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sábado, 11 de dezembro de 2010

Idade Média - Mais Um Exemplo de Condenação Sem Investigação


Parece que afinal os Britânicos da Idade Média teriam mais riqueza do que os países considerados pobres nos tempos modernos. A notícia é avançada pelos economistas da Universidade de Warwick.

Esta notícia é curiosa porque a ideia pré-concebida que possuímos da Idade Média é que que esta foi um período "obscuro", um período "das trevas".
Estes estigmas perduraram por bastante tempo. Porém, graças ao trabalho de vários historiadores, especialmente a partir do século XX, hoje podemos abordar a Idade Média com uma perspectiva mais interessante. Por exemplo, foi nessa época que boa parte da filosofia, como a de Aristóteles, foi encontrada e recuperada; é na Idade Média onde estão as raízes de nossa ciência, quando o homem começou a pensar de forma mais metódica; lá foram construídas as grandes catedrais e no medievo nasceram as grandes cidades européias, suas universidades; há a Cavalaria, seus feitos e ideais, suas lendas e muito mais. As conquistas medievais lançaram os homens europeus às grandes navegações e permitiram a estes a descoberta de novos mundos. Foi a Idade Média que formou e nos deu Nicolau Copérnico (1473—1543) e, de certo modo, foi sua cosmologia a responsável por lançar o homem em busca de mais conhecimento.
Em resumo, a Idade Média foi mais um exemplo de que condenar sem investigar é MESMO UMA FORMA DE IGNORÂNCIA!
Podem ler mais sobre este assunto aqui e aqui.
As informações sobre a "outra Idade Média" foram adaptadas daqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

10 Mitos Sobre a Idade Média


Sendo os tempos actuais um exemplo moderno da “Nova Inquisição” que molda este mundo politicamente correcto, a notícia seguinte vem, no entanto, desmistificar o que a maioria das pessoas pensa da Idade Média.

A Idade Média durou aproximadamente entre o séc. V e o séc. XVI - num total de 1.100 anos. Durante o tempo que se seguiu à Idade Média (que frequentemente é definido
como Iluminismo), o milénio prévio foi criticado e condenado - assim como nós actualmente condenamos algumas acções durante o Período Vitoriano. Muitos dos escritores do recentemente inventado movimento Protestante atacaram de forma dura a Idade Média por causa do seu Catolicismo. Infelizmente, muitos dos mitos e juízos falsos que se lançaram naquele tempo ainda existem actualmente. A lista que se segue tem o objectivo de “acertar algumas agulhas”.

10 - Mito: A pena de morte era comum na Idade Média

Contrariamente ao que muitos acreditam, foi na Idade Média que nasceu o sistema jurídico e os julgamentos eram, na realidade, bastante justos. A pena de morte era considerada extremamente severa e apenas era usada nos piores crimes, como homicídio, traição ou fogo posto.

Apenas com Elizabeth I se começou a usar a pena de morte como forma dela se livrar dos oponentes religiosos. Degolar em público também não acontecia como vemos nos filmes - era um castigo aplicado apenas aos ricos e, normalmente nem eram executados em público. O método mais comum de execução era o enforcamento – e as fogueiras também eram extremamente raras (e, normalmente, utilizadas depois do criminoso ser enforcado).

9 - Mito: As Bíblias eram trancadas para impedir as pessoas de conhecerem a "palavra verdadeira".

Durante a Idade Média (até Gutenberg aparecer) todos livros tinham que ser escritos à mão. Isso era uma tarefa demorada e que levava muitos meses – particularmente com um livro tão grande quanto a Bíblia. O trabalho de copiar os livros foi deixado aos monges que estavam nos mosteiros. Esses livros eram incrivelmente valiosos e eram necessários em todas as Igrejas a partir do momento em que a Bíblia era lida em voz alta todos os dias. Para proteger estes livros valiosos, eles eram trancados. Não havia nenhuma conspiração para manter a Bíblia longe das pessoas – os cadeados queriam dizer que a Igreja pretendia garantir que as pessoas podiam ouvir a Bíblia todos os dias. E para mostrar que era não só a Igreja católica que colocava cadeados nas Bíblias para segurança, a mais famosa "Bíblia encadeada" é o "Grande Bíblia" que Henry VIII tinha criado e tinha ordenado para lida nas igrejas protestantes. Podem ler mais sobre este assunto
aqui. A diocese Católica de Lincoln faz um comentário sobre esta prática aqui.


Podem continuar a ler sobre este assunto aqui.