sábado, 15 de maio de 2010

O Debate Sobre o Holocausto Entre Otto Perge e o Dr. Laszlo Karsai na Hungria (I)



[Retirado e traduzido daqui]

Em Março de 2010 o Parlamento da Hungria adoptou uma lei anti-revisionista tornando-o ilegal e impossibilitando a disputa com a versão oficial ortodoxa do “holocausto”. Ao mesmo tempo, o nacionalista e revisionista (Húngaro) Otto Perge sugeriu um debate sobre esse tópico. Um dos mais proeminentes estudiosos do país sobre o “holocausto”, o Dr. Laszlo Karsai, aceitou o desafio. Após tomar conhecimento disto, contactei Perge, que felizmente tem conhecimentos de Inglês (no meu caso, não leio nem falo Húngaro) e ofereceu-lhe a minha assistência, que acabou por ser aceite. Posteriormente, enviei-lhe 17 questões para o seu oponente. O Dr. Perge fez a sua tradução para Húngaro e publicou-as posteriormente no site do partido nacionalista Jobbik (http://kuruc.info/). Após a sua leitura, o Dr. Karsai disse a Perge não tinha qualquer intenção de responder às questões e que não havia grandes probabilidades de o fazer num futuro próximo.

Pela sua parte, o Dr. Karsai procurou refutar a visão revisionista, elaborando 15 pontos, os quais enviou a Otto Perge. Mr. Perge, que tem algum conhecimento sobre o assunto, mas que não é um especialista, traduziu estes pontos para Inglês e reencaminhou-os para mim. Como alguns daqueles argumentos são frequentemente utilizados pelos nossos adversários, tomei algum cuidado em responder de forma detalhada. A 24 de Abril, as minhas respostas aos primeiros oito pontos foram publicadas no site Jobbik. As restantes seguir-se-ão dentro de poucos dias.
Um dos mais notáveis historiadores Húngaros, o Dr. Krisztian Ungvary, ofereceu ajuda ao Dr. Karsai e preparou oito questões para Otto Perge. Perge encontra-se agora a fazer a tradução para Inglês; assim que as receber, responder-lhe-ei e a tradução em Húngaro será publicada no já referido site. Todos vocês serão mantidos a par dos desenvolvimentos
Apelo a todos que espalhem este texto deste debate. Brevemente irei fazer a tradução para Alemão e publicá-la-ei no meu site.

Jürgen Graf, 25 de Abril de 2010


Questões ao Dr. Laszlo Karsai

1) Em Agosto de 1944, poucas semanas depois da libertação do campo de concentração de Majdanek pelo Exército Vermelho, uma comissão Polaco-Soviética elaborou um “relatório especial” sobre o campo no qual defendia que tinham ali sido mortos cerca de 1,5 milhões de prisioneiros [1]. O documento foi apresentado plos Soviéticos como prova no julgamento de Nuremberga [2]. No início do ano de 1948, o historiador Polaco Zdzislaw Lukaszkiewicz reduziu os números de Majdanek para 360.000 [3]. Outra redução teve lugar em 1992, quando o historiador Polaco Czeslaw Rajca referiu cerca de 235.000 vítimas. [4].
Passados 13 anos, em 2005, Thomas Kranz, director do departamento de investigação do museu de Majdanek, afirmou que tinham desaparecido cerca de 78.000 prisioneiros no campo [5]. Para fazer uma comparação: no seu livro de 1998, KL Majdanek. Eine historische und technische Studie, os autores revisionistas Jürgen Graf e Carlo Mattogno chegaram à conclusão de que tinham morrido aproximadamente 42.200 pessoas em Majdanek [6]. Deste modo, os números do museu de Majdanek ainda estão acima cerca de 35.800 mortos em relação aos números revisionistas, mas mais baixos cerca de 1.422.000 mortos em relação aos apresentados em Nuremberga e mais baixo cerca de 157.000 mortos do que o número oficial apresentado no museu de Majdanek até 2005. - Algum comentário?

(CONTINUA)

2 comentários:

emerson disse...

Ótimo artigo, vou estar acompanhando de perto o andamento desta discussao. Tenho vários amigos hungaros, vou re-enviar para eles.

Diogo disse...

Estou curioso de ler o resto do debate.