terça-feira, 13 de outubro de 2009

América... América... América...


América. Em quase todos os jornais, revistas, noticiários a notícia apareceu. Um Nóbel bem ou mal entregue. Um Nóbel merecido ou não. Um Nóbel atribuído a um Presidente cuja eleição, só por si, já tinha sido polémica - ou talvez não. Mas nos média - sem que isso constituísse alguma surpresa para nós - não apareceram, com o mesmo impacto, outras notícias que nos revelam a quantidade de segredos que este país guarda. Por outras palavras, a manipulação mediática leva a que a América possa continuar a coordenar e a controlar quase todas as linhas de pensamento. Se assim não fosse, como poderia passar despercebidas todas as mudanças na história do atentado na cidade de Oklahoma? América...

Afeganistão. O presidente Barack Obama - ESSE MESMO: O DO "PRÉMIO NÓBEL DA PAZ!!!!! - e o Congresso estão lutar pelo agravamento da guerra no Afeganistão. Após oito anos de operações militares - o que custou aos EUA 236 biliões de dólares, o comandante Americano no Afeganistão alertou para a ameaça de "fracasso" ou, por outras palavras, "derrota".

A verdade é a primeira vítima da guerra. A maior mentira da Guerra do Afeganistão é que "nós temos que combater lá os terroristas e assim não temos de lutar com eles em casa". Políticos e generais continuar usando esta afirmação para justificar uma guerra que eles não conseguem explicar ou justificar.

Muitos Norte-Americanos ainda acreditam nesta mentira porque também acreditam que os ataques de 11 de Setembro vieram directamente de bases da al-Qaida no Afeganistão e de movimentos Talibans.

Isso não é verdade. Os ataques de 11 de Setembro foram planeados na Alemanha e na Espanha e conduzidos, principalmente, de bases Americanas na Arábia Saudita com o objectivo de punir a América pelo suporte à repressão de Israel contra os Palestinianos.

Os Talibans, um movimento religioso, anti-Comunista da tribo Pashtun, ficou totalmente surpreendido pelo 11 de Setembro. Osama bin Laden, que foi culpado por esse acto, estava no Afeganistão como convidado porque era um herói nacional por ter combatido contra os Soviéticos nos anos 80 e estaria a ajudar a luta dos Talibans contra o regime Comunista Afegão.

Amérca. Afeganistão. Irão.
Dois senadores republicanos não estão suficientemente felizes com as duas grandes guerras e com as várias outras escaramuças ao longo da costa leste de África que os Estados Unidos estão a travar. Eles querem que as tropas Americanas iniciem uma guerra genocida, a uma escala global, contra o Irão. Por quê? Porque não querem colocar "muita pressão sobre Israel".

Os senadores republicanos Lindsey Graham (SC) e Saxby Chambliss (GA) foram à televisão dizer que os militares Americanos não deviam apenas bombardear as instalações nucleares do Irão, mas também lançar uma guerra do "tudo ou nada" contra o país Persa, com o objetivo de o destruir.

E por que deveriam os soldados dos EUA arriscar as suas próprias vidas para mater Iranianos inocentes? Para proteger Israel, claro.

América. Afeganistão. Irão. Israel. Acabo quase como comecei.
Depois de tomar conhecimento desta decisão do mais recente Prémio Nóbel da Paz - ainda alguém se surpreende?... - achei, mesmo assim, que seria necessário mais uns pequenos esclarecimentos para os mais distraídos ou com memória curta.

Em primeiro lugar,
foram os Americanos os primeiros a fornecer material nuclear aos Iranianos; em segundo lugar, um memorando secreto da Casa Branca, de 1969, alertou para os "perigos das armas nucleares de Israel" - claro que os excelentíssimos senhores "jornalistas de investigação" andam tão atarefados que nunca reparam neste tipo de documentos... Finalmente, em terceiro lugar, recomendo novamente a leitura desta notícia, já publicada pelo Revisionismo em Linha aqui.


América... América... América...

2 comentários:

Diogo disse...

Não é a América, é a elite financeira. São eles que movem os cordelinhos em todo o lado: guerras, crises financeiras, pandemias, aquecimentos globais, terrorismos, etc.

vespa disse...

Não sei porquê, mas algo me diz que o próximo prémio nobel será ganho por Osama bin Laden...