quarta-feira, 29 de julho de 2009

Conselhos de Leitura



The Storm of War: A New History of the Second World War - Artigos, ensaios, livros e enciclopédias. Muito já se escreveu sobre a história deste terrível conflito e quase todos os dias nos chegam novos dados que, supostamente, até poderiam ter alterado a rumo do conflito. Novos dados que mostram até que alguns dos "Aliados" utilizavam métodos iguais ou até bem piores do que os utilizados pelos que, supostamente, é que eram "os maus".

Mas falemos um pouco deste livro: a 2 de Agosto de 1944, na sequência da destruição completa do exército Alemão na Bielorússia, Winston Churchill ironizou com Adolf Hitler na Câmara dos Comuns, afirmando que ele tinha alcançado uma classificação semelhante à da Primeira Guerra Mundial.
(…) Porque é que o Eixo perdeu a Segunda Guerra Mundial? No livro anterior de Andrew Roberts, Masters and Commanders, ele estudada a criação da grande estratégia dos Aliados; o tema central de Storm of War é como a estratégia do Eixo evoluiu. Examinando a Segunda Guerra Mundial, em todas as frentes, Roberts questiona se, com um processo diferente de tomada de decisão e uma estratégia também diferente, o Eixo poderia ter ganho. Estariam correctos os generais Alemães, que culparam Hitler de tudo, após a guerra ou estariam eles a arranjar um “bode expiatório” com o seu antigo Fuhrer, uma vez que já o podiam criticar com toda a impunidade?

(…) O livro também apresenta um número importante de documentos até então inéditos, como a carta de Hitler ao director de operações militares explicando o que o Führer estava à espera quando deu a ordem para travar os Panzers fora de Dunquerque.
Esta guerra durou 2174 dias, custou 1,5 triliões de dólares e ceifou a vida a mais de 50 milhões de pessoas. Por que é que levou este rumo? Storm of War faz um sucinto, mas dramático, relato da luta em que mergulhou o mundo entre 1939 e 1945 e, por fim, dá-nos uma resposta convincente para essa questão.
[Podem ler mais sobre este livro e outras obras de Andrew Roberts aqui]

7 comentários:

Diogo disse...

Porque é que Hitler deu a ordem para travar os Panzers fora de Dunquerque?

Johnny Drake disse...

Teorias não faltam. A meu ver ele nunca quis a guerra com os Ingleses. Os seus grandes inimigos eram os Judeus e o Comunismo. Talvez esta fosse uma forma, directa ou indirecta, de lhes mostrar que a Alemanha Nazi não queria um conflito com eles.

vespa disse...

Bom. Muito provavelmente até vou errar. Mas até pode ser que aprenda mais alguma coisa.

A meu ver ele nunca quis a guerra com os Ingleses. Os seus grandes inimigos eram os Judeus e o Comunismo. - Teoricamente, assim é apresentado o argumento.
O Sócrates também disse que não ia aumentar os impostos, e, aumentou-os. O que quero dizer com isto é que talvez o seu (de Hitler) discurso não demonstrasse o seu objectivo. Será que os resultados da 2ªGG, não demonstram os objectivos, razões por detrás da mesma? Quem lucrou?


“Hitler expounded his political views to the assembled businessmen in a lengthy two-and-one-half hour speech, using the threat of Communism and a Communist take-over to great effect:
It is not enough to say we do not want Communism in our economy. If we continue on our old political course, then we shall perish .... It is the noblest task of the leader to find ideals that are stronger than the factors that pull the people together. I recognized even while in the hospital that one had to search for new ideals conducive to reconstruction. I found them in nationalism, in the value of personality, and in the denial of reconciliation between nations ....
Now we stand before the last election. Regardless of the outcome, there will be no retreat, even if the coming election does not bring about decision, one way or another. If the election does not decide, the decision must be brought about by other means. I have intervened in order to give the people once more the chance to decide their fate by themselves ....
There are only two possibilities, either to crowd back the opponent on constitutional grounds, and for this purpose once more this election; or a struggle will be conducted with other weapons, which may demand greater sacrifices. I hope the German people thus recognize the greatness of the hour.24
Continua

vespa disse...

After Hitler had spoken, Krupp von Bohlen expressed the support of the assembled industrialists and bankers in the concrete form of a three-million-mark political fund. It turned out to be more than enough to acquire power, because 600,000 marks remained unexpended after the election.
Hjalmar Schacht organized this historic meeting. We have previously described Schacht's links with the United States: his father was cashier for the Berlin Branch of Equitable Assurance, and Hjalmar was intimately involved almost on a monthly basis with Wall Street.
The largest contributor to the fund was I.G. Farben, which committed itself for 80 percent (or 500,000 marks) of the total. Director A. Steinke, of BUBIAG (Braunkohlen-u. Brikett-Industrie A.G.), an I.G. Farben subsidiary, personally contributed another 200,000 marks. In brief, 45 percent of the funds for the 1933 election came from I.G. Farben. If we look at the directors of American I.G. Farben — the U.S. subsidiary of I.G. Farben — we get close to the roots of Wall Street involvement with Hitler. The board of American I.G. Farben at this time contained some of the most prestigious names among American industrialists: Edsel B. Ford of the Ford Motor Company, C.E. Mitchell of the Federal Reserve Bank of New York, and Walter Teagle, director of the Federal Reserve Bank of New York, the Standard Oil Company of New Jersey, and President Franklin D. Roosevelt's Georgia Warm Springs Foundation.
Paul M. Warburg, first director of the Federal Reserve Bank of New York and chairman of the Bank of Manhattan, was a Farben director and in Germany his brother Max Warburg was also a director of I.G, Farben. H. A. Metz of I.G. Farben was also a director of the Warburg's Bank of Manhattan. Finally, Carl Bosch of American I.G. Farben was also a director of Ford Motor Company A-G in Germany.
Three board members of American I.G. Farben were found guilty at the Nuremburg War Crimes Trials: Max Ilgner, F. Ter Meer, and Hermann Schmitz. As we have noted, the American board members — Edsel Ford, C. E. Mitchell, Walter Teagle, and Paul Warburg — were not placed on trial at Nuremburg, and so far as the records are concerned, it appears that they were not even questioned about their knowledge of the 1933 Hitler fund.”
“Even the Soviet delegate was unwilling to produce evidence of American associations; this is not surprising because the Soviet Union depends on the goodwill of these same financiers to transfer much needed advanced Western technology to the U.S.S.R.” e dinheiro.
“Ernst Sedgewiek Hanfstaengl (or Hanfy or Putzi, as he was more usually called),... ...Introduced to Hitler in the early l920s by Captain Truman-Smith, the U.S. Military Attaehe in Berlin, Putzi became an ardent Hitler supporter, on occasion financed the Nazis and,...”
Continua

vespa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vespa disse...

“Putzi's student day friends at Harvard University were "such outstanding future figures" as Walter Lippman, John Reed (who figures prominently in Wall Street and the Bolshevik Revolution), and Franklin D. Roosevelt. After a few years at Harvard, Putzi established the family art business in New York; it was a delightful combination of business and pleasure, for as he says, "the famous names who visited me were legion, Pierpont Morgan, Toscanini, Henry Ford, Caruso, Santos-Dumont, Charlie Chaplin, Paderewski, and a daughter of President Wilson."2 It was also at Harvard that Putzi made friends with the future President Franklin Delano Roosevelt:”

Hitler falou com homens de negócios. Eleito por via pacifica ou violenta, e para isso recebeu grandes somas de dinheiro. Federal Reserve Bank of New York, etc, envolvidos mais os seus representantes. Ernst Sedgewiek Hanfstaengl (Putzi) fervoroso apoiante de Hitler, era, também, amigo do sr Roosevelt. Etc.
Hitler não tinha da pagar nada por tantos apoios? Não devia favores? Estes apoios eram todos de pessoas “altruístas” que acreditaram no Hitler? Ele depois roeu a corda? Traiu-os? Putzi nunca serviu de correio?
Ou ele cumpriu um plano previamente estabelecido?
Quando invadiu a Rússia, os russos receberam-nos bem até que Hitler ordenou que alterassem a actuação dos soldados alemães. Foi por causa das decisões desastrosas de Hitler que os alemães tiveram derrotas brutais na Rússia com perdas de soldados que não podiam ser substituídos. Isto levou Estaline a consolidar o seu poder, e a enfraquecer a Alemanha para poder ser devastada e submetida à governação da nações unidas. Ficou até hoje, tal como os USA, a sustentar o estado de Israel, que já estava planeado. Obviamente não creio que tenha havido apenas um objectivo e só um a lucrar.
Desculpem-me o lençol.

Johnny Drake disse...

Estive a ler o seu texto e também concordo que Hitler foi manipulado por inúmeros interesses e que nunca foi "só ele" a tomar uma série de decisões, muitas delas desastrosas a nível militar.
Existem, aliás, algumas obras (já aqui analisadas pelo Revisionismo em Linha) que apontam mesmo para várias "ligações perigosas, ocultas e estranhas" de Hitler (do isotérico ao racial, passando pela Maçonaria e por quem defenda que ele nem se suicidou).
Claro que a tudo isto se junta a dificuldade em falar sobre estes assuntos sem se ser acusado e rotulado de qualquer coisa.

Um abraço