadores “dissidentes” e assim chamados “negadores do holocausto” recebem castigos desproporcionadamente severos. Em nenhum outro lugar as torturas e crimes contra as “bruxas” foram tão cruéis como na Europa central. Hoje em dia, nessa região, os revisionistas são mantidos cativos nas prisões mais conhecidas, como Stuttgart-Stammheim, o fortemente resguardado centro de isolamento, desenhado para confinar os terroristas mais perigosos. Só na Alemanha, mais de 10.000 pessoas são condenadas anualmente.

Na Áustria, a pena máxima para o revisionismo foi elevada a vinte anos de prisão (!). Semelhante tirania política pouco tem que invejar os regimes Estalinistas. Na Holanda, esta pena máxima era até pouco tempo, por lei, de só um ano, mas devido a uma série de artimanhas jurídicas e à poderosa pressão da Alemanha-EUA, quase em segredo, e à custa do povo e do parlamento holandês, foi recentemente elevada a 5 anos de prisão.

Cada um dos mencionados 22 pontos põe em evidência a perseguição contemporânea de revisionistas, expondo-a como o que realmente é: um descarado crime moral e jurídico; uma violação inaceitável, motivada politicamente, dos Direitos Humanos, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e da liberdade de ciência.

Nos nossos tempos de raciocínio e de intelecto, o Holocausto aparece como o único fato histórico elevado à categoria de dogma por obra dos nossos modernos e “doutos teólogos”. Nenhum outro capítulo da história mundial está protegido judicialmente, de maneira tão draconiana, como está o Holocausto na Europa.
As discussões sobre o Holocausto pertencem ao domínio do livre pensamento, da liberdade de expressão e da livre investigação científica, e NÃO a uma jurisdição. Nem o poder judicial deveria ter concorrência para julgar problemas que só podem ser elucidados por meios científicos, nem a parte acusadora deveria pôr o problema num nível político.
Mais: a perseguição dos anti-holocaustistas é efectivamente e a todas as luzes uma perseguição racista: quase sem excepção os gentios são perseguidos por judeus ou grupos de pressão judeus. São estes os que iniciam as demandas e o hostilizamento contra os revisionistas, elevando os seus gritos ao céu até que os fantoches do poder judicial das democracias entram em acção contra os acusados. Jamais nenhum dos famosos revisionistas judeus foi levado a tribunal.
Cada um dos promotores, juízes e tribunais que se prestam para acções contra os revisionistas, compartilham uma grande culpa nesta comédia de criminalização do pensamento e os seus nomes serão recordados pelas futuras gerações como exemplos de vileza e desgraça. Conquanto alguns destes magistrados são postos entre a espada e a parede, sem mais alternativa do que co-participar na comissão de tais injustiças, a verdade é que a maioria dos inquisidores resumem voluntariamente, e com orgulho, o abominável papel dos seus antecessores medievais. A perseguição contemporânea de revisionistas, é moral e juridicamente ainda mais maliciosa do que a caça medieval dos hereges.
Naqueles tempos, pelo menos, requeria-se uma confissão do acusado para completar o processo de condenação e, às vezes, alguns réus (aqueles completamente inocentes das acusações) recebiam a graça da absolvição (3). Em troca, nos nossos dias, os “negadores do holocausto” levados ao tribunal por meio de denúncias desonestas são sentenciados a castigos severos.

Curiosamente, a “negação” de Deus, da Criação, do Diabo, de Cristo, de Alá, de Maomé, da Pátria, da Nação, não merece qualquer processo nem sanção alguma nas nossas democracias. Num mundo que já não tem fé em nada nem acredita em nada, só a “negação” do sacro-santo “Holocausto” comove os espíritos com uma fúria contígua no religioso e põe em movimento as molas de toda a maquinaria repressivo-judicial. Somos testemunhas de uma perseguição alimentada por fanatismos e ódios cuja magnitude é maior que durante o obscurantismo medieval.
Ao menos, nesses tempos, havia a remota probabilidade de que as pobres vítimas obtivessem alguma amostra de compaixão cristã. Agora, nos nossos tempos, em lugar de compaixão, só fica aquele visceral ódio judaico, tão bem descrito no Velho Testamento.



Notas:

(1) Apesar de ser um reconhecido defensor da tese holocaustófila, o historiador alemão Ernst Nolte reconhece o desacerto de excluir a argumentação científica: “Frente à importância fundamental da máxima ‘De Omnibus Dubitandum Est’ [se deve duvidar de tudo], alargada à convicção de que qualquer dúvida sobre a imperante concepção do ‘Holocausto’ e dos seus seis milhões de vítimas seja considerada desde um princípio como significado de uma maligna e abominável crença, necessária de proibição, não pode, sob nenhuma circunstância, ser aceite pela ciência, senão que deve ser recusada como um atentado contra a liberdade de investigação científica”.
(2) Recorde-se que naqueles tempos a acusação de herege era a arma mortal mais temível. Se quisesse destruir uma pessoa bastava acusá-la de ser herege, o que equivaleria hoje a acusá-la de ser racista, anti-semita ou negacionista. Por isso, não faltavam acusações infundadas entre inimigos pessoais, devedores, amantes enfurecidas, etc. Em muitos casos, tais denúncias não prosperavam ou as vítimas conseguiam atingir a absolvição depois de se descobrir a motivação dos denunciantes.
(3) Por exemplo, no processo Zündel, na Alemanha, a defesa foi proibida de esgrimir “esses argumentos pseudo-históricos”, sob risco de se fazer também sancionável. Se os advogados de Zündel fizessem questão de fazer uso de ditos argumentos, o público teria que ser desalojado da sala. Às vezes, dada a força da argumentação e o pouco conveniente desta para o sistema, se obriga à defesa a apresentar as suas declarações “só por escrito” (!), evitando assim que cheguem aos ouvidos de terceiras partes. Um sarcástico comentarista descreveu esta caprichosa exigência de argumentação não oral, como uma “litigação entre fantasmas”.




[Traduzido por Centauro daqui e adaptado para o Revisionismo em Linha por Johnny Drake]

A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada (II)



(Continuação)


Wilkomirski

A história mais intrigante, porém, é a de Binjamin Wilkomirski, que publicou o livro Fragmentos. Nesse livro, o autor relata como chegou aos campos de concentração Majdanek e Auschwitz, sobreviveu ao extermínio, e como, depois da guerra, viveu num abrigo de crianças, até que, graças a uma organização humanitária, chegasse à Suíça. Ali viveu mais uma vez num abrigo de crianças, até que fosse adotado por um rico casal de médicos de Zurique. Em 1995, editores judeus publicaram na conhecida e influente editora Suhrkamp, da Alemanha, as memórias de Wilkomirski, as quais, em função dos detalhes e da brutalidade do relato, superavam tudo aquilo que se conhecia até então. Mesmo que o autor tivesse apenas três anos, na época dos acontecimentos, lembrava-se do assassinato do pai, no gueto, com uma clareza fotográfica: “Agentes uniformizados, vestindo botas, gritam com ele, o levam pela porta. Um grito de medo ecoa pela escadaria: ‘Atenção! Milícia leta!’. Portas batem. O homem é levado para baixo. Eu vou atrás; me grudo no corrimão e vou descendo. [...]. Colocaram o homem na parede, ao lado da entrada. Aos gritos, os uniformizados embarcam num automóvel estacionado na rua, gesticulam, agitam os porretes e deformam seus rostos numa expressão de ódio. Gritam sempre a mesma coisa, que soa como ‘acabam com ele! acabam com ele!’. O automóvel se põe em movimento. Acelera em direção à parede, em direção a nós. O homem continua imóvel, encostado na parede, perto de mim. Estou sentado o chão, entre a porta e a parede, os olhos voltados para ele. Ele baixa os olhos para mim e abre um sorriso. Mas, de repente, seu rosto se desfigura, ele o vira para o lado, levanta a cabeça, abre a boca, como se quisesse soltar um grito. Lá de baixo, contra a claridade do céu só consigo enxergar ainda os contornos de seu queixo e o chapéu, que resvala para trás. Nenhum grito ecoa de sua boca, mas um jato preto sai de sua garganta, quando o automóvel o imprensa contra a parede”.7



A criança também se lembra com a mesma exatidão das mulheres mortas no campo de extermínio: “Algo desperta minha curiosidade, mas a montanha de cadáveres continua ali, como sempre. Ou será que algo mudou de lugar? Estranho, mulheres mortas não podem mover-se! [...]. Mas algo se movimenta! A barriga se movimenta! Não ouso levantar e não consigo mais tirar os olhos dali. Fico olhando, incrédulo. De joelhos, vou me aproximando.
Que é que está acontecendo? [...]. Agora vejo a barriga toda. Numa enorme ferida lateral, algo está se mexendo. Me ergo, para ver melhor. Estico meu pescoço e, nesse momento, a ferida se abre, repentinamente, a tampa da barriga se levanta e um enorme rato ensangüentado, brilhoso resvala pela montanha de cadáveres. Outros ratos alvorotados saem do amontoado de cadáveres e fogem”.8


Enquanto todas as outras crianças dos campos de extermínio são mortas, Wilkomirski sobrevive. Primeiro, o campo de Majdanek, depois, um transporte ferroviário, incluindo um acidente, para Auschwitz-Birkenau, e, finalmente, também este último campo. No abrigo de crianças, na Suíça, por fim, seu nome é trocado de forma não esclarecida, e ele passa a chamar-se Bruno Grosjean e, depois da adoção, Bruno Dössekker. Ele estuda História e aprende a construir instrumentos musicais, vindo a trabalhar como professor de música. Aos 18 anos, conta sua história a uma amiga que vem da Letônia e passa a estudar intensamente a história do Holocausto. No início dos anos 1980, fica muito doente de um mal do sangue e afirma que se trata de uma conseqüência tardia das experiências médicas a que fora submetido em Majdanek. Sua segunda esposa dá testemunho sobre a forma em que as memórias traumáticas estão voltando. Ele procura uma terapeuta e também conhece o psicoterapeuta judeu Elitsur Bernstein, e ambos o incentivam a escrever sua história.

Na Neue Zürcher Zeitung, o pequeno livro foi louvado com substantivos como “densidade, imutabilidade e força imagética” e como “fardo do século”. O texto foi traduzido para nove línguas, Wilkomirski recebeu vários prêmios, entre os quais o “Jewish Quartely Literacy Prize”, da Grã-Bretanha, o “National Jewish Book Award”, dos Estados Unidos, e o “Prix Mémoire de la Shoah”, da França. Também a cidade de Zurique homenageou seu filho. Wilkomirski foi convidado para vários eventos, nos quais sua presençainvariavelmente abalava os ouvintes. Wilkomirski apresentou-se como alguém alquebrado, profundamente entristecido, que não conseguia mais ler ele próprio passagens de seu livro, mas alguém lia por ele, leitura acompanhada da execução de cânticos judaicos ao clarinete. Mas Wilkomirski não se preocupou só consigo mesmo. Ele queria ajudar outras pessoas. Juntamente com seu amigo Bernstein, apresentou em diversos congressos científicos um método terapêutico próprio. Através da combinação entre Psicoterapia e Ciência Histórica, esse método se propõe a despertar a memória da primeira infância, e com isso ajudar a todas aquelas pessoas que têm dúvidas sobre suas origens a esclarecer sua identidade. A seguir, ele começou a incluir outras pessoas em sua biografia e em suas apresentações públicas. Em Israel foi achado seu pai. O retorno do filho pródigo ficou registrado em imagens no filme “A lista de Vanda”.9

Entre as muitas cartas que Wilkomirski recebeu, achava-se uma de uma tal de Laura Grabowski, de Los Angeles. Também ela sobreviveu a Auschwitz, com a idade de quatro anos, e só em meados de 1997 conseguiu reunir forças para juntar-se a um “Holocaust Child Survivors Group”. Wilkomirski a encontrou em um evento no dia da memória do Holocausto de 1998, na sinagoga de Beverly Hills. Wilkomirski tocou clarinete, Grabowski piano. No final do encontro, declarou à BBC que ele a reconheceu.10

Ainda antes de o livro de Wilkomirski ser editado, houve dúvidas sobre a veracidade do conteúdo. O jornal suíço Weltwoche encarregou o escritor judeu Daniel Ganzfried a fazer uma investigação. Ele leu o livro, considerou-o totalmente inverossímil, e em muito pouco tempo descobriu a identidade de Bruno Dössekker.11

Simultaneamente, foi desmascarada a identidade falsificada de Laura Grabowski, a qual desapareceu. Não se tratava de sua primeira falsificação. Em meados dos anos 1980, ela se apresentara como Laura Stratford, com um livro-revelação intitulado Satan’s underground, na época em que se discutia nos Estados Unidos sobre uma suposta onda de maus tratos a crianças e de cultos satânicos. 12 No livro, relata como ela, aos seis anos, na qualidade de filha adotiva, fora entregue, por sua mãe, durante meses, a estupradores e depois deixada com um grupo que se dedicava à pornografia infantil. Ali, ela ficara presa durante semanas numa caixa juntamente com cadáveres de crianças, até que se declarasse disposta a participar do sacrifício ritual de crianças. Ela gerou três filhos, que foram assassinados diante dela durante a produção de filmes e em cerimônias rituais. Seu livro com essas histórias de horrores teve 140.000 exemplares vendidos nos Estados Unidos, e a nação chorava juntamente com ela em igrejas e na televisão. Quando as dúvidas sobre sua história começaram a aumentar, ela desapareceu, para reaparecer alguns anos depois, como sobrevivente do Holocausto. Seu verdadeiro nome é Lauren Willson.



7 WILKOMIRSKI, Binjamin. Bruchstücke: aus einer Kindheit, 1939-1948. Frankfurt:
Suhkamp, 1995, p. 9 e seg.

8 Ibid., p. 80 e seg.
9 “Reshimot Vanda”, de Vered Berman, Estado de Israel, 1995.
10 “Child of the death camps: truth & lies” (BBC-TV, 1999).
11 GANZFRIED, Daniel. Die geliehene Holocaust-Biographie. Die Weltwoche, n. 35, de
27 de agosto de 1998.
12 PASSANTINO, Bob & GRETCHEN; Trott, Jon. Lauren Stratford: from satanic ritual
abuse to Jewish Holocaust survivor. Cornstone, vol. 28, n. 117, 1999.



(Continua)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada (I)



A Síndrome de Wilkomirski: História Falsificada


por
WOLFGANG HEUER*



[Texto retirado de: Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, Edição Especial, n. 2, p. 35-47, 2006]




Resumo: A utilização da memória pela História nos remete à questão da confiabilidade, e, com isso, “ao voto de confiança” (Ricoeur) à testemunha. Em contraste com as formas usuais de tentar impedir ou impor a memória, o interesse público contemporâneo por depoimentos pessoais tem levado a muitos casos de falsificação da memória, entre os quais o mais famoso é a história de “Wilkomirski”. O presente artigo se dedica às formas atuais de autovitimização, procura entender por que a maioria dos historiadores falhou em reconhecer a falsificação, por que mentir traz mais vantagens do que dizer a verdade, e qual a função do julgamento crítico como pré-requisito para a confiabilidade.


Falsificações constituem um problema antiqüíssimo na História. Como escreveu Paul Ricoeur em sua conferência sobre “L’écriture de l’histoire et la représentation du passé”,1 há três razões possíveis para essas falsificações: primeiro, elas servem para impedir a memória; segundo, elas servem para manipular a memória; e, terceiro, elas servem para impor a memória.

Mas deve-se distinguir claramente entre duas coisas: lembrança e memória, por um lado, e História e representação histórica, por outro. No primeiro caso, na lembrança, trata-se de um processo individual, que também pode assumir uma dimensão psicossocial; no segundo caso – o da representação histórica –, trata-se de um processo mais distanciado e, ao mesmo tempo, mais político. Ricoeur volta sua atenção em especial para o primeiro processo – sem excluir o segundo.
Para exemplificar uma situação de impedimento da memória, ele chama a atenção para a tentativa de exclusão da memória descrita por Freud. Para mostrar a manipulação de memória, ele cita o direcionamento do relato individual através de omissões e de silêncios. E, finalmente, a imposição da memória ele enxerga no círculo familiar, onde a geração mais velha, através de seu relato sobre o passado, prescreve à geração mais nova a interpretação a ser dada à História. De fato, encontramos esses três tipos de falsificação também no plano da escrita da História ou da representação política: o silêncio sobre, ou a negação de um acontecimento; uma escrita da História guiada por interesses e, com isso, manipulada; e, finalmente, a representação oficial da história nacional. Essas falsificações na memória e na escrita da História não seriam tão freqüentes se o processo de compreender os acontecimentos não estivesse tão estreitamente vinculado a fenômenos da lembrança. Para Ricoeur, uma fenomenologia da lembrança se compõe da presença da memória, da mnêmê, e da busca pela memória, da representação ou anamnêsis.

A presença da memória, que é ao mesmo tempo imagem e reprodução da imagem, e a rememoração, que muitas vezes consiste num penoso buscar-nalembrança, oferece, estruturalmente, todas as possibilidades para modificações e para falsificações. Pois nem a memória nem a rememoração oferecem qualquer outra coisa que quadros imaginados. Como, neste caso, sempre é possível que ocorram enganos decorrentes da diferença entre realidade e sua reprodução, a tentação de produzir ilusões e de auto-iludir-se é igualmente grande.

Essa falta de nitidez estrutural não representa apenas um desafio para a pretendida exatidão da memória e das representações históricas, mas também uma tentação de se transitar dos fatos para a ficção. É por isso que urge responder àquilo que Ricoeur chama de “voto de confiança”: “Se a memória é um quadro imaginado, como não confundi-la com a fantasia, com a ficção ou com a alucinação? Assim, no início de um empreendimento que pretende levar da lembrança para a História está um ato de confiança em uma experiência que se pode entender como uma experiência primordial nesse campo, isso é, a experiência do reconhecer”.2

A partir deste ponto, gostaria de me dedicar a um fenômeno específico, qual seja o de um relato de vida conscientemente falsificado. Ele se apresenta como uma vivência autêntica e reivindica o
status de fonte histórica, que está na base de toda a escrita da História. No centro está o relato Fragmentos, de Binjamin Wilkomirski.
O sucesso dessa história inverídica nos remete às seguintes perguntas:
  • Por que a maioria dos historiadores falhou na sua avaliação?
  • Qual o papel exercido pelo contexto intelectual e cultural para o sucesso desse relato?
  • Qual a vantagem que a mentira tem sobre a verdade?
  • E, que papel exerce o voto de confiança, proposto por Ricoeur?

Histórias inverídicas

Nos últimos anos uma série de histórias de vida falsificadas apareceu no mercado. Assim, durante dois anos, podia ler-se na Internet o diário da teenager Kaycee Nicole, que relatava sua luta contra o câncer, até que morresse, em 2001. Milhares de leitores acompanhavam sua luta pela sobrevivência, mandavam-lhe cartas e presentes, lhe telefonavam e mobilizavam uma parcela crescente da opinião pública, até que, depois de sua suposta morte, uma investigação mostrou que Kaycee Nicole nunca havia existido. Ela fora uma invenção de uma dona de casa no Kansas.3

Em 1980, a jornalista americana Janet Cooke publicou no Washington Post a comovente história de um menino de oito anos, viciado em heroína. Marion Barry, o prefeito de Washington D. C. ficou tão comovido que mandou procurar o menino – mas, em vão. Apesar das dúvidas crescentes sobre a autenticidade da história, Janet Cooke recebeu o cobiçado Prêmio Pulitzer, que ela teve de devolver pouco tempo depois. Dez anos mais tarde, porém, os direitos de filmagem dessa história foram vendidos por 1,5 milhões de dólares americanos.4

Na Austrália, a autobiografia My own sweet time, da aborígine Wanda Koolmatrie despertou grande curiosidade, em 1995, tendo recebido um prêmio literário nacional para mulheres estreantes na literatura. Dois anos depois, descobriu-se que o livro não fora escrito
por uma mulher, mas sim por um homem – que não era aborígine, mas sim branco. Na mesma semana foi desmascarada mais uma falsificação, na qual apenas os papéis sexuais estavam invertidos: o festejado pintor aborígine “Eddie Burrup” revelou-se uma mulher irlandesa de 82 anos.5

No ano 2000, Paul Parks, de Boston, um negro defensor dos direitos humanos, já aposentado, recebeu o prêmio Raoul Wallenberg, da organização judaica B’nai B’rith, de Berlim, por seu destacado empenho humanitário. Ele e outros veteranos das forças armadas aliadas receberam esse prêmio por terem participado da libertação de campos de concentração, ao final da Segunda Guerra Mundial. Paul Parks esteve no primeiro tanque que entrou no campo de concentração de Dachau, perto de Munique. No filme The last days, de Steven Spielberg, premiado com um Oscar, Paul Parks relata sua história. Ela, porém, foi contestada por outros veteranos norte-americanos. Descobriu-se que durante a libertação de Dachau Paul Parks nem se encontrava na Alemanha, e sim numa base americana na Inglaterra. Parks contava sua história desde 1978, aparecendo, desde 1987, como cobiçado conferencista entre grupos judaicos e sobreviventes do Holocausto, tendo sido feito patrono do “New England Holocaust Memorial”, em Boston. Ele
foi um dos poucos defensores negros de direitos humanos que se interessou pela história judaica, e assumiu funções de mediador entre a população negra e a branca, na cidade de Boston, quando esta foi agitada por conflitos raciais.

Em 2005, foi noticiado que o presidente da Agrupación Amical Mauthausen, que congrega sobreviventes de campos de concentração, Enric Marcó, nunca esteve preso em qualquer campo de concentração. Durante 30 anos, o cidadão, que entrementes tem 84, viajou pelo mundo relatando as barbáries a que foi submetido no campo de concentração alemão de Flossenbürg. Na última vez, se apresentou no parlamento espanhol, por ocasião da rememoração dos 60 anos de libertação de Auschwitz. Marcó não foi preso em 1943 pela GESTAPO, na França, como membro da resistência francesa e deportado para o campo de concentração, como afirmara.
De fato, ele se apresentara, em 1941, como voluntário para ir à Alemanha, quando Franco, a pedido de Hitler, enviou trabalhadores especializados para a indústria bélica alemã. Marcó trabalhou até 1943 num estaleiro em Kiel, e depois regressou à Espanha.6

* Cientista político na Universidade Livre de Berlim; publicou trabalhos sobre Hannah
Arendt, sobre coragem cívica, sobre debilidades da democracia, entre outros; professor-
visitante em universidades brasileiras. E.mail: wolfgang.heuer@gmx.de.
A tradução do texto é de René E. Gertz.
1 RICOEUR, Paul. L’écriture de l’histoire et la représentation du passé. Annales, ano
55, n. 4, jul.-ago. 2000, p. 731-748.
2 RICOEUR, loc. cit., p. 723.
3 The short life of Kaycee. The Guardian, 28 de maio de 2001.
4 The story. Washington Post, 19 de abril de 1981, p. A12-A15. E: “Whatever happened
to ... – former Washington Post reporter Janet Cooke sold movie rights to the fictitious
story – of an 8-year-old heroin addict named ‘Jimmy’ for $1.5 million” (John Elvin –
Insight on the news, 24 de abril de 2000).
5 Another acclaimed “aboriginal” artist turns out to be white (Peter James Spielmann –
South Cost Today –
www.southcoasttoday.com/daily/03-97/03-17-97/b06ae053.htm).
6 “El presidente de las víctimas españolas em Mauthausen confiesa que nunca fue
preso de los nazis” (El Mundo, 11 de maio de 2005).

(continua)

Sobre Benjamin Wilkomirski podem ficar a saber mais aqui.

As Mentiras do Caça-Nazis (V)








(Continuação)






5 - A CAMINHO DE MAUTHAUSEN


VO - Percorreu os 315 quilómetros entre Gross-Rosen e Mauthausen, perto de Linz, na Áustria, com o pé gangrenado e sem sapatos. Só um pedaço de tecido a proteger a pele e o pau de vassoura a servir de bengala. Morreram 1200 prisioneiros pelo caminho. Ele não.


NV - "Com uma infecção tão grande, teria sido uma grande sorte sobreviver", questiona Walters. O autor duvida da gravidade do ferimento. O caça-nazis garante que chegou a Mauthausen em Fevereiro de 1945, depois de ter sido dado como morto e transportado no meio de corpos. Outros presos descobriram-no com vida e levaram-no para a enfermaria dos moribundos. Terá ficado internado até Maio, data da libertação. Por essa altura a gangrena tinha-se espalhado até ao joelho, contou. Comia apenas uma fatia de pão e uma salsicha por dia e pesava 45 quilos. Garantia ter conseguido andar quando os americanos entraram no campo. "Para ele se poder levantar, a perna teria de estar curada: ou porque tinha tomado antibiótico ou porque lha tinham amputado. Sabemos que ele não perdeu a perna. E era altamente improvável que os nazis dessem esse tipo de remédio a um judeu", concluiu Walters.


COMENTÁRIO: Primeiro mentira: a ser verdade a natureza daquele ferimento, aliado à má nutrição, jamais lhe permitiria tais movimentos. Segunda mentira: depois de lermos aqui como era a vida em Mauthausen, existir uma enfermaria para tratar dele e medicá-lo é, no mínimo, surreal.

Resta-nos rir. E muito. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

terça-feira, 18 de agosto de 2009

David Irving e os “Campos da Ação Reinhardt” (Final)



Um aviso a David Irving

Eu não sei quando será lançado o livro de David Irving sobre Heinrich Himmler, anunciado há muito tempo, mas eu temo já saber a tese central deste livro: sim, o Holocausto aconteceu, milhões de judeus foram de fato assassinados, porém, somente uma pequena parcela foi gaseada em Auschwitz. 2,4 milhões de judeus foram mortos de forma desconhecida em Belzec, Sobibor e Treblinka; entre um e dois milhões foram fuzilados na Rússia ou assassinados em carros de gás. Por este crime, Adolf Hitler não tem qualquer responsabilidade. Tudo isso foi ordenado e organizado pelo Reichsführer SS Heinrich Himmler, que de alguma forma conseguiu levar a cabo tal gigantesco massacre sem o conhecimento de seu Führer.

Como Heinrich Himmler é pouco admirado, mesmo entre reconhecidos nacional-socialistas, Irving parece tê-lo escolhido como perfeito bode-espiatório. Eu aviso Irving que tais afirmações somente terão o efeito de arruinar o que ainda resta de sua credibilidade. Todavia, muito pior é que elas significarão uma vergonhosa difamação. Heinrich Himmler pode ter bastante culpa em sua consciência, mas ninguém, nem mesmo David Irving tem o direito de lhe acusar do planejamento e execução de tal monstruoso abate que foi certamente impossível dele ter planejado e executado, pois ele simplesmente não aconteceu.

Um conselho para David Irving

Como outros brilhantes homens antes dele, David Irving levou um tremendo tombo, porém, quem caiu pode se levantar. Eu aconselho David Irving a se lembrar de uma antiga sabedoria popular: fatos são tiranos, eles não perdoam qualquer contradição. Tomara que David Irving consiga ter a coragem de considerar os fatos, e com isso chegue às inevitáveis conclusões. Não há simplesmente para ele qualquer outro caminho para salvar sua honra e reconquistar sua credibilidade.

Maio de 2009.

[1] David Irving, Hitler’s War, Wiking Press, New York 1977, S. 393.
[2] Robert Faurisson, “A Challenge to David Irving”, Journal of Historial Review, Volume 5, 1984.
[3] Fred Leuchter, An Engineering Report on the alleged “Gas Chambers” at Auschwitz, Birkenau and Majdanek, Poland, Samisdat Publishers, Toronto 1988.
[4] Deborah Lipstadt, Denying the Holocaust, Free Speech Press, New York 1994.
[5] Bundesarchiv Koblenz, R. 58/871.
[6] Ingrid Weckert, “’Massentötungen’ oder Desinformation?”, Historische Tatsachen, Nr. 24, Verlag für Volkstum und Zeitgeschichtsforschung, Vlotho 1985. Ingrid Weckert, „Die Gaswagen“, in: Ernst Gauss (editor), Grundlagen zur Zeitgeschichte, Grabert Verlag, Tübringen 1994.
[7] Pierre Marais, Les camions à gaz en question, Polémiques, Paris 1994.
[8] England and Wales High Court (Queen’s Bench Division), Decision David Irving v. Penguin Books Limited, Deborah E. Lipstadt, 7.11.
[9] Ebenda, 13.71.
[10] Castle Hill Publishers, Hastings 2004.
[11] http://www.fpp.co.uk/
[12] Carlo Mattogno, Jürgen Graf, Treblinka – Extermination camp or transit camp? Thesis and Dissertations Press, Chicago 2004.
[13] Raul Hilberg, Sonderzüge nach Auschwitz, Dumjahn Verlag, Mainz 1981, S. 177.
[14] Ebenda, S. 181.
[15] NO-5194.
[16] Peter Witte, Stephen Tyas, “A New Document on the Deportation and Murder of the Jews during ‘Einsatz Reinhardt’ 1942”, in: Holocaust and Genocide Studies, no. 3, Winter 2001, S. 469 f.
[17] Michael Treguenza,”Das vergessene Lager des Holocaust”, in: I. Wojak, P. Hayes (eds), „Arisierung“ im Nationalsozialismus, Volksgemeinschaft, Raub und Gedächtnis, Campus Verlag, Frankfurt/Main, New York 2000, S. 253.
[18] Raul Hilberg, Die Vernichtung der europäischen Juden, Fischer Taschenbuch Verlag, Frankfurt a. M. 1997, S. 946.
[19] In: Germar Rudolf (Ed.), Dissecting the Holocaust, Theses and Dissertations Press, Chicago 2003.
[20] S. Romanov, “Why the diesel issue is irrelevant”. www.holocaustcontroversies.blogspot.com
[21] Thomas Dalton, Debating the Holocaust, Theses and Dissertations Press, Chicago 2003, S. 110, 111.
[22] Friedrich Berg, “The Diesel Gas Chambers – Myth within the Myth”, Journal of Historical Review, Volume 5, 1984.
[23] David Irving, “On History and Historiography”, Journal of Historical Review, Volume 5, 1984.
[24] Jan Karski, Story of a Secret State, Houghton Mifflin Company, Boston 1944.
[25] Carlo, Mattogno, Belzec…, a.a.O., S. 13.
[26] Stefan Szende, Der letzte Jude aus Polen, Europa Verlag, Zürich 1945, S. 290 ff.
[27] URSS-93, S. 41 ff.
[28] N. Blumental (ed.), Dokumenty i materialy, vol. I, Lodz 1946, S. 211.
[29] Yuri Suhl, Ed essi si ribellarono. Storia della resistenza ebraica contro il nazismo, Mailand 1969, S. 31.
[30] K. Marczweska, W. Wazniewski, “Treblinka w swietle Akt Delegatury Rzadu RP na Kraji”, in: Biuletyn Glownej Komisji Badania Zbrodni Hitlerowskich w Polsce, Band XIX, Warsaw 1968, S. 136 f.
[31] Ebenda, S. 138 f.
[32] Ebenda, S. 139-145.
[33] Staatliches Archiv der Russischen Föderation, Moskau, 7021-115-9, S. 108.
[34] Wassili Grossman, Die Hölle von Treblinka, Verlag für fremdsprachliche Literatur, Moskau 1946.
[35] PS-3311.
[36] André Chelain (Ed.), Faut-il fusiller Henri Roques?, Polémiques, Paris 1986.
[37] Yitzhak Arad, Belzec, Sobibor, Treblinka. The Aktion Reinhard Death Camps, IndianaUniversity Press, Bloomington and Indianapolis 1987, S 334, 335.
[38] Carlo Mattogno, Jürgen Graf, Treblinka – Extermination Camp or Transit Camp?, Kapitel 4.
[39] Stanislaw Wojtczak, “Karny oboz pracy Treblinka I i osrodek zaglady Treblinka II”, in: Biuletyn Glowney Komisji Badania Zbrodni Hitlerowskich w Polsce, Warsaw 1975, Band XXVI, S. 183-185.
[40] A. Kola, Belzec: The Nazi Camp for Jews in the light of archeological sources: Excavations 1997-1999, The Concil for the Protection of Memory and Martyrdom, United States Holocaust Museum, Warsaw and Washington 2000.
[41] Ebenda, S. 65 f.
[42] Zentrale Stelle der Landesjustizverwaltungen, Ludwigsburg252/59, vol. I, S. 1227.
[43] Carlo Mattogno, Belzec…, S. 108.
[44] http://www.codoh.com/newrevoices/nrtksgwl.html
[45] Jozef Kermisz, Dokumenty i materialy do dziejow okupacji niemieckiej w Polsce, vol. II: “Akce” i “Wysiedlenia”, Warsaw-Lodz-Krakow 1946, S. 32 f.
[46] Ablichtung des Dokuments bei Tovi Blatt, Sobibor. The forgotten revolt, H. E. P., Issaquah 1998, Dokumentation ohne Seitenangabe.
[47] Staatliches Archiv der Russischen Föderation, Moskau, 7445-2-145, S. 80.
[48] Hoover Institute Library and Archives, Stanford, “Report on conditions in Poland”, Annex No. 7, Box 29.
[49] K. Marczewska, W. Wazniewski, „Treblinka w swietle akt Delegatury...“, S. 137.
[50] Z. Leszczynska, „Transporty wiezniow do obozu na Majdanku“, Zeszyty Majdanka, IV, 1969, S. 189.
[51] Tatiana Berenstein, Adam Rutkowski, „Zydzi w obozie koncentracijnym Majdanek (1941-1944)“, Biuletyn Zydowskiego Instytutu Historycznego w Polsce, no. 58, 1966, S. 16.
[52] Samuel Zylbersztain, „Pamietnik wieznia dziesieciu obozow“, Biuletyn Zydowskiego Instytutu Historycznego w Polsce, no. 68, 1968.
[53] Julius Schelvis, Vernichtungslager Sobibor, Metropol Verlag, Berlin 1998.
[54] Carlo Mattogno, Jürgen Graf, Treblinka…, S. 259-288.
[55] Terezinska Pametni Kniha, Terezinska Iniciativa, Melantrich 1995, S. 393.
[56] Raul Hilberg, Die Vernichtung der europäischen Juden, Fischer Taschenbuch Verlag, Frankfurt a. M. 1997, p. 946.

As Bombas Nucleares Foram o Fim da Guerra?


O mundo já conhece perfeitamente a história das duas bombas atómicas lançadas pelos EUA sobre Hiroshima na segunda-feira do dia 6 de Agosto de 1945 (“Little Boy”) e sobre Nagasaki na quinta-feira, dia 9 do mesmo mês (“Fat Man”).

“O lançamento das bombas serviu para colocar um ponto final na guerra", disse o Presidente Harry Truman.

Podem ter feito terminar a guerra, mas não fizeram cessar os bombardeamentos sobre o Japão.

No dia 14 de agosto de 1945, depois de duas bombas atómicas terem sido lançadas sobre o Japão e depois do Imperador Hirohito ter aceite a rendição porque “o inimigo possui agora uma nova e terrível arma com o poder de destruir muitas vidas inocentes e causar danos incalculáveis", o General Henry Harley “Hap” Arnold, unicamente para fazer aumentar o seu já inflamado ego (foi nomeado general de quatro estrelas em 1944), desenvolveu uma acção de terror nunca antes vista e completamente desnecessária dos céus sobre o Japão. (...)

Porque é que os ataques de 11 de Setembro contra a América são considerados "actos de terrorismo", mas um 'raid' com mais de 1000 aviões que bombardeou Tóquio, depois do lançamento de duas bombas atómicas, já não?

Com Pearl Harbor ou sem Pearl Harbor, o bombardeamento de Tóquio, no dia 14 de Agosto de 1945, foi um acto miserável e desprezível – pior que o bombardeamento de Tóquio, pior que o de Hiroshima e pior do que Nagasaki – porque foi completamente desnecessário. [leia a notícia na íntegra]

domingo, 16 de agosto de 2009

Conselhos de Verão do IHR


Innocent at Dachau, de Joseph Halow - 337 páginas $5.95



The Cole-Piper Auschwitz Video: David Cole Entravista o Dr. Franciszek Piper - DVD video disc. 61 mins. $15.95



Pearl Harbor: The Story of the Secret War, de George Morgenstern - 435 páginas $8.95




The Life and Death of the Luftwaffe, de Werner Baumbach - 220 páginas $5.95



Hitler's Place in History - David Irving and Mark Weber - DVD video disc. 135 mins. $15.95



Guilt By Association, de Jeff Gates - 312 páginas $27.99

sábado, 15 de agosto de 2009

David Irving e os “Campos da Ação Reinhardt” (XIII)


(continuação)


Uma vez “Negador do Holocausto”, sempre “Negador do Holocausto”!


David Irving é um homem muito inteligente, mas infelizmente, entretanto, ele é totalmente imoral. Para ele, a verdade é uma moeda de troca. Ele está disposto a falar o que for possível, se achar que irá servir à sua carreira.

Irving sente saudades dos bons tempos quando ele ainda era convidado para debates televisivos, quando seus livros caiam nas graças de louváveis resenhas e vendiam bem. Ele gostaria que esse tempo voltasse. Por outro lado ele sabe naturalmente que a sociedade ocidental se encontra sob forte domínio judaico e que ele, David Irving, permanecerá um pária enquanto os judeus o difamarem como “Negador do Holocausto”. Por isso ele tenta, de forma hesitante, se desfazer deste rótulo. Como lhe falta paciência para aguardar a derrocada do domínio judaico (que ele não sabe se vai ocorrer ou não, em sua época), ele oferece aos judeus uma vaca de troca.

Seu único problema é Auschwitz. Ele nunca colocou em dúvida outro aspecto da história do “Holocausto”. Ele sempre afirmou que os alemães fuzilaram na frente oriental um número monstruoso de judeus (no capítulo oito de Treblinka – Campo de Extermínio ou Campo de Passagem?, ele poderia encontrar provas incontestáveis de que os relatos dos Grupos de Ação – Einsatzgruppen – que comprovam aparentemente esta barbárie surrealista e que Irving aceita como prova sem questionamentos, são muito suspeitas, pois primeiramente elas são refutadas através de outros documentos e segundo, não são confirmadas por provas técnicas). Ele nunca duvidou do (alegado) assassinato nos Campos Reinhardt, assim como em Majdanek. Ele reconheceu textualmente a existência dos carros de gás (Gaswagen), que teriam funcionado alegadamente em Chelmo e em outras áreas ocupadas pelos soviéticos. Por outro lado, ele já defendeu tantas vezes o ponto de vista dos revisionistas sobre Auschwitz, que seu orgulho o proíbe de recuar lentamente deste ponto; ele está disposto, em todo caso, a considerar que em Auschwitz houve gaseamento em situações restritas.

Segundo Raul Hilberg, um milhão de judeus encontraram a morte em Auschwitz. [56] Como o número de judeus que morreram de morte natural em Auschwitz (isto é, de doenças, fadiga etc), é impossível ser maior que 100.000, isso significaria que cerca de 900.000 judeus foram assassinados nas “câmaras de gás de Auschwitz” . O que Irving faz então? Ele afirma que nos Campos Reinhardt Belzec, Sobibor e Treblinka não foram assassinados como Hilberg afirma, 1,5 milhões, mas sim 2,4 milhões de judeus, e oferece aos judeus uma suficiente compensação para as 900.000 vítimas das câmaras de gás de Auschwitz, que ele lhes roubou.

Mas Irving fez a conta sem o taberneiro. É claro que ele não está em condição de entender o raciocínio de seus desafetos. Através do questionamento das câmaras de gás de Auschwitz, ele cometeu do ponto de vista judaico a pior das profanações, pois Auschwitz é o coração da história do “Holocausto”, mesmo quando segundo Hilberg menos do que um quinto das “vítimas do Holocausto” tenham encontrado a morte neste campo. Os judeus nunca irão perdoar David Irving por este sacrilégio. Mesmo se ele afirmasse subitamente que os alemães tivessem gaseado em Majdanek um milhão, em Chelmo dois milhões, em Sobibor três milhões, em Belzec cinco milhões e em Treblinka dez milhões de judeus, e na frente oriental fuzilados outros vinte milhões de judeus, isso não lhe seria de forma alguma a redenção; os judeus e seus guardinhas iriam ainda intitulá-lo como negador do “Holocausto”. Esta etiqueta estará junto a Irving enquanto os judeus dominarem sobre os países do Ocidente.


(continua)

As Mentiras do Caça-Nazis (IV)





(Continuação)



4 - A PEDRA, O PÉ E A GANGRENA


VO - Todos os dias saiam descalços para trabalhar na pedreira do campo de concentração de Gross-Rosen, perto de Wroclaw. Mas a cada jornada, o grupo de 100 homens perdia um elemento. Simon Wiesenthal sabia que a sua hora tinha chegado. Pressentiu um guarda atrás das costas e virou-se. "Ia esmagar a minha cabeça com uma pedra. Virei-me de novo. Surpreendido, deixou cair o calhau. Desfez-me um dedo do pé. Gritei", relatou. Valeu-lhe que havia uma inspecção da Cruz Vermelha ao campo, nesse dia. De outra forma não teria sido levado para o posto de primeiros socorros e nem lhe teriam amputado o dedo a sangue frio enquanto dois homens o agarravam. As dores pioraram nas 24 horas seguintes. Um médico teve de lhe drenar uma bolha de pus na sola do pé. "A gangrena espalhou-se por toda a sola", disse.


NV - Mais uma vez a palavra de Wiesenthal contra a de mais ninguém. Não há qualquer outro relato, do próprio ou de outra fonte, que permita confirmar a história. E há mais pormenores que levantam dúvidas a Walters: "Se houvesse mesmo uma inspecção da Cruz Vermelha a Gross-Rosen, as SS teriam suspendido temporariamente as execuções." Além disso, nessa altura, a ONG nem sequer podia entrar nos campos. Quanto aos factos médicos relatados, "não são, de todo, plausíveis".


COMENTÁRIO: Parece que, para este caso, nenhum delegado da Cruz Vermelha teve a coragem de vir a público desmascarar a palhaçada e o embuste deste guru do Holoconto! Mas bastou consultar os registos da mesma para perceber que não existiu qualquer inspecção! Portanto, este episódio É MAIS UMA MENTIRA!

Além disso, mais uma vez, temos "testemunhos" sem provas. Um hábito na literatura dos "sobreviventes".

Resta-nos rir. E muito!... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs


(Continua)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Donald Rumsfeld e a Tamiflu


(Traduzido por Vinícius Morais Simões)


A subida das acções de Rumsfeld com o Tamiflu

Secretário de Defesa e ex-presidente de detentora de direitos sobre o tratamento da gripe vê o valor dos seus investimentos de portfólio crescer.

Nova Iorque (Fortune) – As previsões sobre a escalada de uma epidemia de gripe aviária podem estar assustando muitas pessoas ao redor do mundo, mas estão provando serem notícias muito boas para Donald Rumsfeld e outros investidores com ligações políticas na Gilead Sciences, a companhia de Biotecnologia sediada na Califórnia que detêm os direitos sobre o Tamiflu, o remédio sobre influenza que agora é o remédio para tratamento mais procurado do mundo.

Rumsfeld trabalhou como presidente da empresa de pesquisas médicas Gilead de 1997 até 2001 - período no qual começou a trabalhar para a administração Bush - e ainda detém ações sobre a Gilead que variam de 5 a 25 milhões de dólares, de acordo com a declaração de bens federal preenchida por Rumsfeld.

A declaração de bens não revelam o número exato de ações que Rumsfeld detém, mas nos últimos seis meses, o medo de uma pandemia e a conseqüente corrida pelo Tamiflu fizeram o valor das ações da Gilead subir de 35 para 47 dólares. Eventos esses que tornaram o Chefe do Pentágono, que já era um dos membros mais ricos do gabinete do Presidente George Bush, pelo menos 1 milhão de dólares mais rico.

Rumsfeld não é o único peso-pesado da política lucrando com a demanda pelo Tamiflu, que é fabricado e vendido pela gigante farmacêutica suíça Roche. (A Gilead recebe royalties da Roche equivalente a 10% das vendas). O antigo Secretário de Estado George Shultz, que também faz parte do corpo diretor da Gilead, já lucrou mais de 7 milhões com ações da empresa desde o começo de 2005.

“Não tenho conhecimento de nenhuma outra companhia de biotecnologia que tenha ligações políticas tão fortes”, diz o analista Andrew Macdonald da empresa Think Equity Partners de São Francisco.

Ainda há mais: o Governo Federal está se tornando um dos maiores fregueses do Tamiflu. Em Julho, o Pentágono solicitou mais de 58 milhões de dólares relativos ao tratamento das tropas norte-americanas ao redor do mundo, e o congresso está considerando uma aquisição multibilionária. A Roche têm expectativas para vendas em 2005 da ordem de 1 bilhão de dólares, comparadas aos 258 milhões relativos a 2004.

Rumsfeld se reservou a não tomar quaisquer decisões envolvendo essa empresa quando se tornou Secretário de Defesa em 2001. E no último mês, como observou um oficial sênior do Pentágono, Rumsfeld foi mais além propondo ao Pentágono elaborar instruções adicionais relativas ao que ele poderia ou não se envolver caso houvesse uma epidemia de gripe aviária à qual o Pentágono tivesse que responder.

À medida em que o assunto da gripe foi esquentando no começo do ano, de acordo com o oficial do Pentágono, Rumsfeld considerou se desfazer de todas as suas ações da Gilead e procurou o conselho do Departamento de Justiça, o SEC (Comissão de Valores Mobiliários) e o Escritório Federal de Ética no Governo.

Essas agências não ofereceram uma recomendação, portanto Rumsfeld consultou um advogado da área econômica que o aconselhou de que seria mais seguro manter as ações e tornar o seu afastamento público a vender as ações e correr o risco de ser acusado de vender informações privilegiadas, coisa que Rusmfeld acredita não possuir. Portanto, até o momento, Rumfesld mantém as suas ações.


Consulte também:

http://en.wikipedia.org/wiki/Gilead_Sciences#Product_portfolio

http://en.wikipedia.org/wiki/Donald_Rumsfeld#Business

http://www.gilead.com/product_chart

http://www.gstock.com/quote/gild.html


In a world without fences, who needs Gates?


Podem ler o original
aqui.

Fredrik Töben Vai Mesmo Para a Prisão


Um dia triste não só para a Austrália, mas também para todas as pessoas que por todo o mundo lutam pela liberdade de expressão e informação - Dr. Toben foi condenado a 3 meses de prisão efectiva.
No dia 13 de Agosto de 2009, pelas 10 horas da manhã, começou o recurso do Dr. Töben. Os numerosos argumentos foram apresentados por David Perkins, advogado de defesa. No fim da audição, os três juízes retiraram-se aproximadamente durante três quartos de hora. Após o seu regresso, leram a sentença, ou seja, que a apelação tinha sido rejeitada, ordenando que a sentença do Dr. Töben começasse imediatamente. Ele acompanhou pacificamente os dois polícias que chegaram vestidos de fato. Inicialmente irá para a prisão de Yatala, de onde se decidirá em que prisão será cumprida a sua sentença.

Leia mais sobre este assunto
aqui.

David Irving e os "Campos Aktion Reinhardt" (XII)



(continuação)



Os três Campos Reinhardt eram Campos de Passagem

Em 31 de julho de 1942, o Reichskomissar para a Bielo-Rússia, Wilhelm Kube, envia um telegrama ao Reichskomissar para os territórios ocupados do leste, Hinrich Lohse, onde ele protesta contra a deportação de 1.000 judeus do Gueto de Varsóvia para Minsk. [47] Como a deportação dos judeus do Gueto de Varsóvia iniciou oito dias antes e todos os pesquisadores são uníssonos que naquele exato momento todos os judeus deportados de Varsóvia foram para Treblinka, os 1.000 judeus mencionados por Kube tiveram que forçosamente ter passado por Treblinka até chegar a Minsk. Em 17 de agosto de 1942, o jornal clandestino polonês, Informacja Beizaca, reportou a 1 de agosto que 2.000 operários judeus foram deportados de Varsóvia até Smolensk. [48] Em 7 de setembro de 1942, o mesmo periódico informa que dois transportes com o total de 4.000 deportados chegaram de Varsóvia para trabalhos forçados nas importantes instalações em Brzesc e Malachowicze. [49]

Eu estou muito bem ciente que estas cifras representam uma pequena parcela dos judeus transportados para Treblinka e que os anti-revisionistas irão contra-argumentar que todos estes casos são “exceções”. Por outro lado, cada judeu que deixou com vida Treblinka ou algum outro dos dois Campos Reinhardt, confere um forte golpe contra a versão oficial, pois é afirmado que todos os judeus destes campos não foram registrados e foram gaseados independente de idade e estado de saúde. E quando os anti-revisionistas rotulam os casos mencionados como “exceções”, nós temos todo o direito em perguntar, quantas outras exceções ainda existem.

Um determinado número de judeus foi dos Campos Reinhardt para Majdanek ou Auschwitz. Como a historiadora polonesa Zofia Leszcznska, a qual pode-se com dificuldade lhe atribuir qualquer simpatia pró-revisionismo, declarou que em outubro de 1942, 1.700 judeus foram transferidos de Belzec para Majdanek. [50] O fato basta por completo para desferir um golpe mortal contra a versão oficial, onde menos de dez judeus sobreviveram em Belzec.

Em um artigo sobre “judeus em Majdanek”, os historiadores judeus Adam Rutkowski e Tatiana Berenstein escreveram:

“Alguns transportes de Varsóvia alcançaram Lublin via Treblinka, onde aconteceu uma seleção dos deportados”.

Para a historiografia oficial, esta frase é mortal! Em 30 de abril de 1942, um transporte com 350 judeus de Treblinka chegou a Majdanek. Um dos judeus atingidos aqui, Samuel Zylbersztain, escreveu depois um relatório sobre sua impressionante experiência. [52] Após o “Campo de Extermínio” Treblinka e o “Campo de Extermínio” Majdanek, ele sobreviveu ainda a oito “normais” Campos de Concentração. Ele é uma prova viva que os alemães não exterminaram seus prisioneiros judeus.

O autor do livro até então mais completo sobre Sobibor [53], o judeu holandês Julius Schelvis, esteve ele próprio internado em Sobibor. Naturalmente ele apresenta este campo como uma fábrica da morte, porém, sua descrição baseia-se somente e unicamente naquilo que ele escutou de alguém ou leu em algum lugar, pois Schelvis permaneceu apenas algumas horas em Sobibor. De lá ele foi para Lublin e de Lublin, posteriormente para Auschwitz, antes que ele finalmente retornasse para a Holanda. Schelvis não foi um caso único: pelo menos 700 outros judeus holandeses foram deportados de Sobibor para outros diferentes campos de trabalho; alguns deles retornaram para a Holanda via Auschwitz (um outro “Campo de Exgtermínio”!). [54]

Muito esclarecedor é o caso da judia tcheca nascida em setembro de 1874, Minna Grossova. Ela chegou a Treblinka em 19 de outubro de 1942, onde segundo a historiografia oficial, até mesmo os judeus aptos ao trabalho foram gaseados sem ser registrados. A senhora Grossova, de 69 anos, foi transferida, todavia, para Auschwitz, onde segundo a mitologia do “Holocausto”, os judeus inaptos ao trabalho foram imediatamente gaseados sem ser registrados. Mas por inúmeras vezes a senhora “Grossova” escapou das “câmaras de gás”; ela foi registrada regularmente e faleceu em 30 de dezembro de 1943 em Auschwitz. [55] Do ponto de vista da história ortodoxa do “Holocausto”, o destino desta mulher é totalmente inexplicável.

Que comparativamente poucos transportes dos Campos Reinhardt para outras localidades estejam documentadas, deixa-se explicar facilmente. Já em 1945, os vencedores da Segunda Guerra Mundial tinham decidido perpetuar a lenda do extermínio dos judeus e pode-se partir da suposição que inúmeros documentos, que contrariem a “verdade” oficial, tenham desaparecidos em algum arquivo ou foram “evacuados”. Poder-se-ia me acusar aqui de utilizar o mesmo truque dos defensores da versão oficial, que explicam a falta de prova documental para as câmaras de gás para assassinato de pessoas, com a alegação de que os alemães tinham destruído todas as provas. Porém, esta acusação não se sustenta, pois minha posição é bem fundamentada. Houvesse um único documento sobre os gaseamentos, então eu teria que me corrigir, que outro também poderia existir, mas não obstante, já são decorridos 64 anos e nunca apareceu tal documento. Por outro lado, existem sim diversos documentos para transportes a partir dos três Campos Reinhardt para outros lugares, e para cada um desses podem existir centenas de outros.


(continua)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Que Está Por Detrás de Gripe H1N1?


ATENÇÃO: ESTAMOS EM ESTADO DE PRÉ-GUERRA!

"Não existe nada no mundo moral que não seja alcançado, se empregarmos a vontade certa." - Wilhelm von Humbold

Grécia decreta vacinação compulsória contra gripe

Sob o infame slogan “Vacina contra gripe suína para todos”, o governo grego quer prosseguir com uma vacinação compulsória junto à população. Como anunciou o jornal grego Kathimerini, um plano de ação do governo deve ser executado em setembro, segundo o qual onze milhões de habitantes, incluindo milhares de emigrantes ilegais, devem ser vacinados.

O ministro da saúde Dimitris Avramopoulos anunciou a vacinação:

“Com o consentimento do Primeiro-Ministro foi decidido vacinar todos os cidadãos e habitantes deste país, sem excepção”.

Sem excepção significa nesse caso, todos, queira-se ou não!

Os órgãos públicos encomendaram 24 milhões de doses da vacina contra a gripe. Enquanto na Alemanha a vacina é, por assim dizer, “diluída” através de uma mistura para se obter mais vacinas, o governo grego pode imunizar duas vezes seus habitantes. Nisto também se percebe a tolice da induzida histeria.

Após a derrocada nos tribunais, talvez o governo grego esteja recebendo enorme pressão de grupos sinistros de interesse e aproveita para vacinar a população grega contra a doença do anti-semitismo - NR.

Ao menos brevemente esta notícia foi reportada na grande mídia alemã, mas não que se trate neste “modelo grego” de uma vacinação obrigatória. Claramente não se almeja com isso disseminar pânico entre os alemães. Em meu artigo “Vacinação em massa contra a gripe suína estão sendo preparadas”, eu demonstrei que não se toca no assunto da vacinação compulsória por aqui junto aos órgãos de saúde. Aliás, há dois meses atrás, isso também não era objeto de discussão na Grécia...

Caso haja um aumento da infecção com o vírus da gripe suína por aqui, em setembro, o governo federal poderia muito bem copiar o “modelo grego”; em todo caso tal hipótese não é excluída.

A Grécia quer agora vacinar todos trabalhadores, crianças, idosos e doentes. Todo habitante e cidadão será obrigado a preencher até um formulário para sua vacinação!

Imagine você levando seu filho para o postinho de saúde para que, contra sua vontade, eles sejam vacinados, e você tem ainda por cima que consentir, assim como assinar embaixo!

A imposição de medidas arbitrárias a todos nós, decididas por políticos incompetentes e motivados por uma mala repleta de dinheiro, parece ter se tornado o norte de nosso tempo. Se tal tática funcionou com o Holocausto judeu, onde centenas estão presos neste exato momento porque duvidaram da versão oficial, e a grande democrática mídia ocidental aceita em silêncio comprometedor que eles sejam condenados e encarcerados, então, no fundo, não temos que nos espantar com os atuais acontecimentos – NR.

E para por uma pá de cal em cima de tudo isso, o ministro da saúde da Grécia Avramopoulos declarou que a “mortalidade” no caso da gripe “é excepcionalmente baixa” e nós devemos “viver, como de costume, sem preocupação”. E apesar disso ele obriga todos os gregos a uma vacinação compulsória com vacinas cujos efeitos colaterais ainda não foram testados!

Os fatos: na Grécia adoeceram até agora, segundo dados oficiais, 740 pessoas por causa do vírus H1N1, o desenvolvimento da doença não tem nada de especial na maioria dos casos.

Michael Grandt, 12/08/2009.

Sobre este assunto, podem também ler
aqui e aqui excelentes apontamentos que vos vão, certamente, deliciar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Que Irão Fazer Agora Com Este Testemunho? (II)

No dia 8 de Julho de 2009, 80º aniversário do massacre de Hebron, o rabino Yisroel Dovid Weiss apresentou a história de outro rabino, Baruch Kapla, que era um estudante no Hebron Yeshiva [escola] quando o massacre ocorreu. O rabino Kaplan responsabiliza os Sionistas pela destruição da coexistência pacífica que existia entre os Árabes e os Judeus na Palestina, reivindicando que eles provocaram aquele massacre.




Leiam aqui uma tradução livre de uma transcrição de uma entrevista em Yiddish gravada há cerca de 20 anos pelo último rabino chamado Baruch Kaplan, que era director da escola feminina Beis Yaakov, em Brooklyn, e que era um estudante na yeshiva de Hebron (escola religiosa) em 1929, na altura do massacre de um número considerável de judeus por alguns árabes. O rabino Kaplan explica como é que os eventos se desenvolveram e como é que os maníacos arrogantes dos Sionista perpetraram os eventos provocando os Palestinianos.

A Censura no 'Correio da Manhã'



Existem por aí uns senhores que se riem sempre que aqui falamos de que não existe liberdade de expressão nem de informação, apesar de vivermos num "Estado democrático". Chamam-nos "doentes" quando o afirmamos. Dizem que nós é que somos os "radicais, extremistas, etc.", que adoramos as teorias da conspiração... e resto já conhecem.

Porém, exemplos não faltam e vou dar-vos mais um.

Após ter lido esta notícia no Correio da Manhã On-line, procurei colocar na caixa de comentários a seguinte frase:


"Será que vão também falar dos vários tipos de letra do Diário? Ou das páginas escritas com esferográfica - apenas inventada anos depois? Duvido..."


Escusado seria dizer que o comentário não foi publicado...

Mas terei eu sido "racista, xenófobo" ou terei "difamado" alguém?!!! - essas são as razões apresentadas para a não colocação dos comentários.

Claro que não. O problema sabemos nós todos qual é: Anne Frank e o seu famoso diário fazem parte da "indústria do Holocausto" e não pode ser questionados.

Só me resta agradecer ao CM pelo excelente trabalho de "caneta azul", a tal que, pensava eu, apenas era utilizada por cá no regime de Salazar.
A Democracia sempre no seu melhor. Como diria alguém, "podem falar e discutir tudo, desde que concordem comigo"...

O Que Irão Fazer Agora Com Este Testemunho?


Há muito tempo que é considerado o maior "desprezo desportivo" da história - quando Adolf Hitler saiu enfurecido do Estádio Olímpico de Berlim porque a Alemanha tinha sido humilhada por um homem negro. O momento ocorreu em 1936 e um incrível atleta americano chamado Jesse Owens tinha conquistado a primeira das suas quatro medalhas de ouro nos 100 metros. Hitler, que tinha cumprimentado, no dia anterior, todos os vencedores olímpicos alemães, saiu do estádio furioso porque os seus "super-homens Arianos" tinham sido vencidos por um seu suposto inferior racial.
E assim foi escrita a história.
Entretanto, Siegfried Mischner, de 83, afirma que Owens possuia uma fotografia na sua carteira em que Hitler lhe apertava a mão antes de sair do estádio.
Owens, que sentiu que os jornais do dia relatavam uma "injustiça" com a atitude de Hitler, tentou fazer, nos anos 60, com que Mischner e os seus colegas jornalistas mudassem a versão aceite pela história.

Mischner, que era um repórter naquela altura, reivindica que Owens mostrou-lhe a fotografia e disse-lhe: "Aquele foi dos meus momentos mais bonitos". Disse ainda: "Foi algo que aconteceu de forma oculta àquele momento de honra e, assim, foi não capturado pela imprensa mundial. Mas eu vi-a, eu vi a fotografia em que ele cumprimentava Hitler com um aperto de mão".

"A opinião predominante na Alemanha do após-guerra foi de que Hitler tinha ignorado Owens. Em consequência disso, decidimos não revelar a fotografia."

As reivindicadões de Mischner não podem ser verificas porque todas testemunhas, incluindo Owens, estão mortas. [leia a notícia na íntegra]


O que o Revisionismo em Linha agora questiona é o seguinte: se os revisionistas são acusados de desvalorizarem todas os testemunhos do Holocausto, também seria interessante saber a opinião dos crentes afirmacionistas sobre este testemunho em particular...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

As Mentiras do Caça-Nazis (III)




(Continuação)


3 - ESCAPAR À MORTE E AO CAMPO DE JANOWSKA

VO - Hitler fazia 54 anos e o dia 20 de Abril de 1943 ia ser comemorado com o assassínio de dezenas de Judeus no campo de concentração de Janowska, perto de Lvov. As SS levaram Wiesenthal e outros presos para junto de uma vala comum onde já havia corpos. Obrigaram-nos a despir-se e a atravessar um corredor de arame farpado. O tiroteio começou. Um apito interrompeu as espingardas e ouviu-se um grito: "Wiensenthal!" Foi salvo no limite. Valeu-lhe a amizade de Adolf Kohlrautz, o militar das SS com quem trabalhava na oficina de pintura. O oficial alegou que ele era essencial para pintar um cartaz com uma cruz suástica e a frase "Obrigado, Fuhrer". Conseguiu. Em Outubro desse ano, Kohlrautz avisou-o que o campo ia fechar e os seus prisioneiros seriam exterminados. Deu-lhe um salvo-conduto para ir a uma loja na cidade com outros prisioneiros e um guarda. Fugiram pelas traseiras.

NV - O episódio é empolgante. Mas não há nada que o confirme nem que o desminta. E, mais uma vez, as datas são contraditórias. Wiesenthal disse uma vez que Kohlrautz tinha morrido em 1945 a defender Berlim. Mais tarde garantiu a um biógrafo que o oficial fora uma das baixas das forças do III Reich na frente russa, em 1944. Dez anos depois, num juramento sobre as perseguições que sofreu, não fez qualquer menção a esta história. Nunca disse que o alemão o tinha salvo, nem mesmo no testemunho que deu aos americanos em 1945.


COMENTÁRIO: O episódio não é apenas empolgante. É absolutamente delirante e óptimo para ser adoptado como argumento para um filme de comédia tal não é a PALHAÇADA! (Não encontrei outro adjectivo...). A contradição atinge o limite com o esquecimento total de quem, supostamente, o salvou da morte. Mais palavras para quê? Resta-nos apenas rir. E muito! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs



(continua)

domingo, 9 de agosto de 2009

As Mentiras do Caça-Nazis (II)




(continuação)



2) A FUGA DE LVOV


VO - Foi preso com um grupo de 40 judeus às 16h de 6 de Julho de 1941 e levado para a cadeia de Lvov. Os soldados só não o fuzilaram porque os sinos tocaram a chamar para a missa. Mais tarde aconselharam-no a fingir-se de espião russo. Perdeu dois dentes no interrogatório, mas fugiu da prisão.


NV - "Cada vez que ele é tão preciso é sinal que está a mentir", escreve Walters. O problema está sobretudo na data. Logo depois da guerra, Wiesenthal disse ter sido preso a 13 de Julho e não a 6. De acordo com este relato, subornou alguém para fugir. A mudança de dia não terá sido inocente. É que, em Lvov, os pogroms (limpezas étnicas) foram interrompidos no início de Julho de 1941 e não recomeçaram antes de 25 desse mês. Ou seja, a primeira data fornecida pelo caça-nazis não encaixa neste intervalo e não podia ser verdadeira.


COMENTÁRIO: A frase "cada vez que ele é tão preciso é sinal que está a mentir" ilustra bem a natureza das "histórias" de Simon Wiesenthal. Não há nada mais para comentar. Apenas rir. rsrsrsrsrsrsrs

Hiroshima e Nagasaki

Infelizmente, não foi possível no Revisionismo em Linha relembrar mais cedo esta tragédia. Apesar de atrasado, fica o registo deste "OUTRO HOLOCAUSTO" que, por ter sido praticado "pelos bons", já não merece referência noutros blogues que se afirmam defensores "da memória dos que sofreram nesta guerra".

Talvez denunciar estes e outros crimes desses "bons" seja algo considerado como um "perspectivismo relativista, verbalismo vazio ou demagogia pseudocientífica".



Podem ler mais sobre este assunto aqui, aqui e também aqui.